Hoje

ConnectWeek

Portal de NegóciosNotícias, guias, dados e ferramentas.


Números com fonte:

  • E-commerce · faturamentoR$ 235,5 bi▲ +15,3%Fonte: ABComm
  • E-commerce · pedidos438,9 mi▲ +5,8%Fonte: ABComm
  • E-commerce · ticket médioR$ 536,60▲ +8,98%Fonte: ABComm
  • E-commerce · compradores94,2 mi▲ +3,2%Fonte: ABComm
  • Selic · Copom 16/09/202613,75% a.a.4º corte seguidoFonte: Banco Central
  • Startups · fatia das fintechs nos aportes, 1º sem. 202667%62% em 2025Fonte: Sling Hub, via Valor Econômico
  • Empreendedores iniciais · IA como prioridade digital74%× 35% site próprio e e-commerceFonte: GEM 2024/2025, via Sebrae
  • Donos de negócio com 60 anos ou mais16,5%Fonte: PNAD (IBGE), via Sebrae
  • E-commerce · compras pelo celular55,5%× 44,5% desktopFonte: ABComm
  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

EconomiaNotíciaDados com fonte declarada

IBEVAR-FIA corta projeção do varejo ampliado para 1,5% e prevê queda de 6,29% em móveis em novembro

IBEVAR-FIA corta projeção do varejo ampliado para 1,5% e prevê queda de 6,29% em móveis em novembro
Imagem ilustrativa

Em resumo

As projeções noticiadas em 22 de setembro de 2026 mostram consumo concentrado em itens essenciais e de menor valor até novembro. Móveis e eletrodomésticos, material de construção e informática recuam; papelaria, farmácia e vestuário avançam. A estimativa anterior para setembro era de 3%.

O que diz a projeção

Para novembro de 2026, mês da Black Friday, o IBEVAR, instituto que reúne executivos de varejo e de mercado de consumo, projeta com a FIA Business School queda de 6,29% nas vendas de móveis e eletrodomésticos e de 7,39% em informática e material de escritório, sempre sobre o mesmo mês de 2025. As projeções foram noticiadas em 22 de setembro de 2026 pelo E-Commerce Brasil.

Para setembro, cujo resultado oficial ainda não havia saído quando este texto foi fechado, em 7 de outubro, a projeção era de alta de 1,5% no varejo ampliado e de 2,57% no restrito, que não inclui veículos nem material de construção. No acumulado de 12 meses, a alta estimada era de 1,89%.

Houve revisão em direções opostas. Em agosto, a mesma instituição previa 3% para o ampliado em setembro, o dobro da estimativa atual. Para o restrito, a previsão subiu de 2,01% para 2,57%. Como o ampliado inclui justamente os itens mais dependentes de financiamento, a diferença aponta onde está o freio.

São projeções, e não vendas apuradas. O resultado oficial sai na Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE.

Quem deve cair

  • Móveis e eletrodomésticos: recuo de 1,7% em setembro, de 3,64% em outubro e de 6,29% em novembro, sempre sobre o mesmo mês de 2025.
  • Material de construção: quedas de 1,96%, 3% e 2,89% nos mesmos três meses.
  • Informática e material de escritório: de alta de 0,74% em setembro para tombo de 7,39% em novembro.

Quem deve crescer

  • Livros, papelaria e revistas: alta de 6,99% em setembro e de 5,48% no acumulado de 12 meses.
  • Farmácias e cosméticos: crescimento acumulado de 5,1%.
  • Vestuário e calçados: recuperação gradual, de 3,05% em setembro a 4,32% em novembro.

Para Claudio Felisoni, que preside o IBEVAR e leciona na FIA Business School, o quadro reflete famílias mais seletivas diante das condições de crédito: o consumidor prioriza o essencial e a compra de valor baixo e evita compromisso de prazo longo.

O detalhe que importa: novembro

As maiores quedas projetadas caem justamente no mês da Black Friday, e em categorias fortes da data. Eletrodoméstico, móvel e informática são itens de valor alto, comprados a prazo. Se a projeção se confirmar, a promoção de 2026 terá menos fôlego nesses segmentos do que o calendário faz supor.

Vale notar uma divergência entre indicadores. O índice de varejo da Stone, que mede vendas realizadas, mostrou vestuário em queda de 3,5% em agosto, enquanto o IBEVAR-FIA projeta recuperação do segmento a partir de setembro. São métodos e períodos diferentes, e nenhum dos dois é o dado oficial.

O que fazer com isso

  • Se você vende item de valor alto, compre estoque com cautela. Com juro de dois dígitos, produto encalhado em dezembro custa caro. A conta está em quanto custa financiar estoque para o fim do ano, e o método de compra, em quanto comprar para a Black Friday.
  • Dê destaque ao parcelamento que cabe. O obstáculo é a parcela, e não o desejo. Veja quem paga o parcelado sem juros.
  • Se você vende item barato e essencial, o vento está a favor. Papelaria, farmácia, cosmético e vestuário de entrada concentram o crescimento projetado.
  • Monte ofertas de entrada. Acessório, reposição e complemento vendem quando o item principal trava.

O contexto de crédito e confiança está em endividamento das famílias e Natal de 2026, e a decisão mais recente sobre os juros, na nota do Copom de setembro.

Fonte: E-Commerce Brasil

Perguntas frequentes

Qual era a projeção do IBEVAR-FIA para o varejo em setembro de 2026?

Alta de 1,5% no varejo ampliado e de 2,57% no restrito, sobre setembro de 2025. Em 7 de outubro de 2026, o dado oficial do mês ainda não havia sido divulgado pelo IBGE.

Quais segmentos devem cair até novembro?

Móveis e eletrodomésticos (queda de 6,29% em novembro), material de construção (2,89%) e informática e material de escritório (7,39%).

Continue lendo

Leia também

Ver tudo: Leia também