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  • Startups · fatia das fintechs nos aportes, 1º sem. 202667%62% em 2025Fonte: Sling Hub, via Valor Econômico
  • Empreendedores iniciais · IA como prioridade digital74%× 35% site próprio e e-commerceFonte: GEM 2024/2025, via Sebrae
  • Donos de negócio com 60 anos ou mais16,5%Fonte: PNAD (IBGE), via Sebrae
  • E-commerce · compras pelo celular55,5%× 44,5% desktopFonte: ABComm
  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

EconomiaNotíciaDados com fonte declarada

Emprego de fim de ano no varejo paulista: sindicato de lojistas projeta 18,5 mil postos, ante 23,9 mil em 2025

Em resumo

O Sindilojas-SP, sindicato dos lojistas do comércio de São Paulo, projetou em 6 de outubro de 2026 a criação de 18,5 mil empregos com carteira assinada no varejo do estado em outubro e novembro, meses de preparação para a Black Friday e o Natal. Em 2025 foram 23,9 mil. Se a estimativa se confirmar, será o menor saldo para esses dois meses na série iniciada em 2020. A capital deve ficar com cerca de 4 mil.

O varejo do estado de São Paulo deve criar cerca de 18,5 mil empregos com carteira assinada em outubro e novembro de 2026, os dois meses em que as lojas reforçam a equipe para a Black Friday e o Natal. A projeção é do Sindilojas-SP, o sindicato dos lojistas do comércio de São Paulo, e está em nota do departamento de economia da entidade, publicada em 6 de outubro de 2026. O portal Mercado & Consumo noticiou a estimativa em 8 de outubro.

Menos que em 2025

Nos mesmos dois meses de 2025, segundo o sindicato, o varejo paulista gerou 23,9 mil postos de trabalho. A projeção para 2026 fica 5,4 mil abaixo disso, uma diferença de 22,6% pela nossa conta; o percentual não aparece na nota. Se o número se confirmar, diz a entidade, será o menor saldo para o período desde 2020, ano em que começa a série.

Para a capital, a estimativa é de cerca de 4 mil empregos, perto de 22% do total do estado.

O que a projeção conta e o que deixa de fora

Três ressalvas da própria nota ajudam a ler o número:

  • É emprego gerado, não vaga anunciada. O sindicato estima os postos que devem ser de fato criados. As vagas divulgadas como abertas costumam ser mais numerosas e nem sempre viram contratação, inclusive por falta de candidatos.
  • É só varejo. Atacado, comércio de veículos e peças e serviços, como bares, restaurantes, limpeza e segurança, não entram.
  • É outubro e novembro. A contratação vem antes de dezembro para dar tempo de selecionar, admitir e treinar.

Onde devem estar os empregos

Com base no histórico do emprego formal no varejo do estado, o Sindilojas-SP distribui assim os 18,5 mil postos:

  • vendedores: 4.625;
  • atendentes: 4.625;
  • operadores de caixa: 2.775;
  • repositores: 1.850;
  • outras ocupações: 4.625.

Vendedores e atendentes somam metade do total. Por tipo de loja, as de roupas, calçados, acessórios e artigos de viagem ficariam com até 35% do total, o que daria até 6,5 mil postos. Os supermercados ficariam com 30%, perto de 5,5 mil. Os dois valores absolutos são conta nossa sobre os percentuais da nota.

Por que dezembro ainda pede reforço

A nota lembra por que a loja contrata nessa época. Em dezembro de 2025, o faturamento bruto do varejo paulista ficou 11,5% acima da média dos outros meses do ano, e o da capital, 12%, de acordo com a pesquisa conjuntural do comércio varejista da FecomercioSP citada pelo sindicato. Em vestuário, tecidos e calçados, na capital, a diferença chegou a quase 60%.

