EconomiaNotícia
Asaas: fatia do Pix entre PMEs recua do pico de 80% para 64%, ainda bem à frente do boleto

Em resumo
Levantamento com mais de 300 mil clientes do Asaas, noticiado em 1º de outubro de 2026, mostra o Pix à frente do boleto (19%), mas perdendo participação desde 2023. Em valor, o Pix na plataforma saiu de R$ 237 milhões em 2021 para R$ 38 bilhões em 2025.
Dominante, mas em acomodação
O Pix é o meio usado em 64% dos pagamentos feitos por pequenas e médias empresas na plataforma do Asaas em 2026, considerando o período até a última semana de setembro. O levantamento, noticiado em 1º de outubro de 2026 pelo E-Commerce Brasil, cobre transações de mais de 300 mil clientes ativos, de 2021 aos nove primeiros meses de 2026.
A série mostra uma subida muito rápida seguida de recuo:
- 2021: 12%;
- 2022: 60%;
- 2023: 80%, o ponto mais alto;
- 2024: 78%;
- 2025: 69%;
- 2026 (até setembro): 64%.
O material não explica a queda de 16 pontos desde o pico. Como a medida é de participação na quantidade de pagamentos, ela pode recuar mesmo com o Pix crescendo em números absolutos, caso outros meios cresçam mais dentro da mesma base.
Onde o boleto resiste
O boleto tem 19% das transações. Ele se mantém forte em atividades com cobrança formal e vencimento programado: entre associações e organizações sem fins lucrativos, fica na faixa de 30% a 46% dos pagamentos, segundo a empresa.
Em reais, o salto é maior
Somando todos os meios, o volume que passou pela plataforma foi de R$ 5 bilhões em 2021 a R$ 67 bilhões em 2025. Só pelo Pix, o total saiu de R$ 237 milhões e chegou a R$ 38 bilhões nos mesmos anos. Pelas contas do Asaas, o valor em Pix ficou 162 vezes maior, e o da plataforma inteira, 13,3 vezes. Parte desse crescimento reflete a expansão da própria empresa, e não só a mudança de hábito.
“Quando o Pix passa a ser a principal forma de pagamento, o que muda não é só a velocidade do pagamento, é a velocidade do caixa de empresas e das decisões dos negócios.”
— Israel Guerra, vice-presidente de Finanças do Asaas
O quadro nacional
Para comparar com o país, a reportagem cita o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, do Banco Central. Segundo o documento, 2025 terminou com 920 milhões de chaves cadastradas, das quais 44,7 milhões de pessoas jurídicas (eram 25,2 milhões em 2022). No ano, foram cerca de 80 bilhões de transações, 25,7% a mais que em 2024, e R$ 35 trilhões movimentados, alta de 33,8%.
O que muda na rotina financeira
- Dinheiro na hora reduz a necessidade de antecipar recebível. Quem vendia no cartão e antecipava para pagar fornecedor economiza a taxa quando o cliente paga por Pix.
- Volume alto pede conciliação automática. Dezenas de Pix por dia conferidos no extrato viram horas de trabalho. A cobrança com identificador resolve, e a rotina está em gestão financeira da pequena empresa.
- Cobrança recorrente tem alternativa ao boleto. Mensalidade e assinatura podem migrar para o Pix Automático.
- Balcão e feira também recebem assim. O gerador de QR Code Pix cria a placa em PDF.
Para projetar o efeito no saldo do mês, o modelo está em como estruturar o fluxo de caixa.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
Quanto dos pagamentos de PMEs é feito por Pix?
Na base do Asaas, 64% da quantidade de pagamentos em 2026, até a última semana de setembro. O pico foi de 80% em 2023.
O boleto ainda é usado?
Sim. Ele representa 19% das transações na plataforma e chega a ficar entre 30% e 46% em associações e organizações sem fins lucrativos.
O dado vale para todas as empresas do país?
Não. É um retrato dos clientes de uma plataforma de cobrança. O número nacional de referência é o do Banco Central.





