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IBEVAR-FIA corta projeção do varejo ampliado para 1,5% e prevê queda de 6,29% em móveis em novembro

Em resumo
As projeções noticiadas em 22 de setembro de 2026 mostram consumo concentrado em itens essenciais e de menor valor até novembro. Móveis e eletrodomésticos, material de construção e informática recuam; papelaria, farmácia e vestuário avançam. A estimativa anterior para setembro era de 3%.
O que diz a projeção
Para novembro de 2026, mês da Black Friday, o IBEVAR, instituto que reúne executivos de varejo e de mercado de consumo, projeta com a FIA Business School queda de 6,29% nas vendas de móveis e eletrodomésticos e de 7,39% em informática e material de escritório, sempre sobre o mesmo mês de 2025. As projeções foram noticiadas em 22 de setembro de 2026 pelo E-Commerce Brasil.
Para setembro, cujo resultado oficial ainda não havia saído quando este texto foi fechado, em 7 de outubro, a projeção era de alta de 1,5% no varejo ampliado e de 2,57% no restrito, que não inclui veículos nem material de construção. No acumulado de 12 meses, a alta estimada era de 1,89%.
Houve revisão em direções opostas. Em agosto, a mesma instituição previa 3% para o ampliado em setembro, o dobro da estimativa atual. Para o restrito, a previsão subiu de 2,01% para 2,57%. Como o ampliado inclui justamente os itens mais dependentes de financiamento, a diferença aponta onde está o freio.
São projeções, e não vendas apuradas. O resultado oficial sai na Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE.
Quem deve cair
- Móveis e eletrodomésticos: recuo de 1,7% em setembro, de 3,64% em outubro e de 6,29% em novembro, sempre sobre o mesmo mês de 2025.
- Material de construção: quedas de 1,96%, 3% e 2,89% nos mesmos três meses.
- Informática e material de escritório: de alta de 0,74% em setembro para tombo de 7,39% em novembro.
Quem deve crescer
- Livros, papelaria e revistas: alta de 6,99% em setembro e de 5,48% no acumulado de 12 meses.
- Farmácias e cosméticos: crescimento acumulado de 5,1%.
- Vestuário e calçados: recuperação gradual, de 3,05% em setembro a 4,32% em novembro.
Para Claudio Felisoni, que preside o IBEVAR e leciona na FIA Business School, o quadro reflete famílias mais seletivas diante das condições de crédito: o consumidor prioriza o essencial e a compra de valor baixo e evita compromisso de prazo longo.
O detalhe que importa: novembro
As maiores quedas projetadas caem justamente no mês da Black Friday, e em categorias fortes da data. Eletrodoméstico, móvel e informática são itens de valor alto, comprados a prazo. Se a projeção se confirmar, a promoção de 2026 terá menos fôlego nesses segmentos do que o calendário faz supor.
Vale notar uma divergência entre indicadores. O índice de varejo da Stone, que mede vendas realizadas, mostrou vestuário em queda de 3,5% em agosto, enquanto o IBEVAR-FIA projeta recuperação do segmento a partir de setembro. São métodos e períodos diferentes, e nenhum dos dois é o dado oficial.
O que fazer com isso
- Se você vende item de valor alto, compre estoque com cautela. Com juro de dois dígitos, produto encalhado em dezembro custa caro. A conta está em quanto custa financiar estoque para o fim do ano, e o método de compra, em quanto comprar para a Black Friday.
- Dê destaque ao parcelamento que cabe. O obstáculo é a parcela, e não o desejo. Veja quem paga o parcelado sem juros.
- Se você vende item barato e essencial, o vento está a favor. Papelaria, farmácia, cosmético e vestuário de entrada concentram o crescimento projetado.
- Monte ofertas de entrada. Acessório, reposição e complemento vendem quando o item principal trava.
O contexto de crédito e confiança está em endividamento das famílias e Natal de 2026, e a decisão mais recente sobre os juros, na nota do Copom de setembro.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
Qual era a projeção do IBEVAR-FIA para o varejo em setembro de 2026?
Alta de 1,5% no varejo ampliado e de 2,57% no restrito, sobre setembro de 2025. Em 7 de outubro de 2026, o dado oficial do mês ainda não havia sido divulgado pelo IBGE.
Quais segmentos devem cair até novembro?
Móveis e eletrodomésticos (queda de 6,29% em novembro), material de construção (2,89%) e informática e material de escritório (7,39%).





