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Cesta de 23 presentes do Dia das Crianças sobe 5,9% em 12 meses e supera o IPCA-15, calcula a FecomercioSP

Em resumo
Levantamento da FecomercioSP divulgado em 7 de outubro de 2026 mostra que uma cesta de 23 itens do IPCA-15 ligados ao Dia das Crianças ficou 5,9% mais cara nos 12 meses até setembro, acima dos 4,47% do índice geral. O console de videogame subiu 13,52% e o computador, 10,33%. Os brinquedos subiram 4,02%, menos que a média, e o aparelho de som caiu 8,52%.
O cálculo
Presentear no Dia das Crianças de 2026 custa, em média, 5,9% mais que um ano atrás. A conta é da FecomercioSP, divulgada em 7 de outubro de 2026. A federação reuniu 23 itens do IPCA-15, a prévia da inflação medida pelo IBGE, que costumam ser comprados para a data e mediu a variação de preço nos 12 meses encerrados em setembro.
No mesmo período, o índice geral subiu 4,47%, número que conferimos na tabela do IPCA-15 no IBGE. Em 2025 a ordem era inversa: a cesta tinha subido 3,49% e a inflação geral, 5,32%, segundo a federação.
O que mais subiu
- Console de videogame: 13,52%. Em 2025, a alta tinha sido de 5,65%;
- Chocolate em barra e bombom: 12,22%, depois de 23,76% em 2025;
- Computador pessoal: 10,33%, contra 2,26% um ano antes;
- Perfume: 10,02%, ante 3,56%;
- Agasalho infantil: 8,13%. Em 2025, o item tinha caído 4,72%;
- Tênis: 7%;
- Bijuterias: 5,8%;
- Sandálias e chinelos: 5,24%;
- Sapato infantil: 4,61%.
A FecomercioSP atribui a alta dos eletrônicos ao custo de componentes, em especial processadores e semicondutores, afetado por restrições nas cadeias globais de produção. No chocolate, a explicação é o preço do cacau no mercado internacional.
O que subiu menos ou caiu
- Brinquedos: 4,02%, abaixo da média da cesta e do índice geral. Em 2025, 3,21%;
- Livros não didáticos: 4,01%;
- Roupas: vestido, 2,62%; calça comprida, 2,32%; conjunto, 1,43%; camisa e camiseta, 1,26%; bermuda e short, 0,97%;
- Relógio de pulso: 2,05%;
- Instrumento musical e mochila: 0,48% e 0,47%;
- Quedas: aparelho de som, 8,52%; bicicleta, 1,79%; aparelho telefônico, 0,20%.
Como ler o número
Dois avisos. O primeiro é da própria federação: os percentuais são médias de mercado, e o preço muda bastante de um produto para outro e de uma loja para outra. O segundo é nosso: o IPCA-15 é um índice nacional, e a cesta foi montada pela FecomercioSP, que não informa o peso de cada item na média de 5,9%.
A diferença entre lojas aparece em outro levantamento da semana: o Procon-SP achou mais de 50% de distância de preço em 66 de 97 brinquedos comparados em sete sites.
O que a federação sugere ao comércio
Para as empresas, a FecomercioSP recomenda facilitar o pagamento, com desconto no Pix ou mais parcelas no cartão, num cenário que ela descreve como de juros altos e famílias mais endividadas.
O que o lojista pode tirar disso
A leitura a seguir é do ConnectWeek:
- Parcela tem custo. Antes de esticar o prazo, veja quanto o parcelado sem juros custa ao lojista.
- Eletrônico importado depende do dólar e do componente. A conta da margem está em câmbio e margem na revenda de importados.
- Brinquedo subiu menos que a inflação. Nas capitais, 73% de quem vai presentear dizem pesquisar preços antes, segundo a pesquisa CNDL/SPC Brasil.
Fonte: FecomercioSP
Perguntas frequentes
Os presentes do Dia das Crianças estão mais caros em 2026?
Na média, sim. A FecomercioSP calculou alta de 5,9% em 12 meses, até setembro de 2026, para uma cesta de 23 itens do IPCA-15 associados à data. O índice geral subiu 4,47% no mesmo período. Em 2025, a mesma cesta tinha subido 3,49%.
Quais presentes mais subiram de preço?
Console de videogame, com 13,52%, chocolate em barra e bombom, com 12,22%, computador pessoal, com 10,33%, e perfume, com 10,02%, sempre em 12 meses até setembro de 2026, segundo a FecomercioSP.
O preço dos brinquedos subiu mais que a inflação?
Não. O item brinquedos do IPCA-15 subiu 4,02% em 12 meses até setembro de 2026, abaixo dos 4,47% do índice geral e dos 5,9% da cesta. Em 2025, a alta tinha sido de 3,21%.
Algum presente ficou mais barato?
Sim. O aparelho de som recuou 8,52%, a bicicleta, 1,79%, e o aparelho telefônico, 0,20%, na conta da FecomercioSP.




