Hoje

ConnectWeek

Portal de NegóciosNotícias, guias, dados e ferramentas.


  • E-commerce · faturamentoR$ 235,5 bi▲ +15,3%Fonte: ABComm
  • E-commerce · pedidos438,9 mi▲ +5,8%Fonte: ABComm
  • E-commerce · ticket médioR$ 536,60▲ +8,98%Fonte: ABComm
  • E-commerce · compradores94,2 mi▲ +3,2%Fonte: ABComm
  • Selic · Copom 16/09/202613,75% a.a.4º corte seguidoFonte: Banco Central
  • Startups · fatia das fintechs nos aportes, 1º sem. 202667%62% em 2025Fonte: Sling Hub, via Valor Econômico
  • Empreendedores iniciais · IA como prioridade digital74%× 35% site próprio e e-commerceFonte: GEM 2024/2025, via Sebrae
  • Donos de negócio com 60 anos ou mais16,5%Fonte: PNAD (IBGE), via Sebrae
  • E-commerce · compras pelo celular55,5%× 44,5% desktopFonte: ABComm
  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

EconomiaNotíciaDados com fonte declarada

Comércio paulistano com mais de 50 empregados perde 11,9 pontos de confiança em setembro, aponta FecomercioSP

Loja grande de papel recortado cortada por uma seta vermelha descendente, ao lado de uma loja pequena, sob nuvens cinzentas
Imagem ilustrativa

Em resumo

Na cidade de São Paulo, a confiança das empresas do comércio com mais de 50 empregados caiu de 105,8 para 93,9 pontos em setembro de 2026, segundo a FecomercioSP. Com a queda, as empresas maiores ficaram quase no mesmo nível das menores, que marcaram 93,3 pontos. A intenção de investir caiu pelo oitavo mês seguido.

A confiança das empresas do comércio com mais de 50 empregados na cidade de São Paulo caiu 11,2% de agosto para setembro de 2026, de 105,8 para 93,9 pontos. O dado é do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), que a FecomercioSP divulgou em 27 de outubro. A federação destaca que as empresas maiores costumam se mostrar mais confiantes que as pequenas. Desta vez, a distância entre os dois grupos ficou abaixo de 1 ponto.

Nas empresas com até 50 empregados, o recuo foi de 0,9%, de 94,1 para 93,3 pontos. Em agosto, a diferença entre os dois portes passava de 11 pontos.

Avaliação do momento atual puxa a queda

As empresas maiores caíram mais que as pequenas nos três blocos do índice. Na avaliação das condições atuais, o grupo com mais de 50 empregados recuou 15,9%, de 78 para 65,6 pontos, ante 3,3% entre as pequenas. Nas expectativas, a queda das maiores foi de 13%, enquanto as pequenas ficaram praticamente estáveis. No bloco de investimento, as maiores recuaram 5,9%.

Somados todos os portes, o ICEC caiu 1,1%, de 94,4 para 93,3 pontos, depois de dois meses de alta, e ficou 0,7% abaixo de setembro de 2025. A avaliação das condições atuais foi a parte que mais caiu: 3,6%, para 66,6 pontos. Dentro dela, a nota que os empresários dão à situação da própria empresa passou de 85,2 para 82,2 pontos, e a nota dada à economia, de 55 para 53,2. As expectativas ficaram em 117,2 pontos, praticamente iguais às de agosto e 3% acima de um ano antes.

Oito meses seguidos de recuo no investimento

O Índice de Investimento do Empresário do Comércio, o bloco de investimento do ICEC, caiu 0,7%, para 96,1 pontos, a oitava queda mensal seguida. Só a avaliação dos estoques melhorou, com alta de 1,3%, para 90 pontos. Para a FecomercioSP, juros altos, consumidor endividado, crédito caro e margens apertadas explicam a cautela, e o calendário eleitoral reforça a decisão de adiar investimentos maiores. O custo do dinheiro para a loja que se abastece para o fim de ano está detalhado no artigo sobre quanto a Selic pesa no estoque comprado a prazo.

O Índice de Expansão do Comércio (IEC), que mede a disposição para contratar, comprar máquinas e abrir lojas, recuou 1,6%, de 100,7 para 99,1 pontos. Foi a sétima queda mensal seguida e o menor nível desde maio de 2025. A sequência tem o mesmo tamanho da registrada de dezembro de 2019 a julho de 2020, no começo da pandemia. Segundo a federação, só a recessão de 2014 e 2015 teve série mais longa, de 11 meses. Com o índice abaixo de 100 pontos, o pessimismo das empresas já supera o otimismo.

Contratação resiste, investimento das empresas não

Dentro do IEC, a expectativa de contratar funcionários caiu 1,4%, para 112,4 pontos, mas segue 4,5% acima de setembro de 2025. A FecomercioSP liga esse patamar ao mercado de trabalho aquecido, à falta de mão de obra qualificada e ao reforço de equipe que o segundo semestre costuma pedir.

O nível de investimento das empresas recuou 2%, para 85,8 pontos. É a oitava queda mensal seguida, a mais longa da série iniciada em 2011, e o 22º mês consecutivo abaixo de 100 pontos. Na comparação com setembro de 2025, a queda é de 9,2%. Do lado das famílias, a mesma federação já tinha mostrado que a intenção de consumo recuou pela sétima vez seguida em setembro.

