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Nuvini tem lucro operacional de R$ 19,6 milhões no 1º semestre de 2026 e fecha junho com patrimônio negativo

Em resumo
A compradora de empresas de software, listada na Nasdaq, divulgou em 21 de setembro de 2026 os números não auditados de janeiro a junho: resultado operacional positivo de R$ 19,6 milhões, contra perda de R$ 32 milhões um ano antes, e prejuízo líquido de R$ 14 milhões. O balanço de 30 de junho traz R$ 293,8 milhões a pagar por aquisições e patrimônio líquido negativo de R$ 176,3 milhões.
O resultado
A Nuvini, que compra e opera empresas de software por assinatura, fechou o primeiro semestre de 2026 com resultado operacional positivo de R$ 19,6 milhões. No mesmo período de 2025, a linha havia ficado negativa em R$ 32 milhões. Os números, não auditados, estão em comunicado de 21 de setembro de 2026, que acompanha o documento entregue à SEC, o regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, onde a companhia tem ações na Nasdaq. O E-Commerce Brasil publicou os dados em setembro.
A última linha continuou no vermelho. O prejuízo líquido foi de R$ 14 milhões, 75,6% menor que os R$ 57,5 milhões de um ano antes.
Os números do semestre
- Receita operacional líquida: R$ 97,4 milhões, queda de 0,7% sobre os R$ 98,2 milhões do primeiro semestre de 2025;
- Assinaturas: R$ 90,5 milhões, 93% da receita;
- Lucro bruto: R$ 66,3 milhões, alta de 7%, com margem bruta de 68,1%, ante 63,1%;
- Despesas gerais e administrativas: R$ 31,6 milhões, queda de 24,6%;
- Pessoal: R$ 43,6 milhões entre folha, benefícios e encargos, queda de 18,2%;
- Resultado financeiro líquido: despesa de R$ 27 milhões, 28,2% maior que a de R$ 21,1 milhões de um ano antes;
- Caixa das operações: geração de R$ 15,1 milhões, contra consumo de R$ 2,1 milhões;
- EBITDA ajustado: R$ 28 milhões, alta de 54%, com margem de 28,7%. É uma medida da própria empresa, fora das normas contábeis.
Uma conta feita pelo ConnectWeek com esses dados: a alta do lucro bruto (R$ 4,3 milhões) e o corte nas despesas administrativas (R$ 10,3 milhões) somam R$ 14,6 milhões. A virada no resultado operacional foi de R$ 51,6 milhões. O comunicado não detalha as demais linhas que explicam a diferença.
O balanço
O comunicado traz, na parte de balanço e liquidez, os números que pesam contra o resultado operacional. Todos são de 30 de junho de 2026:
- Caixa e aplicações de curto prazo: R$ 9,8 milhões, ante R$ 13,5 milhões em 31 de dezembro de 2025;
- A pagar por aquisições: R$ 293,8 milhões em parcelas diferidas e contingentes, saldo que recebeu R$ 22,3 milhões de juros no semestre e teve R$ 5,9 milhões pagos;
- Empréstimos de investidores: R$ 62 milhões, incluída uma linha nova de R$ 6,6 milhões;
- Patrimônio líquido: negativo em R$ 176,3 milhões;
- Capital de giro: negativo em R$ 363,6 milhões.
Depois do fechamento do semestre, em 7 de julho de 2026, a companhia quitou os R$ 2,8 milhões que restavam de uma emissão de debêntures das subsidiárias brasileiras, no vencimento previsto.
O que a empresa diz
Pierre Schurmann, fundador e presidente-executivo, afirma no comunicado que a tarefa agora é alinhar a estrutura de capital ao desempenho das empresas operacionais. Segundo ele, as parcelas de aquisições e os financiamentos antigos seguem absorvendo capital, e a companhia busca uma reestruturação ampla dessas obrigações. O texto não informa prazo nem termos.
Por que interessa a quem empreende
A leitura a seguir é do ConnectWeek. O caso mostra duas coisas úteis a quem vende ou compra uma empresa de tecnologia:
- Lucro operacional não é lucro líquido. Uma operação pode gerar caixa e ainda assim perder dinheiro quando entram os juros da dívida assumida para crescer.
- Pagamento parcelado de aquisição é dívida. Parcela diferida e parcela condicionada a metas ficam no balanço de quem compra e rendem juros. Para o fundador que vende, o recebimento depende da saúde financeira do comprador.
Sobre o dinheiro disponível para startups, o ConnectWeek tem a notícia sobre a concentração dos aportes em fintechs e o artigo sobre o dinheiro das startups de varejo em 2026.
Fonte: Nuvini (comunicado via GlobeNewswire)
Perguntas frequentes
A Nuvini teve lucro no primeiro semestre de 2026?
Teve lucro operacional, de R$ 19,6 milhões, mas não lucro líquido. Depois das despesas financeiras, a companhia fechou o semestre com prejuízo líquido de R$ 14 milhões, menor que o de R$ 57,5 milhões do primeiro semestre de 2025. Os números não são auditados.
O que é a Nuvini?
É uma companhia com sede em São Paulo e ações na Nasdaq, sob o código NVNI, que compra e opera empresas de software por assinatura voltadas a outras empresas, o chamado SaaS B2B, no Brasil e na América Latina.
Quanto a Nuvini deve por empresas que comprou?
Em 30 de junho de 2026, as parcelas diferidas e contingentes de aquisições somavam R$ 293,8 milhões, segundo o comunicado. No semestre, esse saldo recebeu R$ 22,3 milhões de juros e teve R$ 5,9 milhões em pagamentos.
O que é EBITDA ajustado e quanto foi o da Nuvini?
É uma medida de resultado operacional calculada pela própria empresa, com ajustes que ela define, e que não segue as normas contábeis. A Nuvini informou R$ 28 milhões no semestre, 54% acima dos R$ 18,2 milhões de um ano antes.





