GestãoNotícia
Vaga de fim de ano tem remuneração média de R$ 1.805, aponta pesquisa CNDL/SPC com 510 empresários

Em resumo
Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil com empresários do comércio varejista e dos serviços, divulgada em 23 de setembro de 2026, projeta cerca de 130 mil vagas para o fim do ano, 12 mil a mais que na edição anterior. A remuneração média informada é de R$ 1.805, R$ 138 abaixo da de 2025. Novembro concentra 24% das contratações. Foram ouvidos 510 empresários, com margem de erro de 4,3 pontos percentuais.
O que o lojista tira da pesquisa
Quem ainda vai reforçar a equipe para a Black Friday e o Natal entra na disputa no mês mais concorrido: novembro concentra 24% das contratações de fim de ano, à frente de setembro (18%) e de outubro (17%). O dado é da pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), feita em parceria com a Offerwise e divulgada em 23 de setembro de 2026.
Três números ajudam a montar a proposta de quem contrata:
- Remuneração: média de R$ 1.805, R$ 138 a menos que em 2025;
- Jornada: 7,54 horas por dia, ante 7,75 horas um ano antes;
- Benefício: 71% das empresas oferecem ao menos um.
Entre os benefícios, o vale-transporte aparece em 47% das respostas e o vale-alimentação ou refeição, em 44%. Transporte fornecido pela própria empresa tem 28%, e participação nos lucros ou comissão sobre vendas, 23%. Segundo as entidades, o vale-transporte perdeu força em relação a 2025, enquanto o transporte próprio avançou.
A projeção de 130 mil vagas
As entidades estimam em cerca de 130 mil as vagas temporárias e efetivas que o comércio e os serviços devem abrir no fim de 2026, 12 mil a mais que na edição anterior. É uma projeção construída sobre as respostas dos empresários, e não um levantamento de vagas anunciadas.
A intenção de contratar está longe de ser geral:
- 57% pretendem manter o quadro como está;
- 26% planejam aumentar a equipe;
- 3% cogitam reduzir;
- 36% já contrataram ou pretendem contratar para o período, somando temporários, informais, efetivos e terceirizados.
Entre quem contrata, 59% citam o aumento de demanda típico da época. Entre quem não vai reforçar o time, 41% dizem não acreditar que o movimento será suficiente.
Que tipo de vaga
O comunicado informa que o vínculo com carteira assinada responde por 50% das contratações e o informal, sem carteira, por 43%. Pessoa jurídica aparece com 24% e terceirização, com 11%. A soma passa de 100%, e o texto não explica o motivo; a nossa leitura é que a empresa podia indicar mais de uma forma de contratação.
Metade das empresas (50%) inclui vagas temporárias, e 39% das contratações serão por tempo indeterminado. Para quem contrata temporário:
- a média é de 1,52 profissional por empresa, e 47% vão chamar uma pessoa só;
- o contrato dura, em média, 2,4 meses;
- a média de efetivações é de um funcionário por empresa.
Funções: entrega e apoio sobem
Vendedor continua no topo, com 23%, quase empatado com ajudante (22%). Entregador e manicure têm 10% cada; caixa e recepcionista, 9% cada. As entidades destacam o avanço dos cargos de entrega e de apoio operacional e o relacionam ao crescimento da venda digital, que exige entrega por conta da própria empresa.
Sobre o perfil buscado, a idade média dos contratados é de 26 anos. Quanto ao gênero, 38% das empresas não têm preferência, 33% procuram mulheres e 28%, homens. Só 11% planejam vagas para pessoas com deficiência.
Quem respondeu, e o que falta saber
A coleta foi por telefone (CATI), de 24 de junho a 24 de julho de 2026, com 510 empresários do comércio varejista (48%) e dos serviços (52%) de todas as regiões. A margem de erro é de 4,3 pontos percentuais, com 95% de confiança. O retrato é de negócio pequeno: 51% são microempreendedores individuais, 31% estão no Simples Nacional e 40% não têm funcionário. O Sudeste reúne 46% das empresas ouvidas, e 70% ficam no interior.
Dois pontos pedem cautela. As respostas são de junho e julho, meses antes das contratações de novembro. E o comunicado não traz a base de cada recorte: não diz, por exemplo, quantas das 510 empresas contratam temporários, grupo a que se referem a média de 1,52 profissional e os 47%.
Como usar
A leitura a seguir é do ConnectWeek. Para a loja virtual, a pesquisa serve mais como referência de mercado do que como previsão:
- Calendário: se novembro é o mês em que mais gente contrata, quem deixa para a véspera da Black Friday treina com a operação já cheia. O cronograma de quatro semanas da campanha ajuda a encaixar a chegada do reforço;
- Atendimento: antes de abrir vaga, vale comparar o custo por atendimento de um chatbot e de um atendente;
- Expedição: ajudante e entregador são as funções que mais crescem na pesquisa. A conta entre fulfillment e operação própria mostra quando terceirizar sai mais barato que contratar.
Fonte: CNDL e SPC Brasil
Perguntas frequentes
Quantas vagas o comércio e os serviços devem abrir no fim de 2026?
Cerca de 130 mil, entre temporárias e efetivas, segundo projeção da CNDL e do SPC Brasil divulgada em 23 de setembro de 2026. São 12 mil a mais que na edição do ano anterior. O número é uma estimativa feita a partir das respostas dos empresários, não uma contagem de vagas abertas.
Quanto paga uma vaga de fim de ano?
A remuneração média informada pelos empresários é de R$ 1.805, com queda de R$ 138 em relação a 2025. A jornada média também recuou, de 7,75 para 7,54 horas por dia, e 71% das empresas dizem oferecer algum benefício.
Em que mês as empresas mais contratam?
Novembro, citado por 24%. Setembro aparece com 18% e outubro, com 17%.
Quais funções são mais procuradas?
Vendedor (23%) e ajudante (22%) lideram. Depois vêm entregador e manicure, com 10% cada, e caixa e recepcionista, com 9% cada.
Qual é a amostra da pesquisa?
Foram 510 entrevistas por telefone (CATI), de 24 de junho a 24 de julho de 2026, com margem de erro de 4,3 pontos percentuais e 95% de confiança. Dos entrevistados, 51% são microempreendedores individuais.




