E-commerceNotícia
CNDL/SPC: 61% de quem compra online levou importado em 12 meses, e 15% acharam o site estrangeiro por IA

Em resumo
Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil com a Offerwise, feita pela internet de 25 de maio a 4 de junho de 2026 com 800 pessoas que compram online, estima em 81,2 milhões os brasileiros que compraram produto vindo do exterior em 12 meses. Em recorte divulgado em 6 de outubro, a entidade destaca que 15% citam ferramentas de inteligência artificial como meio de descobrir sites estrangeiros.
O que a pesquisa mediu
Seis em cada dez brasileiros que compram pela internet levaram para casa, em 12 meses, ao menos um produto vindo do exterior. O número, 61%, é da pesquisa sobre compras em sites internacionais feita pela CNDL e pelo SPC Brasil em parceria com a Offerwise, divulgada em 10 de agosto de 2026. Pelas contas das entidades, são 81,2 milhões de brasileiros, um avanço de 13,1 milhões sobre o levantamento de 2025.
Em recorte publicado em 6 de outubro de 2026, a CNDL chamou atenção para um dado novo da mesma pesquisa: 15% dos entrevistados dizem ter descoberto compras internacionais por meio de ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini.
Quem foi ouvido
A coleta foi feita pela internet de 25 de maio a 4 de junho de 2026. Responderam ao questionário completo 800 pessoas com 18 anos ou mais que compraram online nos 12 meses anteriores, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais. O comunicado não informa quantas delas responderam a cada pergunta sobre compra internacional.
Onde e o que se compra
Plataformas mais citadas para comprar produto de fora:
- Shopee: 73%;
- Shein: 50%;
- Amazon e Mercado Livre: 44% cada;
- AliExpress: 25%;
- Temu: 15%.
Roupas lideram as categorias, com 45% das citações. Depois vêm acessórios de moda, com 28%, calçados e cosméticos e perfumes, com 25% cada, e acessórios para celular e informática, com 22%.
Como o consumidor chega ao site
- Redes sociais: 41%;
- Anúncios na internet: 40%;
- Buscadores: 37%;
- Inteligência artificial: 15%. O índice vai a 23% nas classes A e B e a 20% entre os homens.
Na hora de decidir, pesam o preço mais baixo, citado por 39%, a confiabilidade da plataforma e o valor do frete, com 37% cada, e a oferta de itens que não existem no Brasil, com 32%.
Pagamento, valor e frequência
- Pix à frente do cartão: 61% usam Pix e 52%, cartão de crédito. O Pix subiu 7 pontos sobre 2025. Entre os jovens de 18 a 28 anos, 76% usam Pix e 38%, cartão;
- Valor da última compra: R$ 188 em site internacional, contra R$ 225 em sites nacionais. E 41% não souberam dizer o valor exato;
- Frequência: 41% compram todo mês, com média de quatro pedidos em três meses.
Imposto e loja nacional
Sobre a cobrança de 20% de Imposto de Importação, 58% discordaram, por entender que ela pesa sobre famílias de menor renda, e 30% concordaram. Um detalhe de calendário, anotado por nós: segundo a Receita Federal, essa cobrança deixou de ser aplicada em 12 de maio de 2026, duas semanas antes do início da coleta.
Os números que mais interessam ao lojista brasileiro:
- 61% comprariam de preferência em site brasileiro se preço e variedade fossem equivalentes;
- 53% sempre verificam se o produto existe no Brasil antes de comprar fora, e 49% sempre pesquisam o preço em sites nacionais;
- entre receber em até três dias de loja brasileira pagando até 10% a mais e esperar de 20 a 30 dias, 33% pagariam mais, 46% dizem depender da necessidade e 17% esperariam;
- 37% tiveram algum problema no último ano com compra internacional. Os mais citados foram falta de suporte, com 12%, e atraso na entrega, com 10%.
As taxas de importação são a desvantagem mais lembrada, por 41%, seguidas do tempo de entrega, com 36%, do frete, com 27%, e do risco de fraude, com 24%. A satisfação geral ficou em 4,0, numa escala de 1 a 5.
No comunicado, os presidentes da CNDL, José César da Costa, e do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, defendem igualdade de regras e de impostos entre o comércio nacional e as plataformas estrangeiras. As duas entidades representam lojistas brasileiros.
O que o lojista pode tirar disso
A leitura a seguir é do ConnectWeek:
- Prazo é o argumento da loja nacional. Um terço pagaria até 10% a mais para receber em três dias. Veja como o pequeno lojista chega à entrega no dia seguinte.
- A IA entrou na lista de vitrines. Para aparecer nas respostas dos assistentes, o caminho passa pelo cadastro de produto que a IA consegue ler e por medir no GA4 a visita que vem dessas ferramentas.
- A conta do importado mudou. A comparação de preço com o produto estrangeiro está em taxa das blusinhas em 2026.
Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.
Fonte: CNDL/SPC Brasil
Perguntas frequentes
Quantos brasileiros compram em sites internacionais?
A pesquisa CNDL/SPC Brasil estima 81,2 milhões de pessoas que compraram ao menos um produto vindo do exterior em 12 meses, o equivalente a 61% dos consumidores que compram pela internet. São 13,1 milhões a mais que no levantamento de 2025. A coleta foi de 25 de maio a 4 de junho de 2026.
Quais plataformas o brasileiro mais usa para comprar produto importado?
Na pesquisa CNDL/SPC Brasil de 2026, Shopee, com 73%, e Shein, com 50%. Depois vêm Amazon e Mercado Livre, com 44% cada, AliExpress, com 25%, e Temu, com 15%.
A inteligência artificial já influencia a compra em sites estrangeiros?
Segundo a pesquisa, 15% dos entrevistados citam ferramentas como ChatGPT e Gemini como fonte de descoberta de compras internacionais. Redes sociais, com 41%, anúncios na internet, com 40%, e buscadores, com 37%, ainda vêm antes.
Qual é o valor médio da compra em site internacional?
R$ 188 na última compra, segundo a pesquisa CNDL/SPC Brasil, contra R$ 225 nas compras em sites nacionais. Dos compradores, 41% não souberam dizer o valor exato.




