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Em teste da Photoroom, modelos de IA mudaram algum detalhe do produto em três de cada quatro fotos de moda

Em resumo
A empresa francesa de edição de imagens publicou em 31 de julho de 2026 um teste com 850 produtos de moda e quatro modelos de IA: das 3.400 imagens geradas, 25,3% passaram sem nenhuma alteração apontada. Logotipos e textos deformados foram a falha mais comum. A Photoroom vende uma ferramenta de correção, o que pede cautela na leitura.
O teste
Modelos de inteligência artificial usados para criar fotos de produto ainda trocam detalhes do item na maior parte das vezes, segundo um teste da Photoroom, empresa francesa de edição de imagens. No relatório publicado em 31 de julho de 2026, em inglês, a companhia diz ter passado 850 produtos de moda por quatro modelos de edição de imagem, pedindo a cada um a foto com um modelo virtual. Das 3.400 imagens geradas, cerca de três em cada quatro tiveram alguma diferença apontada em relação ao produto real. O estudo foi noticiado no Brasil pelo E-Commerce Brasil em 10 de setembro.
É uma pesquisa estrangeira, feita por uma empresa que vende solução para o problema que mede. Os números valem para o conjunto testado, que reúne roupas, calçados, bolsas, joias e acessórios, e não para qualquer categoria nem para o mercado brasileiro.
Como foi medido
Cada produto passou pelos quatro modelos com o mesmo comando, em resolução 2K. Dez avaliadores treinados compararam original e resultado lado a lado, e cada imagem foi vista por ao menos três deles. A regra era de um apontamento só: se qualquer avaliador marcasse uma diferença, a imagem era reprovada. A empresa justifica o rigor dizendo que basta um comprador notar o logotipo deformado para o anúncio estar errado.
Os resultados por modelo
- Nano Banana 2: 29% das imagens aprovadas;
- Nano Banana Pro: 28,2%;
- GPT Image 2 Medium: 27,2%;
- FLUX.2 Klein 9B: 16,8%.
Na média dos quatro, 25,3% das gerações passaram sem nenhum apontamento, número destacado pelo E-Commerce Brasil.
Onde a IA erra
As falhas mais frequentes, como parcela de todas as 3.400 imagens:
- logotipo ou texto deformado: 20,1%;
- elemento do produto que some: 12,5%;
- estampa ou desenho alterado: 11,4%;
- mudança de cor: 8,1%;
- elemento acrescentado: 4,8%;
- material ou textura diferente: 3,1%.
A explicação dada no relatório é técnica: esses modelos não editam a foto original, eles sintetizam uma imagem nova, e preservar o detalhe exato do produto segue como problema em aberto na pesquisa. Por isso, afirma a empresa, um comando mais bem escrito não resolve.
A parte comercial
O relatório também apresenta a camada de correção da própria Photoroom. Com ela, a taxa do melhor modelo teria subido de 29% para 38,2%. O dado é da empresa sobre o produto que vende e, mesmo assim, deixa mais de seis em cada dez imagens fora do critério.
O que isso muda no catálogo
A leitura a seguir é do ConnectWeek. Foto de produto é informação de venda: se a imagem mostra um logotipo, uma estampa ou uma cor que o item não tem, o cliente recebe algo diferente do anunciado. Na pesquisa da CNDL e do SPC Brasil sobre consumo online, o item que não corresponde ao anúncio aparece entre os problemas mais citados. Três cuidados seguem do teste:
- Use IA no cenário, e não no produto. Trocar fundo e iluminação mexe menos no item do que gerar a peça vestida num modelo virtual, que foi a tarefa testada.
- Confira logotipo, texto, estampa e cor. São os pontos em que os modelos mais falharam. Uma pessoa precisa comparar com a peça real antes de publicar.
- Mantenha ao menos uma foto real por anúncio. Ela serve de referência para o cliente e para a equipe.
Sobre o uso de IA no texto do anúncio, veja o fluxo de descrição de produto com IA generativa. E, para quando o cliente devolve, como cumprir os 7 dias do direito de arrependimento.
Fonte: Photoroom
Perguntas frequentes
O que o teste da Photoroom mediu?
Se a imagem gerada por IA ainda mostra o mesmo produto da foto original. Foram 850 produtos de moda, entre roupas, calçados, bolsas, joias e acessórios, processados por quatro modelos de edição de imagem para gerar fotos com modelo virtual. Cada uma das 3.400 imagens foi revista por pelo menos três avaliadores.
Qual foi o resultado?
Somando os quatro modelos, 25,3% das imagens foram aprovadas. O melhor modelo passou em 29% das gerações e o pior, em 16,8%. O critério era rígido: bastava um avaliador apontar um problema para a imagem ser reprovada.
Quais erros a IA mais cometeu?
Deformar logotipos e textos (20,1% de todas as imagens geradas), sumir com algum elemento do produto (12,5%), mudar estampa ou desenho (11,4%) e alterar a cor (8,1%).
O estudo é independente?
Não. Foi feito e publicado pela Photoroom, que vende uma camada de correção para esse problema. É uma pesquisa estrangeira, sem recorte brasileiro, e limitada a produtos de moda.



