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EconomiaNotíciaDados com fonte declarada

Vendas do varejo brasileiro sobem 2,9% no 1º semestre de 2026, sem descontar a inflação, mede a Mastercard

Vendas do varejo brasileiro sobem 2,9% no 1º semestre de 2026, sem descontar a inflação, mede a Mastercard
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Em resumo

O indicador SpendingPulse, divulgado pela Mastercard em 14 de setembro de 2026, aponta alta nominal de 2,9% nas vendas do varejo físico e online do Brasil entre janeiro e junho, na comparação com 2025. Restaurantes e farmácias puxaram o resultado; móveis e decoração caíram nos dois trimestres, e eletrônicos recuaram 4,7% no segundo.

O resultado

As vendas do varejo brasileiro cresceram 2,9% de janeiro a junho de 2026 em relação ao primeiro semestre de 2025, segundo o Mastercard SpendingPulse. O dado está em comunicado da Mastercard de 14 de setembro de 2026 e foi noticiado no dia 17 pelo E-Commerce Brasil. O indicador soma loja física e internet, considera todos os meios de pagamento e não desconta a inflação.

O semestre teve duas metades diferentes. No primeiro trimestre, a alta sobre o mesmo período de 2025 foi de 1,6%. No segundo, de 4,1%.

Quem cresceu e quem caiu

O indicador acompanha 11 setores. O comunicado detalha cinco deles:

  • Restaurantes: alta de 10,7% no semestre, com 10,1% no primeiro trimestre e 10,4% no segundo;
  • Farmácias: 9,9% no primeiro trimestre e 9% no segundo;
  • Combustível automotivo: 12,7% no segundo trimestre, resultado que a Mastercard relaciona à oscilação do preço do petróleo;
  • Móveis e decoração: queda de 4,7% no primeiro trimestre e de 3,7% no segundo;
  • Eletrônicos: queda de 4,7% entre abril e junho.

Para o economista Gustavo Arruda, que responde pela América Latina no Mastercard Economics Institute, o cenário macroeconômico levou o consumidor a adiar as compras que pedem mais planejamento financeiro, caso de móveis e eletrônicos. Ele vê nesses segmentos espaço para retomada até o fim do ano. A avaliação é do executivo, e o comunicado não traz projeção em número.

As regiões

As cinco regiões cresceram no semestre, informa a empresa, mas os percentuais regionais aparecem só por trimestre:

  • Centro-Oeste: 2,5% no primeiro trimestre e 5,4% no segundo, a maior alta nos dois períodos;
  • Sudeste: 0,1% e 3,5%, as menores taxas entre as regiões;
  • Pernambuco: 5,4% e 12,2%;
  • Distrito Federal: 4% e 6,6%.

Como ler o número

Três cuidados de leitura, apontados pelo ConnectWeek a partir do que o comunicado informa:

  • É valor, e não volume. Sem o desconto da inflação, parte da alta é preço. O percentual mostra quanto dinheiro passou pelo caixa, e não quantas unidades saíram a mais.
  • Não é dado só de internet. Físico e online entram juntos, e a Mastercard não separa o desempenho do comércio eletrônico.
  • É medição de uma empresa de pagamentos. A Mastercard informa que o indicador parte de dados agregados e anonimizados da companhia e representa todos os tipos de pagamento. Não é a pesquisa oficial do comércio, feita pelo IBGE.

Há ainda uma diferença entre comunicados. Em maio, a Mastercard havia anunciado alta de 1,2% no primeiro trimestre. O balanço de setembro traz 1,6% para o mesmo período e não explica a mudança.

O que observar na loja

A leitura a seguir é do ConnectWeek. Quem vende móveis, decoração ou eletrônicos entra no fim de ano depois de um semestre de queda nas vendas do setor, em valor. Vale conferir duas coisas antes de comprar estoque: o peso do parcelamento nas vendas da loja e o nível de dívida do cliente, tema do artigo sobre endividamento das famílias e o Natal de 2026. As datas que concentram a demanda estão no calendário comercial de 2026 e 2027.

Outros termômetros do segundo semestre já saíram: o índice da Stone para agosto e a projeção do Ibevar com a FIA para setembro a novembro. Cada um mede uma base diferente, e os percentuais não são comparáveis entre si.

Fonte: Mastercard

Perguntas frequentes

Quanto o varejo brasileiro cresceu no primeiro semestre de 2026, segundo a Mastercard?

O Mastercard SpendingPulse aponta alta de 2,9% nas vendas de janeiro a junho de 2026 em relação ao mesmo semestre de 2025. O número soma loja física e internet, considera todos os meios de pagamento e é nominal, ou seja, não desconta a inflação.

Quais setores mais cresceram e quais caíram?

Restaurantes subiram 10,7% no semestre, e farmácias avançaram 9,9% no primeiro trimestre e 9% no segundo. Móveis e decoração caíram 4,7% e 3,7% nos dois trimestres, e eletrônicos recuaram 4,7% de abril a junho. O indicador acompanha 11 setores.

O número de 2,9% é o crescimento do comércio eletrônico?

Não. O indicador junta as vendas do varejo físico e do online, e o comunicado não separa o desempenho da internet.

Qual região do país teve o melhor resultado?

O Centro-Oeste, com alta de 2,5% no primeiro trimestre e de 5,4% no segundo, a maior nos dois períodos. O Sudeste teve as menores taxas, de 0,1% e 3,5%. O comunicado traz os números regionais por trimestre, e não o acumulado do semestre.

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