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Pagamento online já é 26% do volume doméstico da Visa no Brasil; em 2019, era 17%

Em resumo
Estudo da Visa Business and Economic Insights noticiado em 2 de outubro de 2026 mostra avanço de nove pontos percentuais desde 2019. A fatia de cartões com dez ou mais pagamentos digitais por mês foi de 3,7% em 2018 para 8,1% em 2026. Os dados cobrem só credenciais Visa.
Nove pontos desde 2019
Os pagamentos feitos pela internet e por aplicativos representam 26% do volume de pagamentos domésticos no Brasil dentro da rede Visa. Em 2019, eram 17%. O avanço de nove pontos percentuais equivale a um crescimento relativo de 53% e consta do estudo The Great Indoors, da Visa Business and Economic Insights, noticiado em 2 de outubro de 2026 pelo E-Commerce Brasil e pelo portal LetsMoney.
Um segundo indicador mostra que não se trata só de mais gente comprando online, mas das mesmas pessoas pagando mais vezes. Em 2018, 3,7% dos cartões ativos no país faziam dez ou mais pagamentos digitais por mês. Em 2026 já eram 8,1%, pouco mais que o dobro.
O limite do dado
O levantamento usa informações agregadas e anônimas da VisaNet em seis países: Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Polônia, Austrália e Emirados Árabes Unidos. Salvo indicação contrária, entram apenas transações com credenciais Visa de crédito, débito e pré-pago.
Isso tem uma consequência importante no caso brasileiro: o Pix fica de fora. Os 26% descrevem o comportamento de quem paga com cartão dessa bandeira, e não a totalidade dos pagamentos do país.
Não é só loja virtual
O estudo chama o fenômeno de economia do sofá: a possibilidade de resolver de casa, ou pelo celular, tarefas que antes exigiam deslocamento. Entram na conta a compra em e-commerce, o pagamento dentro de aplicativos, a contratação de serviços, o delivery e as assinaturas.
No entretenimento, a mudança é nítida. Nos seis países analisados, a parcela de cartões com gasto em streaming e TV por assinatura é maior que a de cartões com gasto em cinema e shows, e a diferença se manteve depois da volta das atividades presenciais.
“A ‘couch economy’ não significa que as pessoas necessariamente ficam mais em casa, mas que um número crescente de atividades pode ser realizado a partir de casa.”
— Tiago Moherdaui, vice-presidente da Visa Consulting & Analytics
Segundo a análise, o Brasil segue uma trajetória de digitalização mais gradual que a dos Emirados Árabes Unidos. Na leitura de Moherdaui, o país estaria saindo da fase de adoção para a de consolidação.
Três efeitos para quem vende
- Pagamento recorrente vira rotina. Assinatura depende de cobrança que não falha: cartão vencido ou trocado derruba a receita sem que o cliente tenha desistido. O artigo sobre clube de assinatura no varejo trata dessa conta.
- Cada etapa do checkout pesa mais. Quem paga dez vezes por mês pelo celular compara a sua loja com os melhores aplicativos que usa. Os pontos a revisar estão em checkout que converte.
- O físico não some. O estudo descreve mais ocasiões de pagamento digital, e não a troca de um canal pelo outro.
Para comparar com o tamanho do varejo online no país, os números consolidados estão em e-commerce brasileiro em 2026.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
Quanto dos pagamentos no Brasil é feito online, segundo a Visa?
26% do volume de pagamentos domésticos com credenciais Visa, ante 17% em 2019. O dado não inclui Pix, dinheiro nem outras bandeiras.
O que é a economia do sofá?
É o termo usado no estudo da Visa para o conjunto de atividades que passaram a poder ser feitas de casa por canais digitais: compras, assinaturas, delivery e serviços.





