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Comércio paulistano com mais de 50 empregados perde 11,9 pontos de confiança em setembro, aponta FecomercioSP

Em resumo
Na cidade de São Paulo, a confiança das empresas do comércio com mais de 50 empregados caiu de 105,8 para 93,9 pontos em setembro de 2026, segundo a FecomercioSP. Com a queda, as empresas maiores ficaram quase no mesmo nível das menores, que marcaram 93,3 pontos. A intenção de investir caiu pelo oitavo mês seguido.
A confiança das empresas do comércio com mais de 50 empregados na cidade de São Paulo caiu 11,2% de agosto para setembro de 2026, de 105,8 para 93,9 pontos. O dado é do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), que a FecomercioSP divulgou em 27 de outubro. A federação destaca que as empresas maiores costumam se mostrar mais confiantes que as pequenas. Desta vez, a distância entre os dois grupos ficou abaixo de 1 ponto.
Nas empresas com até 50 empregados, o recuo foi de 0,9%, de 94,1 para 93,3 pontos. Em agosto, a diferença entre os dois portes passava de 11 pontos.
Avaliação do momento atual puxa a queda
As empresas maiores caíram mais que as pequenas nos três blocos do índice. Na avaliação das condições atuais, o grupo com mais de 50 empregados recuou 15,9%, de 78 para 65,6 pontos, ante 3,3% entre as pequenas. Nas expectativas, a queda das maiores foi de 13%, enquanto as pequenas ficaram praticamente estáveis. No bloco de investimento, as maiores recuaram 5,9%.
Somados todos os portes, o ICEC caiu 1,1%, de 94,4 para 93,3 pontos, depois de dois meses de alta, e ficou 0,7% abaixo de setembro de 2025. A avaliação das condições atuais foi a parte que mais caiu: 3,6%, para 66,6 pontos. Dentro dela, a nota que os empresários dão à situação da própria empresa passou de 85,2 para 82,2 pontos, e a nota dada à economia, de 55 para 53,2. As expectativas ficaram em 117,2 pontos, praticamente iguais às de agosto e 3% acima de um ano antes.
Oito meses seguidos de recuo no investimento
O Índice de Investimento do Empresário do Comércio, o bloco de investimento do ICEC, caiu 0,7%, para 96,1 pontos, a oitava queda mensal seguida. Só a avaliação dos estoques melhorou, com alta de 1,3%, para 90 pontos. Para a FecomercioSP, juros altos, consumidor endividado, crédito caro e margens apertadas explicam a cautela, e o calendário eleitoral reforça a decisão de adiar investimentos maiores. O custo do dinheiro para a loja que se abastece para o fim de ano está detalhado no artigo sobre quanto a Selic pesa no estoque comprado a prazo.
O Índice de Expansão do Comércio (IEC), que mede a disposição para contratar, comprar máquinas e abrir lojas, recuou 1,6%, de 100,7 para 99,1 pontos. Foi a sétima queda mensal seguida e o menor nível desde maio de 2025. A sequência tem o mesmo tamanho da registrada de dezembro de 2019 a julho de 2020, no começo da pandemia. Segundo a federação, só a recessão de 2014 e 2015 teve série mais longa, de 11 meses. Com o índice abaixo de 100 pontos, o pessimismo das empresas já supera o otimismo.
Contratação resiste, investimento das empresas não
Dentro do IEC, a expectativa de contratar funcionários caiu 1,4%, para 112,4 pontos, mas segue 4,5% acima de setembro de 2025. A FecomercioSP liga esse patamar ao mercado de trabalho aquecido, à falta de mão de obra qualificada e ao reforço de equipe que o segundo semestre costuma pedir.
O nível de investimento das empresas recuou 2%, para 85,8 pontos. É a oitava queda mensal seguida, a mais longa da série iniciada em 2011, e o 22º mês consecutivo abaixo de 100 pontos. Na comparação com setembro de 2025, a queda é de 9,2%. Do lado das famílias, a mesma federação já tinha mostrado que a intenção de consumo recuou pela sétima vez seguida em setembro.
A orientação da FecomercioSP aos empresários do comércio é dar prioridade ao caixa e ao capital de giro, deixar investimentos estruturais para quando o crédito ficar mais barato de forma consistente, alinhar as compras ao ritmo real das vendas e evitar compromissos financeiros longos que não considerem outros cenários de juros.
Fonte: FecomercioSP, ICEC e IEC de setembro (27/10/2026)
Perguntas frequentes
O que mede o ICEC da FecomercioSP?
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio mede como os empresários avaliam o próprio negócio, o setor e a economia do país. As entrevistas são feitas todo mês com um painel fixo de empresas, separadas por tipo de produto vendido e por porte (até 50 empregados e mais de 50). A pesquisa se refere ao município de São Paulo, com amostra que reflete a região metropolitana.
Quanto caiu a confiança das empresas maiores em setembro de 2026?
Entre as empresas do comércio com mais de 50 empregados, o índice passou de 105,8 para 93,9 pontos, queda de 11,2% sobre agosto. A avaliação das condições atuais nesse grupo caiu 15,9%, de 78 para 65,6 pontos.
O comércio paulistano está investindo menos?
Sim, segundo a FecomercioSP. O índice de investimento do empresário do comércio caiu 0,7% em setembro, para 96,1 pontos, a oitava queda mensal seguida. O nível de investimento das empresas recuou 2%, para 85,8 pontos, a sequência de quedas mais longa desde o início da série, em 2011.
O que é o Índice de Expansão do Comércio?
É um indicador da FecomercioSP, apurado desde junho de 2011 com cerca de 600 empresários, que mede a disposição para contratar, comprar máquinas e equipamentos e abrir lojas. Vai de zero a 200 pontos. Em setembro de 2026 ficou em 99,1 pontos, abaixo de 100 pela primeira vez desde maio de 2025.






