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Varejo de São Paulo fatura 8,1% menos em julho de 2026, descontada a inflação; eletrônicos caem 35,6%

Em resumo
Pesquisa da FecomercioSP com a Secretaria da Fazenda paulista, divulgada em 6 de outubro de 2026, mostra que o varejo do estado faturou R$ 122,3 bilhões em julho, já descontada a inflação, 8,1% menos que em julho de 2025. No ano, a queda é de 6,1%. Das nove atividades, só as concessionárias de veículos cresceram. Na capital, o recuo foi de 11,8%.
O resultado de julho
O comércio varejista do estado de São Paulo faturou R$ 122,3 bilhões em julho de 2026, já descontada a inflação. São R$ 10,7 bilhões a menos que em julho de 2025, uma queda de 8,1%. Os números são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), feita todo mês pela FecomercioSP com dados da Secretaria da Fazenda paulista, e foram divulgados em 6 de outubro de 2026.
A federação faz uma ressalva: mesmo com a queda, foi o terceiro maior faturamento para um mês de julho em toda a série da pesquisa.
A queda vem aumentando
Na comparação de cada mês com o mesmo mês de 2025, o recuo cresceu ao longo do trimestre:
- Maio: queda de 6,9%;
- Junho: queda de 7%;
- Julho: queda de 8,1%.
De janeiro a julho, o varejo paulista faturou 6,1% menos que nos mesmos meses de 2025, o que equivale a R$ 55,4 bilhões. No acumulado de 12 meses, a queda chegou a 3,5% em julho, depois de 1,6% em maio e 2,5% em junho.
Só as concessionárias cresceram
A pesquisa acompanha nove atividades. Em julho, apenas as concessionárias de veículos venderam mais que um ano antes: alta de 5,4%, com faturamento de R$ 16,8 bilhões. Nos sete meses do ano, também são a única atividade em crescimento.
O pior resultado é o das lojas de eletrodomésticos e eletrônicos:
- Julho contra julho de 2025: queda de 35,6%;
- Acumulado do ano: queda de 27,1%;
- Em 12 meses: queda de 18,5%.
Também nesse segmento a perda se aprofundou mês a mês, com 30,9% em maio e 32,1% em junho, antes dos 35,6% de julho. Segundo a FecomercioSP, a retração é disseminada, mas mais forte em bens duráveis e semiduráveis.
O texto da federação não traz o resultado das outras sete atividades. As tabelas da pesquisa estão publicadas como imagem.
Capital cai mais que o estado
Na cidade de São Paulo, o varejo faturou R$ 35,9 bilhões em julho, R$ 4,8 bilhões a menos que um ano antes. A queda é de 11,8%, e nenhuma das nove atividades cresceu.
- No mês: queda de 11,8% na capital e de 8,1% no estado;
- No ano: 9,2% e 6,1%;
- Em 12 meses: 5,7% e 3,5%.
Como ler o número
Três cuidados, anotados por nós:
- É São Paulo, não o Brasil. A pesquisa cobre só o estado;
- É faturamento real. Os percentuais já descontam a inflação, o que os torna diferentes de índices nominais;
- O dado é de julho. Indicadores nacionais mais recentes, de agosto, apontam em direções distintas: o índice da Cielo mostrou recuo real de 2%, e o da Stone, terceira alta mensal seguida. Cada um mede uma base própria.
O que o lojista pode tirar disso
A leitura a seguir é do ConnectWeek:
- Quem vende eletrônicos compra com mais cautela. Com a categoria em queda no estado mais populoso do país, a conta do pedido de fim de ano está em quanto comprar para a Black Friday.
- Estoque parado custa juros. Veja quanto custa financiar o estoque com a Selic atual.
Fonte: FecomercioSP
Perguntas frequentes
Quanto o varejo de São Paulo vendeu em julho de 2026?
Segundo a FecomercioSP, o comércio varejista do estado faturou R$ 122,3 bilhões em julho de 2026, em valores reais. São R$ 10,7 bilhões a menos que em julho de 2025, queda de 8,1%.
Qual setor do varejo paulista mais caiu?
As lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, com queda real de 35,6% em julho de 2026 sobre julho de 2025. No ano, o segmento acumula recuo de 27,1% e, em 12 meses, de 18,5%.
Algum segmento do varejo paulista cresceu em julho de 2026?
Só as concessionárias de veículos, com alta de 5,4% e faturamento de R$ 16,8 bilhões. As outras oito atividades acompanhadas pela pesquisa recuaram.
O varejo da cidade de São Paulo foi pior que o do estado?
Sim. Na capital, o faturamento real caiu 11,8% em julho de 2026, para R$ 35,9 bilhões, e nenhuma das nove atividades cresceu. No estado, a queda foi de 8,1%.





