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Índice da Stone aponta terceira alta mensal seguida do comércio; vestuário encolhe 3,5% em um ano

Em resumo
O Índice do Varejo Stone, noticiado em 22 de setembro de 2026, mostra avanço de 7% sobre agosto de 2025, com crescimento em 25 das 27 unidades da federação. O Norte lidera, com 10,4%. Crédito caro e dívida das famílias seguram os segmentos que dependem de financiamento.
Três meses de alta, em ritmo menor
O comércio brasileiro vendeu 0,5% mais em agosto de 2026 do que em julho, na terceira alta mensal seguida. Frente a agosto de 2025, a alta foi de 7%. Os números são do Índice do Varejo Stone (IVS), indicador mensal da empresa de pagamentos, noticiado em 22 de setembro de 2026 pelo E-Commerce Brasil.
O sinal é positivo, mas a variação mensal menor indica perda de fôlego. O índice é um indicador privado, calculado pela Stone; a referência oficial do setor é a Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE.
“O mercado de trabalho continua sustentando a renda e o consumo, mas sem o mesmo impulso dos trimestres anteriores.”
— Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone
Por segmento, em um ano
Na comparação com agosto de 2025, sete dos oito segmentos cresceram:
- combustíveis e lubrificantes lideraram, com 15,2%;
- o grupo de supermercados, alimentos e bebidas subiu 8,5%;
- material de construção avançou 7,8%;
- farmácias cresceram 5,1%;
- o grupo de artigos de uso pessoal e doméstico ganhou 4,6%;
- móveis e eletrodomésticos tiveram alta de 3,1%;
- papelaria, livros e revistas ficaram com 2,4%;
- vestuário, tecidos e calçados caíram 3,5%.
Na passagem de julho para agosto, cinco segmentos avançaram. A reportagem destaca papelaria e livros (2,5%), supermercados e alimentos (1,6%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,6%).
Por região
Segundo a reportagem, o crescimento anual alcançou 25 das 27 unidades da federação. As exceções foram o Rio Grande do Sul, com recuo de 1,6%, e o Espírito Santo, com 0,4% de queda. Entre as regiões:
- Norte: 10,4%;
- Nordeste e Centro-Oeste: 5,1% cada;
- Sudeste: 4%;
- Sul: 2,3%.
O que explica a diferença entre os setores
Segundo Freitas, o emprego mantém a renda e o consumo do dia a dia, enquanto o custo do crédito e o peso das dívidas das famílias limitam a demanda nos segmentos que dependem de financiamento. Por isso a retomada acontece de forma contida e desigual.
O desenho dos números combina com essa leitura. Comida, remédio e combustível, que se pagam com o salário do mês, vão bem. Móveis e eletrodomésticos, que pedem parcela longa, crescem menos. Vestuário, que o consumidor adia sem grande prejuízo, encolhe.
Leituras para o lojista
- Se você vende moda, o problema é do setor. Queda de 3,5% em um ano, com o varejo total subindo 7%, sugere que a roupa perdeu espaço no orçamento. Liquidar por liquidar pouco ajuda; funciona melhor trabalhar itens de entrada, reposição e ocasião de uso.
- O Norte cresce bem acima do país (10,4% contra 7%). Nordeste e Centro-Oeste (5,1%) ficam à frente de Sudeste e Sul. Para quem vende online para o país todo, vale conferir se a tabela de frete para o Norte não está afastando um cliente que está comprando mais.
- Item de valor alto depende do parcelamento. Quem vende móvel, eletro ou eletrônico sente o juro direto na aprovação, como mostra crédito caro e aprovação no checkout.
Para acompanhar esses números todo mês sem se perder, veja indicadores econômicos para o dono de loja. O retrato das pequenas e médias empresas no mesmo mês, medido por outro índice privado, também mostrou o comércio à frente dos demais setores. E o efeito das dívidas sobre as vendas de fim de ano está em endividamento das famílias e Natal de 2026.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
Quanto o varejo cresceu em agosto de 2026?
0,5% sobre julho e 7% sobre agosto de 2025, segundo o Índice do Varejo Stone. Foi o terceiro mês seguido de alta.
Qual segmento caiu?
Tecidos, vestuário e calçados, com retração de 3,5% na comparação com agosto de 2025. Foi o único dos oito segmentos em queda anual.
O índice da Stone é o dado oficial do varejo?
Não. O dado oficial é a Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE. O índice da Stone é um indicador privado, calculado pela empresa.





