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Em Singapura, o pagamento instantâneo cresce e o cartão de crédito segue com mais da metade das compras online

Em resumo
Dados da Nuvei noticiados em 23 de setembro de 2026 mostram que, num dos mercados mais digitalizados do mundo, o cartão de crédito deve ir de 56% para 57% do e-commerce até 2028, enquanto a transferência instantânea vai de 8% para 9%. No Brasil, Pix (45%) e cartão (47%) praticamente empatam.
Um teste para a ideia de que o Pix vai acabar com o cartão
Singapura tem um sistema de pagamento instantâneo maduro, o PayNow, ligado a redes de outros países asiáticos. Se a transferência imediata fosse substituir o cartão em algum lugar, seria lá. Não é o que os números mostram, segundo dados da empresa de pagamentos Nuvei noticiados em 23 de setembro de 2026 pelo E-Commerce Brasil.
A divisão das compras online no país, em 2024 e na projeção para 2028:
- cartão de crédito: de 56% para 57%;
- cartão de débito: de 21% para 18%;
- transferência bancária, puxada pelo PayNow: de 8% para 9%.
Quem perde espaço é o débito. O crédito fica onde está, e o instantâneo avança um ponto em quatro anos.
Como funciona o sistema de lá
O PayNow conecta bancos, pessoas e empresas e aceita pagamento por número de telefone ou QR Code. Tem integração com os sistemas da Índia (UPI), da Malásia (DuitNow) e da Tailândia (PromptPay); a ligação com o sistema indiano conta com 19 bancos participantes do lado de Singapura.
Segundo a Nuvei, o modelo tem duas vantagens para o lojista: a tarifa costuma ser menor que a das redes de cartão, e, como a operação é iniciada por quem paga, certos tipos de fraude ficam mais difíceis.
Por que o cartão resiste
A reportagem não aprofunda as razões, mas elas são conhecidas de quem vende: o cartão oferece crédito, parcelamento, programa de pontos e um mecanismo de contestação. Nenhum sistema instantâneo entrega tudo isso de saída. O consumidor escolhe conforme a compra, e por isso as modalidades convivem.
“Mesmo em um dos ecossistemas de pagamentos instantâneos mais avançados da Ásia, os cartões continuam relevantes, enquanto carteiras digitais e transferências entre contas ganham espaço.”
— Daniel Moretto, vice-presidente sênior da Nuvei para a América Latina
O consumidor de Singapura, em poucos números
- 85% compram pelo smartphone, e 67% usam aplicativos de marketplace;
- 54,3% dizem que frete grátis estimula a compra, e 42,6% citam descontos e cupons;
- nas compras de outros países, 54% buscam preço menor, 48% procuram produto que não existe localmente e 39% querem descobrir novidades.
Mesmo num país rico, frete e preço seguem no topo da lista.
E no Brasil
O paralelo brasileiro vem da pesquisa Visa Conecta, citada na matéria: na última compra online, 47% dos consumidores usaram cartão de crédito e 45% usaram Pix. A diferença para Singapura é o tamanho do instantâneo, muito maior aqui. A semelhança é que o crédito continua relevante.
Há uma particularidade nacional que os dados asiáticos não captam: o parcelado sem juros. Enquanto o cartão for o único jeito de dividir uma compra sem custo aparente para o cliente, ele mantém uma função que o Pix à vista não cumpre. O Pix parcelado tenta ocupar esse espaço, mas ainda está no começo.
Vale a ressalva de origem: a Nuvei processa pagamentos por vários meios e tem interesse comercial em defender que o lojista ofereça todos.
O que fazer no checkout
- Ofereça os dois, sempre. Tirar o cartão para fugir da taxa tende a derrubar a venda de valor alto; tirar o Pix tende a derrubar a de quem não tem limite.
- Dê desconto no Pix só até o que economiza em taxa. A conta está em quanto custa o parcelado sem juros.
- Acompanhe as novas modalidades em Pix Automático e Pix parcelado.
- Acrescente carteira digital para quem compra pelo celular, com o guia de quais aceitar.
A conexão do Pix com sistemas de outros países, como já acontece entre os asiáticos, está em estudo: veja Pix e o sistema instantâneo europeu. Para quem vende para fora, o caminho está em exportar pela internet sem trading.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
O pagamento instantâneo vai substituir o cartão no e-commerce?
Os dados de Singapura sugerem que não: o cartão de crédito tinha 56% das compras online em 2024 e deve chegar a 57% em 2028, enquanto a transferência instantânea vai de 8% para 9%.
Como é a divisão no Brasil?
Segundo a pesquisa Visa Conecta citada na reportagem, 47% usaram cartão de crédito e 45% usaram Pix na última compra online.





