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  • Empreendedores iniciais · IA como prioridade digital74%× 35% site próprio e e-commerceFonte: GEM 2024/2025, via Sebrae
  • Donos de negócio com 60 anos ou mais16,5%Fonte: PNAD (IBGE), via Sebrae
  • E-commerce · compras pelo celular55,5%× 44,5% desktopFonte: ABComm
  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

EconomiaNotíciaDados com fonte declarada

Dia das Crianças: projeção da CNC de R$ 9,27 bi no varejo é a maior da série desde 2014, 1,8% acima de 2025

Em resumo

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou em 6 de outubro de 2026 a estimativa de R$ 9,27 bilhões em vendas do varejo brasileiro ligadas a 12 de outubro, 1,8% acima dos R$ 9,11 bilhões de 2025. O segmento que inclui brinquedos fica com 39% do total. A cesta de presentes acompanhada pela entidade está 6,7% mais cara, com chocolate em alta de 19,3%.

A estimativa

O varejo brasileiro deve vender R$ 9,27 bilhões por causa do Dia das Crianças de 2026. A conta é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que a publicou em comunicado de 6 de outubro de 2026. A data cai em 12 de outubro, e o número é uma projeção.

Em 2025, segundo a entidade, a data movimentou R$ 9,11 bilhões. A alta prevista é de 1,8%. O comunicado não informa se os valores descontam a inflação.

Na análise econômica que acompanha o comunicado, a série da CNC começa em 2004. Nela, os R$ 9,27 bilhões são o maior valor desde 2014, quando a data chegou a R$ 9,51 bilhões, o pico da série. Em 2013 foram R$ 9,37 bilhões. A projeção de 2026, portanto, ainda fica abaixo desses dois anos.

A CNC afirma que o Dia das Crianças é a quarta data mais importante do calendário sazonal do varejo.

Onde o dinheiro deve entrar

A divisão por segmento, em valores projetados pela CNC:

  • Artigos de uso pessoal e doméstico: R$ 3,62 bilhões, 39% do total. É o grupo que reúne as lojas de brinquedos;
  • Hiper e supermercados: R$ 2,63 bilhões, 28%;
  • Vestuário e acessórios: R$ 1,35 bilhão, 15%;
  • Móveis e eletrodomésticos: R$ 0,86 bilhão;
  • Farmácias e perfumarias: R$ 0,61 bilhão;
  • Outros: R$ 0,20 bilhão.

Os três últimos valores estão no gráfico da análise. O comunicado só cita os três primeiros segmentos.

O que segura um resultado maior

Para a CNC, emprego e renda sustentam a alta, e o crédito caro a limita. Os números citados pela entidade:

  • Juro ao consumidor: taxa média de 61,7% ao ano, a mais alta para um mês de agosto desde 2016;
  • Famílias endividadas: 82%, recorde da pesquisa da própria CNC, feita desde 2010. O comunicado não diz a que mês o dado se refere;
  • Contas em atraso: 29,9% das famílias;
  • Inadimplência no crédito à pessoa física: 8,01%, maior nível da série iniciada em 2011.

O economista-chefe da entidade, Fabio Bentes, descreve o quadro como crescimento baixo, apoiado no emprego e na renda e contido pelo custo do crédito. A CNC prevê que a venda de bens que dependem de financiamento siga fraca no segundo semestre.

Presentes mais caros

A CNC acompanha uma cesta de 11 grupos de bens e serviços ligados à data. Ela aparece 6,7% mais cara que no Dia das Crianças de 2025. No ano passado, a alta tinha sido de 8,9%. Os números de 2026 estão marcados como previsão na tabela da análise.

  • Chocolates: alta de 19,3%, depois de 24,2% em 2025;
  • Videogame: 11,2%;
  • Lanche: 8%;
  • Brinquedo: 7,1%, contra 2,8% um ano antes;
  • Livro: 5,8%;
  • Tênis: 5,3%;
  • Cinema, teatro e concertos: 4,9%;
  • Sapato infantil: 4%;
  • Doces: 2,7%;
  • Roupa infantil: 0,9%;
  • Bicicleta: queda de 2,1%, a única da lista.

O comunicado não detalha o período de comparação nem o índice de preços usado.

Como ler ao lado dos outros números da data

A leitura a seguir é do ConnectWeek, não da CNC.

  • Duas projeções, duas contas. A CNDL e o SPC Brasil estimam R$ 18,11 bilhões, a partir de pesquisa de intenção de compra nas capitais, como mostramos em metade de quem vai presentear compra pela internet. A CNC usa série própria de vendas do varejo. Os dois valores não se somam nem se comparam.
  • Duas cestas de preço. A FecomercioSP calculou alta de 5,9% em 23 itens do IPCA-15, como está em cesta de presentes sobe 5,9% em 12 meses. A CNC chegou a 6,7% com 11 grupos. Itens e método são diferentes. Nas duas contas, videogame e chocolate estão entre as maiores altas.
  • Brinquedo destoa. Na cesta da FecomercioSP, os brinquedos sobem 4,02%, abaixo da média. Na da CNC, 7,1%, acima. Quem vende a categoria deve conferir o próprio custo antes de usar qualquer um dos dois números.
  • Alta pequena pede conta de margem. Com 1,8% de crescimento previsto e custo em alta, vender mais unidades não garante lucro maior. O passo a passo está em como calcular o preço de venda no e-commerce.

Fonte: CNC

Perguntas frequentes

Quanto o varejo deve vender no Dia das Crianças de 2026?

A CNC estimou, em 6 de outubro de 2026, R$ 9,27 bilhões em vendas do varejo brasileiro ligadas à data. É uma projeção, não um resultado: o Dia das Crianças é em 12 de outubro.

Quanto isso representa sobre 2025?

Segundo a CNC, 1,8% a mais. A entidade informa que a data movimentou R$ 9,11 bilhões em 2025. O comunicado não diz se a comparação desconta a inflação.

Quais segmentos devem vender mais?

Pela estimativa da CNC, artigos de uso pessoal e doméstico, grupo que inclui brinquedos, ficam com R$ 3,62 bilhões (39%). Hiper e supermercados vêm depois, com R$ 2,63 bilhões (28%), seguidos de vestuário e acessórios, com R$ 1,35 bilhão (15%).

Os presentes estão mais caros?

A cesta de 11 grupos de bens e serviços acompanhada pela CNC aparece 6,7% mais cara que no Dia das Crianças de 2025, quando a alta tinha sido de 8,9%. Chocolates sobem 19,3% e videogames, 11,2%. A bicicleta é o único item em queda, de 2,1%. Os números de 2026 estão marcados como previsão.

Por que a projeção da CNC é tão diferente da divulgada pela CNDL?

A CNDL e o SPC Brasil falam em R$ 18,11 bilhões com base em pesquisa de intenção de compra de consumidores das capitais. A CNC publica uma série própria de vendas do varejo na data. São contas diferentes e não devem ser somadas nem comparadas diretamente.

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