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  • E-commerce · ticket médioR$ 536,60▲ +8,98%Fonte: ABComm
  • E-commerce · compradores94,2 mi▲ +3,2%Fonte: ABComm
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  • Startups · fatia das fintechs nos aportes, 1º sem. 202667%62% em 2025Fonte: Sling Hub, via Valor Econômico
  • Empreendedores iniciais · IA como prioridade digital74%× 35% site próprio e e-commerceFonte: GEM 2024/2025, via Sebrae
  • Donos de negócio com 60 anos ou mais16,5%Fonte: PNAD (IBGE), via Sebrae
  • E-commerce · compras pelo celular55,5%× 44,5% desktopFonte: ABComm
  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

E-commerceNotíciaDados com fonte declarada

No Brasil, 58% dos gastos de quem compra online passam pela internet; só a China tem mais

No Brasil, 58% dos gastos de quem compra online passam pela internet; só a China tem mais
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Em resumo

O estudo The Future Shopper 2026, da VML, ouviu 28 mil consumidores em 17 países de 22 de maio a 9 de junho de 2026. Fora do Brasil, o online recua desde 2021 e o preço pesa mais para 72%. Já 37% esperam entrega em menos de duas horas, e 41% abandonam compras por frustração com a experiência.

Brasil na contramão do mundo

Entre brasileiros que compram online, 58% dos gastos passam pela internet, a mesma proporção de 2025. É o segundo maior índice entre 17 mercados, atrás apenas da China, com 59%, e bem acima da média global de 51%. Os dados são da décima edição do The Future Shopper, estudo da agência VML, noticiado em 22 de setembro de 2026 pelo E-Commerce Brasil.

No mundo, a fatia online recua: era 61% em 2021, foi a 53% em 2025 e ficou em 51% em 2026. A leitura do estudo é de reequilíbrio entre loja física e canal digital, e não de fuga do comércio eletrônico.

Um aviso sobre a amostra. Foram 28 mil entrevistados, ouvidos pela Censuswide de 22 de maio a 9 de junho de 2026, e 95% deles tinham comprado online no mês anterior. O percentual descreve, portanto, o hábito de quem já compra pela internet. Não significa que 58% de todo o varejo brasileiro seja digital.

Preço manda mais

Os percentuais a seguir são do conjunto dos 17 países; o estudo, na versão noticiada, só detalha o Brasil onde indicado.

  • 59% estão mais preocupados com as próprias finanças do que antes;
  • 60% cortaram gastos não essenciais;
  • 72% dizem que o preço ganhou peso na decisão;
  • preço é importante para 93% no online e 92% na loja física; disponibilidade de estoque vem logo atrás, com 92% e 91%.

Marketplace: referência de serviço, busca em baixa

Os grandes marketplaces de cada país são vistos como os melhores em velocidade de entrega (35%), conveniência da entrega (34%), disponibilidade de produto, devolução fácil e rapidez no checkout (33% cada).

A queixa está na busca. Para 43%, os resultados de plataformas como Google e Amazon pioraram em 12 meses, e 55% acham mais difícil encontrar os melhores produtos por causa dos itens patrocinados.

IA: uso em alta, confiança com freio

A parcela que já usou IA subiu de 68% para 82% em um ano. O ChatGPT é citado por 48%, e o Gemini, por 37%. Nas compras:

  • 54% dizem que a IA ajuda a descobrir produtos que não achariam de outro modo;
  • 46% afirmam que as sugestões já mudaram as marcas consideradas;
  • 58% conferem a recomendação em outra fonte antes de fechar;
  • 53% temem que as ferramentas sejam influenciadas por patrocínio;
  • 49% perdem a confiança quando a marca usa imagem de produto gerada por IA.

Pressa, mas nem tanto

Em 2026, 37% esperam receber uma compra online em menos de duas horas; eram 32% em 2025 e 4% em 2021. A expectativa varia: 75% em refeição rápida, 56% em supermercado, 47% em farmácia e 26% em moda e tecnologia.

Ao mesmo tempo, caiu de 40% para 36% a parcela que diz não comprar de loja sem entrega no mesmo dia. Com o bolso apertado, o cliente aceita esperar se o preço compensar.

A experiência ainda derruba vendas

Segundo o estudo, 41% abandonam compras com frequência por achar a experiência digital frustrante, e 48% deixariam de comprar de quem não atende às expectativas (48,7% no Brasil). O celular concentra 40% das compras online, mas 35% consideram frustrante comprar por ele.

Três decisões para a loja brasileira

  • Não use foto de produto gerada por IA. Metade dos consumidores ouvidos nos 17 países associa a imagem a itens falsos ou de baixa qualidade. Use a tecnologia no texto, com revisão, como em IA generativa no catálogo.
  • Ofereça duas velocidades de entrega. Uma barata e mais lenta, outra rápida e paga. O dado de 36% mostra que a maioria aceita a primeira.
  • Revise a compra pelo celular. É onde está o volume e a frustração. Os testes estão em Core Web Vitals para loja virtual e em checkout que converte.

O tamanho do mercado nacional, medido em vendas, está em e-commerce brasileiro: os números de 2026.

Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.

Fonte: E-Commerce Brasil

Perguntas frequentes

Quanto o brasileiro gasta online, segundo a VML?

58% dos gastos, o mesmo patamar de 2025, contra 51% na média dos 17 mercados; só a China, com 59%, fica à frente.

A amostra representa toda a população?

Não. 95% dos 28 mil participantes tinham feito ao menos uma compra online no mês anterior, então o estudo retrata quem já compra pela internet.

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