EconomiaNotícia
Manual do Pix chega à versão 2.10.0 com ajustes no Pix Automático; QR Code dinâmico já é 40%

Em resumo
O Manual de Padrões para Iniciação do Pix ganhou a versão 2.10.0, publicada pelo Banco Central em 19 de agosto de 2026, que ajusta o gerenciamento das recorrências do Pix Automático e já está em vigor. Segundo o BC, o QR Code dinâmico foi de 5% das transações em 2021 para 40% em 2025.
O que o Banco Central publicou
O Banco Central divulgou em 19 de agosto de 2026 uma nova edição, de número 2.10.0, do Manual de Padrões para Iniciação do Pix, documento que faz parte do regulamento do sistema, e atualizou a API Pix. As mudanças tratam principalmente do gerenciamento das recorrências do Pix Automático, a modalidade de cobrança periódica, e incluem ajustes de redação. Elas já estão em vigor. A atualização foi noticiada em 21 de setembro de 2026 pelo E-Commerce Brasil.
De acordo com o portal Atlas Público, que acompanha atos do BC, a versão foi divulgada pela Instrução Normativa BCB nº 769, que substituiu a norma anterior, de setembro de 2025, e passou a valer na data da publicação. Entre as alterações listadas estão a inclusão da forma de iniciação identificada como AUTO no quadro de informações obrigatórias e ajustes nos campos de recorrência.
Segundo o BC, os ajustes atendem a demandas que surgiram na conversa com o mercado ao longo dos primeiros doze meses do Pix Automático.
Quem precisa agir
Trata-se de norma técnica, voltada a quem constrói a ponte entre o sistema da loja e o banco: instituições financeiras e de pagamento, intermediadores e empresas de software. Para a maioria dos lojistas, que usa plataforma, gateway ou sistema de gestão de terceiros, a adaptação acontece do lado do fornecedor.
A exceção é a empresa que tem integração própria com a API. Nesse caso, a equipe técnica precisa conferir se a implementação segue a versão vigente do manual, sobretudo se emite cobrança recorrente.
O que é a API Pix, para quem não é técnico
É o padrão de comunicação que permite ao sistema de vendas falar direto com a instituição participante do Pix. Com ela, a empresa consegue:
- emitir QR Code para pagamento imediato, com vencimento futuro ou parcelado;
- administrar cobranças recorrentes pelo Pix Automático;
- receber a confirmação e dar baixa no pedido sem conferência manual.
Pessoas jurídicas de qualquer porte, inclusive o MEI, podem contratar o acesso com um banco ou uma instituição de pagamento.
De 5% para 40% em quatro anos
O Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, do Banco Central, citado na reportagem, mostra o efeito dessa integração: a fatia das transações feitas com QR Code dinâmico era de 5% em 2021 e chegou a 40% em 2025.
A diferença entre os dois tipos de código explica a importância do dado. O QR Code estático é sempre o mesmo, serve para qualquer valor e exige que alguém confira no extrato se o dinheiro entrou. O dinâmico é gerado para cada venda, já traz o valor e a identificação do pedido e permite a baixa automática.
“Quem utiliza a API opera de forma integrada e com informações em tempo real; quem não utiliza depende de processos mais manuais, que podem demandar mais tempo e esforço operacional.”
— Márcia Regina Vicari, chefe da Divisão de Gestão do Pix do Banco Central
O que perguntar ao seu fornecedor
- A plataforma gera QR Code dinâmico por pedido? Se o checkout ainda mostra uma chave fixa para o cliente copiar, há conferência manual escondida na operação.
- A baixa do pagamento é automática? O pedido deve mudar de situação sozinho, em segundos.
- O Pix Automático está disponível? Quem cobra mensalidade ou assinatura ganha uma alternativa ao boleto e ao cartão.
- O sistema já segue a versão 2.10.0 do manual? Vale para quem tem cobrança recorrente em produção.
O funcionamento das modalidades e o efeito no recebimento estão em Pix Automático e Pix parcelado. Para o balcão, onde o código estático ainda resolve, o gerador de QR Code Pix cria a placa. A rotina de conferência está em gestão financeira da pequena empresa, e outro movimento recente do sistema, em Pix e o sistema instantâneo europeu.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
O que mudou no manual do Pix em agosto de 2026?
O Banco Central publicou em 19 de agosto de 2026 a edição 2.10.0 do manual que define os padrões de iniciação do Pix, com mudanças no gerenciamento de recorrências do Pix Automático e ajustes de texto. As alterações já estão em vigor.
O lojista precisa fazer alguma coisa?
Em geral, não. A adequação técnica cabe a bancos, instituições de pagamento e fornecedores de sistema. Quem tem integração própria com a API Pix deve confirmar com o fornecedor se já segue a versão nova.
O que é a API Pix?
É a interface padronizada que liga o sistema de vendas ou de gestão da empresa à instituição participante do Pix, para gerar cobranças, QR Codes e conciliar pagamentos automaticamente.





