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Pix pode se conectar ao sistema instantâneo europeu: BC e BCE abrem estudo, ainda sem prazo

Em resumo
Banco Central do Brasil e Banco Central Europeu começaram em 24 de setembro de 2026 a avaliar a ligação entre o Pix e o TIPS. Se sair do papel, pagamentos e remessas entre Brasil e zona do euro seriam liquidados em segundos, em moeda local. Não há data de implantação.
O que foi decidido
O Conselho do Banco Central Europeu (BCE) aprovou uma avaliação de viabilidade para ligar o TARGET Instant Payment Settlement, o TIPS, ao Pix. O trabalho, feito em conjunto com o Banco Central do Brasil, começou em 24 de setembro de 2026 e vai examinar questões técnicas, operacionais, jurídicas e de negócio, segundo o comunicado do BCE e a nota do Banco Central do Brasil. O tema foi destaque da newsletter do E-Commerce Brasil nesta semana.
É um estudo, não uma implantação. Nenhuma das duas autoridades divulgou cronograma para concluir a análise ou para colocar uma eventual conexão em funcionamento.
O que é o TIPS
O TIPS é a infraestrutura do Eurosistema para liquidar pagamentos instantâneos em dinheiro de banco central. Hoje opera com o euro e com as coroas sueca e dinamarquesa, e deve incorporar outras moedas do Espaço Econômico Europeu, de acordo com a Agência Brasil. Do lado brasileiro, o BCE registra que o Pix processa cerca de 250 milhões de pagamentos por dia.
O Pix não é o único candidato. O Eurosistema também estuda ligar o TIPS ao Nexus, rede multilateral lançada pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), ao UPI, da Índia, e ao sistema instantâneo da Suíça. As iniciativas seguem o roteiro do G20 para baratear e acelerar pagamentos entre países.
O que muda para quem compra e vende entre Brasil e Europa
Segundo o BC, interligações desse tipo permitiriam que remessas e pagamentos de compras entre as duas regiões chegassem ao destinatário convertidos em moeda local em poucos segundos. Hoje, uma transferência internacional costuma envolver intermediários, pode levar dias e carrega tarifas e câmbio que nem sempre ficam claros para quem paga.
“A interligação entre Pix e Tips poderá contribuir para pagamentos transfronteiriços mais rápidos, eficientes e de menor custo entre as duas jurisdições.”
— Banco Central do Brasil, em nota
Para o empreendedor, os efeitos possíveis — ainda hipotéticos — aparecem em três frentes:
- quem exporta ou vende serviços para clientes europeus poderia receber em reais quase na hora, em vez de esperar a liquidação de uma ordem internacional;
- quem importa insumos da zona do euro ganharia uma alternativa mais previsível para pagar fornecedores;
- quem atende turistas ou compradores europeus poderia, no futuro, aceitar um pagamento instantâneo originado lá fora.
O que fazer enquanto o estudo anda
Nada muda por enquanto na operação de ninguém. O movimento, porém, indica a direção: o Pix deixa de ser só doméstico na agenda do BC. Vale acompanhar os próximos comunicados das duas autoridades e, no caixa atual, medir quanto a empresa perde hoje com tarifas e prazos em operações com o exterior — é essa a conta que uma conexão instantânea poderia reduzir.
No mercado interno, o Pix já é o meio de cobrança mais barato para muitos negócios; para gerar cobranças com QR Code, o ConnectWeek tem o gerador de QR Code Pix. O cenário de juros que pesa sobre o custo do dinheiro está em Copom leva a Selic a 13,75%, e a disputa de fintechs por esse mercado aparece em fintechs concentram aportes em startups.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
O Pix já funciona na Europa?
Não. BC e BCE só iniciaram, em 24 de setembro de 2026, um estudo de viabilidade para interligar o Pix ao TIPS. Não há prazo de conclusão nem de implantação.
O que é o TIPS?
É a plataforma do Eurosistema para liquidação de pagamentos instantâneos em dinheiro de banco central. Opera com euro e as coroas sueca e dinamarquesa.
Que benefício a conexão traria?
Segundo o BC, remessas e pagamentos de compras entre Brasil e zona do euro poderiam chegar convertidos em moeda local em poucos segundos, com menor custo.


