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Adobe prevê US$ 275,1 bi no e-commerce dos EUA no fim de 2026; Black Friday deve crescer mais que Cyber Monday

Em resumo
A Adobe projetou, em 28 de setembro de 2026, que as vendas online nos Estados Unidos somarão US$ 275,1 bilhões entre 1º de novembro e 31 de dezembro, 6,7% acima de 2025. A Cyber Monday segue como o maior dia, com US$ 15,1 bilhões, mas a Black Friday avança mais rápido. A empresa também espera 130% mais visitas vindas de ferramentas de IA e US$ 21,3 bilhões pagos no compre agora, pague depois.
O que a Adobe projetou
O comércio eletrônico dos Estados Unidos deve movimentar US$ 275,1 bilhões na temporada de fim de ano de 2026, segundo previsão divulgada pela Adobe em 28 de setembro de 2026. O período considerado vai de 1º de novembro a 31 de dezembro. Se o número se confirmar, a alta será de 6,7% sobre a mesma janela de 2025 e a temporada passará pela primeira vez de US$ 275 bilhões.
A conta sai do Adobe Analytics, produto de medição que a própria empresa vende a marcas e varejistas. De acordo com o comunicado, a base reúne mais de 1 trilhão de visitas a sites de varejo americanos, 100 milhões de itens e 18 categorias de produto. São valores em dólares, e o texto não informa se o crescimento desconta a inflação.
Os dias de pico
A semana que vai do Dia de Ação de Graças à Cyber Monday, cinco dias ao todo, deve somar US$ 47,5 bilhões, 7,4% a mais que em 2025. Isso equivale a 17,3% de tudo o que a Adobe espera para novembro e dezembro. Dia a dia, a previsão é esta:
- Cyber Monday (30 de novembro): US$ 15,1 bilhões, alta de 6,2%. A Adobe trata a marca de US$ 15 bilhões em um único dia como inédita;
- Black Friday (27 de novembro): US$ 12,9 bilhões, alta de 9,2%;
- Dia de Ação de Graças (26 de novembro): US$ 6,9 bilhões, alta de 8,5%.
A Black Friday continua menor que a segunda-feira seguinte, mas avança mais depressa. A Adobe atribui parte disso ao fato de a sexta concentrar os maiores descontos de TVs, vestuário e eletrodomésticos.
O celular deve responder por 57,4% do gasto online da temporada, contra 56,4% em 2025. No feriado de Ação de Graças, a fatia esperada é de 63%, ante 61,6% um ano antes.
Outubro virou parte da temporada
A empresa trata outubro como uma largada antecipada. A previsão para o mês é de US$ 95,8 bilhões em vendas online, 8% acima de outubro de 2025. Para o evento de ofertas de 6 e 7 de outubro, que a Adobe chama de Prime Day e descreve como um movimento de todo o varejo americano, a estimativa era de US$ 9,9 bilhões, com descontos de até 19%. O comunicado é anterior a essas datas e, portanto, não traz o resultado.
No Brasil, a Amazon também abriu outubro com uma semana de ofertas para assinantes.
Categorias e descontos
Eletrônicos e vestuário seguem como as maiores categorias em valor, mas as que mais crescem são outras:
- Eletrônicos: US$ 63,3 bilhões (alta de 5,9%);
- Vestuário: US$ 51,3 bilhões (4,7%);
- Móveis: US$ 33,4 bilhões (7,3%);
- Supermercado: US$ 26,1 bilhões (10,3%);
- Brinquedos: US$ 9,6 bilhões (9,6%);
- Cosméticos: US$ 9,2 bilhões (9,5%).
Os descontos devem chegar a 30% sobre o preço de tabela nos cinco dias entre o Dia de Ação de Graças e a Cyber Monday. Antes disso, a Adobe espera até 14% no começo de novembro e até 21% às vésperas do feriado. Em dezembro, a faixa cai para 10% a 15%. Por categoria, os picos previstos ficam perto dos de 2025: 30% em eletrônicos, 29% em brinquedos e 23% em TVs, computadores e vestuário.
Há um dado que foge do roteiro de presentes. Na semana de pico, as vendas online de roupas básicas devem ficar 210% acima da média de setembro de 2026, e as de higiene pessoal, 150%. Produtos para bebês (113%), para animais de estimação (93%) e de limpeza (49%) também sobem. A leitura da empresa é que parte dos consumidores usa a promoção para abastecer a casa.
