Hoje

ConnectWeek

Portal de NegóciosNotícias, guias, dados e ferramentas.


Números com fonte:

  • E-commerce · faturamentoR$ 235,5 bi▲ +15,3%Fonte: ABComm
  • E-commerce · pedidos438,9 mi▲ +5,8%Fonte: ABComm
  • E-commerce · ticket médioR$ 536,60▲ +8,98%Fonte: ABComm
  • E-commerce · compradores94,2 mi▲ +3,2%Fonte: ABComm
  • Selic · Copom 16/09/202613,75% a.a.4º corte seguidoFonte: Banco Central
  • Startups · fatia das fintechs nos aportes, 1º sem. 202667%62% em 2025Fonte: Sling Hub, via Valor Econômico
  • Empreendedores iniciais · IA como prioridade digital74%× 35% site próprio e e-commerceFonte: GEM 2024/2025, via Sebrae
  • Donos de negócio com 60 anos ou mais16,5%Fonte: PNAD (IBGE), via Sebrae
  • E-commerce · compras pelo celular55,5%× 44,5% desktopFonte: ABComm
  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

EconomiaNotíciaDados com fonte declarada

No 1º semestre de 2026, 56% da área de galpões absorvida na América Latina ficou em São Paulo

No 1º semestre de 2026, 56% da área de galpões absorvida na América Latina ficou em São Paulo
Imagem ilustrativa

Em resumo

Relatório da Cushman & Wakefield sobre o primeiro semestre de 2026 mostra 965,7 mil m² ocupados no estado, vacância de 3,9% e preço médio pedido de US$ 6,25 por m² ao mês. Com espaço escasso e caro perto do consumidor, o custo de armazenar e entregar tende a subir para toda a cadeia.

Mais da metade da demanda da região

O estado de São Paulo respondeu por 56% de toda a absorção de galpões logísticos de alto padrão nos principais mercados da América Latina entre janeiro e junho de 2026. Foram 965,7 mil metros quadrados ocupados, 10% a mais que no mesmo semestre de 2025. Os dados são do relatório MarketBeat Industrial S1 2026, da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield, noticiado em 23 de setembro de 2026 pelo E-Commerce Brasil.

O retrato paulista no fim de junho:

  • 15,4 milhões de m² de área construída nessa categoria;
  • vacância de 3,9%, depois de uma das maiores quedas da região em 12 meses;
  • preço médio pedido de US$ 6,25 por m² ao mês, 15,8% acima do registrado um ano antes;
  • 1,28 milhão de m² em construção, o maior volume entre os mercados analisados.

O quadro regional

Na América Latina, a absorção somou 1,73 milhão de m², alta de 10,7%. O aluguel médio pedido chegou a US$ 7,21 por m², avanço de 4,7%, e a vacância média recuou de 5,1% para 4,7%. O estoque total nas principais cidades alcançou 44,3 milhões de m², dos quais 67,3% em São Paulo e na Cidade do México.

A capital mexicana absorveu 345 mil m², crescimento de 27,1%. Os maiores saltos percentuais vieram de Lima, com 69,1%, e de Bogotá, com 65,5%.

“O mercado logístico segue sustentado por uma demanda consistente, mas o movimento atual é cada vez mais seletivo.”

— Dennys Andrade, head de Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield no Brasil

Quem está ocupando

Em análise parecida feita no começo de 2026, a consultoria atribuiu parte da expansão a operadores de comércio eletrônico. Entre os exemplos estavam a Shopee, em Guarulhos, e o Mercado Livre, em Cajamar e no Grande ABC. O anúncio recente de que o Mercado Livre pretende fechar o ano com 72 operações logísticas de grande porte no país vai na mesma direção.

Segundo Andrade, as empresas dão peso crescente à localização e à eficiência do imóvel, e a expansão do estoque depende de entregar espaços adequados e bem ligados aos eixos de consumo.

O que um galpão em Cajamar tem a ver com a sua loja

Vacância abaixo de 4% significa que quase não há espaço bom disponível. Quando isso acontece, o aluguel sobe, e foi o que ocorreu, com alta de quase 16% em dólar num ano. Esse custo desce pela cadeia de três formas.

  • Tarifa de armazenagem. Operador de fulfillment e marketplace pagam mais pelo metro quadrado e tendem a repassar na cobrança por posição e por tempo parado.
  • Frete. Transportadora com centro de distribuição mais caro tende a reajustar a tabela.
  • Prazo como vantagem. Quem consegue espaço perto do consumidor entrega no mesmo dia; quem não consegue pode perder posição nos resultados.

Para o pequeno lojista, a resposta prática é girar estoque mais depressa, porque produto parado em armazém terceirizado fica mais caro a cada reajuste. A comparação entre terceirizar e operar por conta própria está em fulfillment ou operação própria, o controle do transporte em custo de frete sem perder conversão, e a peça que mais pesa no cálculo cúbico, em embalagem para e-commerce.

Um exemplo recente dessa corrida por espaço é o reforço do armazém da Shein em Guarulhos. Os valores de aluguel citados são preços pedidos, em dólar, e podem diferir do que é fechado em contrato.

Fonte: E-Commerce Brasil

Perguntas frequentes

Quanto São Paulo representa na demanda por galpões na América Latina?

56% da absorção de galpões de alto padrão nos principais mercados da região no primeiro semestre de 2026, ou 965,7 mil m², segundo a Cushman & Wakefield.

Qual é a taxa de vacância dos galpões em São Paulo?

3,9% no fim do primeiro semestre de 2026, com preço médio pedido de locação de US$ 6,25 por m² ao mês, alta de 15,8% em um ano.

Continue lendo

Leia também

Ver tudo: Leia também

EconomiaNotícia··4 min

Copom leva a Selic a 13,75% e muda a conta de quem adiou investimento

O Banco Central cortou a taxa básica para 13,75% ao ano em 16 de setembro. É a quinta redução seguida registrada nos comunicados desde março. Para a empresa, o efeito não é no crédito de amanhã — é na comparação entre investir e esperar.

Por Redação ConnectWeekFonte: Banco Central — Comunicado do Copom, 281ª reunião (16/09/2026)