A orientação da FecomercioSP aos empresários do comércio é dar prioridade ao caixa e ao capital de giro, deixar investimentos estruturais para quando o crédito ficar mais barato de forma consistente, alinhar as compras ao ritmo real das vendas e evitar compromissos financeiros longos que não considerem outros cenários de juros.

Fonte: FecomercioSP, ICEC e IEC de setembro (27/10/2026)

Perguntas frequentes

O que mede o ICEC da FecomercioSP?

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio mede como os empresários avaliam o próprio negócio, o setor e a economia do país. As entrevistas são feitas todo mês com um painel fixo de empresas, separadas por tipo de produto vendido e por porte (até 50 empregados e mais de 50). A pesquisa se refere ao município de São Paulo, com amostra que reflete a região metropolitana.

Quanto caiu a confiança das empresas maiores em setembro de 2026?

Entre as empresas do comércio com mais de 50 empregados, o índice passou de 105,8 para 93,9 pontos, queda de 11,2% sobre agosto. A avaliação das condições atuais nesse grupo caiu 15,9%, de 78 para 65,6 pontos.

O comércio paulistano está investindo menos?

Sim, segundo a FecomercioSP. O índice de investimento do empresário do comércio caiu 0,7% em setembro, para 96,1 pontos, a oitava queda mensal seguida. O nível de investimento das empresas recuou 2%, para 85,8 pontos, a sequência de quedas mais longa desde o início da série, em 2011.

O que é o Índice de Expansão do Comércio?

É um indicador da FecomercioSP, apurado desde junho de 2011 com cerca de 600 empresários, que mede a disposição para contratar, comprar máquinas e equipamentos e abrir lojas. Vai de zero a 200 pontos. Em setembro de 2026 ficou em 99,1 pontos, abaixo de 100 pela primeira vez desde maio de 2025.

Continue lendo

Leia também

Ver tudo: Leia também

EconomiaNotícia··2 min

Famílias da cidade de São Paulo dão 80,9 pontos ao momento para comprar bens duráveis; ICF cai em setembro

Na cidade de São Paulo, a disposição das famílias para consumir caiu pela sétima vez seguida em setembro de 2026, segundo a FecomercioSP. O índice ficou em 110,7 pontos. A avaliação do momento para comprar bens duráveis (produtos de maior valor e uso prolongado, como eletrodomésticos e móveis) subiu, mas segue abaixo de 100 pontos, faixa considerada insatisfatória.

Por Redação ConnectWeekFonte: FecomercioSP, ICF e ICC de setembro (22/10/2026)

EconomiaNotícia··3 min

IBGE: varejo sobe 0,1% em agosto de 2026, com informática em alta de 6,3% e móveis e eletrodomésticos em queda

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro subiu 0,1% de julho para agosto de 2026, com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, divulgada em 15 de outubro. As lojas de equipamentos de informática e comunicação cresceram 6,3% no mês. Móveis e eletrodomésticos caíram 4,2%, mesma taxa de julho na série revisada.

Por Redação ConnectWeekFonte: IBGE, Indicadores IBGE: Pesquisa Mensal de Comércio, agosto de 2026

EconomiaNotícia··3 min

Varejo cai 3,9% em setembro de 2026, descontada a inflação, e chega a 16 meses de queda no índice da Cielo

O varejo brasileiro vendeu 3,9% menos em setembro de 2026 do que em setembro de 2025, já descontada a inflação. O dado é do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), da empresa de pagamentos Cielo, divulgado em 14 de outubro. É o 16º mês seguido de queda real e o pior setembro do índice desde 2020. As vendas pela internet subiram 5,1% em valores nominais, sem descontar a inflação.

Por Redação ConnectWeekFonte: Blog da Cielo, Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) de setembro de 2026

EconomiaNotícia··2 min

Fatia de famílias com dívidas cai para 81,7% em setembro, primeira queda de 2026, diz CNC

A parcela de famílias brasileiras com dívidas a vencer caiu de 82% em agosto para 81,7% em setembro de 2026, a primeira queda do ano, segundo a pesquisa de endividamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A inadimplência recuou para 29,6%. O tempo médio de atraso no pagamento das contas, porém, subiu para 65,3 dias, o mais longo desde novembro de 2024.

Por Redação ConnectWeekFonte: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

EconomiaNotícia··3 min

Vendas do comércio caem 0,3% em setembro no índice da Stone; móveis e vestuário vendem menos que há um ano

As vendas do comércio caíram 0,3% de agosto para setembro de 2026, já descontados os efeitos típicos de cada mês, segundo o Índice do Varejo Stone, divulgado em 14 de outubro. Na comparação com setembro de 2025, o índice subiu 5,4%. Móveis e eletrodomésticos, material de construção e vestuário venderam menos do que um ano antes.

Por Redação ConnectWeekFonte: Stone, Índice do Varejo Stone

EconomiaNotícia··3 min

Dados do Banco Central: Pix soma quase 24 bilhões de transações no 3º trimestre e sobe 17%

Segundo cálculo da redação sobre os dados abertos do Banco Central, o Pix registrou 23,98 bilhões de transações de julho a setembro de 2026, 17,0% a mais que no mesmo período de 2025, e movimentou R$ 11,35 trilhões. O valor médio por transação, também calculado pela redação, subiu de R$ 452 para R$ 473.

Por Redação ConnectWeekFonte: Banco Central, Estatísticas de meios de pagamentos (dados até 30/09/2026, consulta em 27/10/2026)