As razões do freio

O sindicato liga a estimativa menor ao ritmo das vendas e do mercado de trabalho em 2026, que descreve como inferior ao de 2025. Menciona também o orçamento das famílias, com endividamento e inadimplência elevados, juros altos, crédito seletivo e inflação acima da meta, e a concorrência das plataformas de venda pela internet, muitas delas estrangeiras. A expectativa da entidade para o fim do ano é de desempenho mais fraco que o de 2025 ou, na melhor hipótese, perto da estabilidade.

Os dados mais recentes vão na mesma direção. Em nota de 1º de outubro, feita com números do Novo Caged, o cadastro oficial de admissões e demissões com carteira assinada, o Sindilojas-SP informou que o comércio da cidade de São Paulo teve saldo de 1.581 empregos em agosto. Foi o menor resultado para o mês desde 2020 e ficou 67,5% abaixo do de agosto de 2025. De janeiro a agosto, o comércio da capital fechou 2.419 postos, e só o varejo eliminou 5.841, com as lojas de vestuário e acessórios à frente (2.856 a menos). A queda de 8,1% no faturamento do varejo paulista em julho, medida pela FecomercioSP, completa o quadro.

Como ler ao lado da pesquisa nacional

Leitura nossa. A pesquisa da CNDL e do SPC Brasil divulgada em setembro projeta cerca de 130 mil vagas de fim de ano no país, 12 mil a mais que na edição anterior. Os dois números não devem ser postos lado a lado como se medissem o mesmo fenômeno. O nacional vem de entrevistas com 510 empresários do comércio e dos serviços e soma vagas temporárias e efetivas, com e sem carteira. O paulista é uma projeção de saldo de empregos formais, restrita ao varejo e a dois meses.

Para a loja pequena, o recado prático é de calendário e de custo. Quem vai reforçar a equipe para a Black Friday, em 27 de novembro, precisa contratar com antecedência suficiente para treinar. Vale fazer antes a conta do que cada admissão custa, na calculadora de custo de funcionário, e decidir o formato da contratação com o guia sobre o primeiro funcionário do e-commerce.

Fonte: Sindilojas-SP

Perguntas frequentes

Quantos empregos o varejo do estado de São Paulo deve criar antes do Natal de 2026?

O Sindilojas-SP, sindicato dos lojistas do comércio de São Paulo, projeta cerca de 18,5 mil empregos com carteira assinada no varejo paulista na soma de outubro e novembro de 2026. No mesmo bimestre de 2025 foram 23,9 mil. A capital deve responder por cerca de 22% do total, perto de 4 mil.

A projeção do Sindilojas-SP conta as vagas anunciadas pelas lojas?

Não. O sindicato diz que estima os empregos que devem ser de fato gerados, e não as vagas divulgadas como abertas, que costumam ser em maior número e nem sempre viram contratação. A conta cobre só o comércio varejista: ficam de fora o atacado, o comércio de veículos e peças e os serviços, como bares e restaurantes.

Em quais funções e tipos de loja devem estar os novos empregos?

Pela estimativa, vendedores e atendentes ficam com 4.625 empregos cada, operadores de caixa com 2.775 e repositores com 1.850; outras ocupações somam 4.625. Lojas de roupas, calçados, acessórios e artigos de viagem ficariam com até 35% do total, e os supermercados, com outros 30%.

Por que a estimativa para 2026 é menor que o resultado de 2025?

O sindicato atribui a desaceleração ao ritmo das vendas e do mercado de trabalho em 2026, mais fraco que o do ano anterior. Cita também famílias endividadas e inadimplentes, juros altos, crédito mais seletivo, inflação acima da meta e a concorrência das plataformas de venda pela internet, muitas delas estrangeiras.

A projeção do Sindilojas-SP contradiz a pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, que fala em 130 mil vagas?

Os dois números não medem a mesma coisa. O do Sindilojas-SP é uma projeção de empregos formais só do varejo do estado de São Paulo, em dois meses. O da CNDL e do SPC Brasil vem de entrevistas com 510 empresários do comércio e dos serviços de todo o país e soma vagas temporárias e efetivas, com e sem carteira.

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