Pagamento parcelado e inteligência artificial
O compre agora, pague depois, modalidade de parcelamento conhecida nos Estados Unidos pela sigla BNPL, deve responder por US$ 21,3 bilhões em novembro e dezembro, alta de 6,6%. Só na Cyber Monday seriam US$ 1,09 bilhão, e na Black Friday, US$ 807 milhões. Do total pago assim, 82% devem passar pelo celular.
As visitas a sites de varejo que chegam por ferramentas de inteligência artificial devem crescer 130% na temporada. A Adobe conta essas visitas quando o consumidor clica em um link dentro de um serviço de conversa ou de um navegador com IA. As altas esperadas são de 159% no Dia de Ação de Graças, 95% na Black Friday e 88% na Cyber Monday.
O comunicado cita ainda uma pesquisa da Adobe com 5 mil consumidores, feita em julho de 2026. Entre os que já usaram IA em compras online, 77% dizem se sentir mais seguros com a escolha e 69% afirmam que ficam menos propensos a devolver o produto. O texto não informa o país dos entrevistados nem a margem de erro.
Na divisão da receita por canal de marketing, a fatia das redes sociais deve crescer 17% e a de afiliados e parceiros, grupo que inclui influenciadores, 12%. A busca paga sobe 4%. Dentro do tráfego de afiliados, sites de cashback e recompensas têm 36%, e criadores de conteúdo, 22%.
O que o comunicado não diz
- Brasil: não há nenhum dado sobre o mercado brasileiro. Tudo se refere a sites de varejo dos Estados Unidos;
- Natureza do número: é uma previsão. A própria Adobe avisa, no fim do texto, que os resultados podem ser diferentes e que não se obriga a revisar as estimativas;
- Quem mede: a fonte é uma fornecedora de tecnologia que vende a ferramenta usada na medição. Não se trata de estatística oficial;
- Volume de pedidos: o comunicado fala em valor gasto, não em quantidade de pedidos nem em tíquete médio.
Por que interessa ao lojista brasileiro
A leitura a seguir é nossa, não da Adobe. O calendário é o mesmo: a Black Friday de 2026 cai em 27 de novembro, e a Cyber Monday, em 30. Três movimentos descritos para os Estados Unidos têm paralelo aqui:
- Promoção espalhada: por aqui, pesquisa da LWSA indicou que 54% pretendem diluir as compras ao longo de novembro;
- Segunda-feira forte: quem quiser aproveitar a data seguinte pode ver o guia de Cyber Monday 2026;
- Visita vinda de IA: um levantamento recente mostrou que poucos sites brasileiros estão prontos para agentes de IA.
A comparação entre a previsão e o que de fato foi vendido só poderá ser feita depois de 31 de dezembro, quando a janela medida pela Adobe se encerra.
Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.
Fonte: Adobe
Perguntas frequentes
Quanto o e-commerce dos Estados Unidos deve vender no fim de 2026?
A Adobe projeta US$ 275,1 bilhões em vendas online de 1º de novembro a 31 de dezembro de 2026, crescimento de 6,7% sobre o mesmo período de 2025. É uma previsão, feita em 28 de setembro, e não um resultado apurado.
Qual será o maior dia de vendas online, segundo a projeção?
A Cyber Monday, em 30 de novembro, com US$ 15,1 bilhões e alta de 6,2%. A Black Friday vem em seguida, com US$ 12,9 bilhões, mas cresce mais: 9,2%.
De onde vêm os números da Adobe?
Do Adobe Analytics, ferramenta de medição da própria empresa. O comunicado diz que a previsão se apoia em mais de 1 trilhão de visitas a sites de varejo dos Estados Unidos, 100 milhões de itens e 18 categorias de produto.
O que a projeção diz sobre inteligência artificial?
Que as visitas a sites de varejo americanos vindas de ferramentas de IA, contadas quando o consumidor clica em um link, devem subir 130% na temporada. O maior salto esperado é no Dia de Ação de Graças, de 159%.
Os dados valem para o Brasil?
Não. O levantamento cobre só o comércio eletrônico dos Estados Unidos e os valores estão em dólares. O comunicado não traz nenhum número sobre o mercado brasileiro.




