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Americanas já entregou ao Oba cinco das dez lojas Natural da Terra vendidas por R$ 69,3 milhões

Em resumo
Em comunicado de 7 de outubro de 2026, a Americanas, em recuperação judicial, informou a transferência de mais uma loja Hortifruti Natural da Terra ao Oba Hortifruti, a quinta das dez vendidas por R$ 69,3 milhões. O comprador pagou R$ 1,875 milhão neste fechamento; o restante do preço da loja vem em 24 parcelas mensais corrigidas pelo CDI.
Metade das lojas já mudou de mãos
A Americanas, em recuperação judicial, informou em comunicado ao mercado de 7 de outubro de 2026 que transferiu ao Oba Hortifruti, nessa data, a posse e a operação de mais uma loja da rede Hortifruti Natural da Terra. É a quinta das dez unidades que a subsidiária HNT se comprometeu a vender ao grupo, todas no estado de São Paulo e descritas pela própria companhia como deficitárias.
O preço total do contrato, de R$ 69,3 milhões, vale para as dez lojas, e não para esta etapa. O que entrou agora:
- Pagamento do fechamento: R$ 1,875 milhão, que a empresa informa corresponder a 18,038% da parcela à vista da operação inteira;
- Saldo do preço desta loja: 24 parcelas mensais iguais, com vencimento no dia 15, a primeira no mês seguinte ao fechamento, corrigidas pela variação positiva do CDI.
A venda, etapa por etapa
A operação vem sendo concluída aos poucos. Juntando os três comunicados da companhia sobre o assunto:
- 13 de maio de 2026: comunicado sobre a assinatura do contrato de venda das dez lojas;
- 1º de junho de 2026: aprovação pelo Cade, sem restrições, conforme o comunicado de 13 de agosto;
- 12 de agosto de 2026: primeiro fechamento, com três lojas e pagamento de R$ 3.497.931,15 (33,7% da parcela à vista);
- 21 de setembro de 2026: quarta loja, com R$ 627.698,55 (6,038%);
- 7 de outubro de 2026: quinta loja, com R$ 1.875.000,00 (18,038%).
Conta nossa, com os números dos comunicados: os três pagamentos somam R$ 6.000.629,70 e 57,776% da parcela à vista. Pelos mesmos percentuais, a parcela à vista da operação inteira fica perto de R$ 10,4 milhões, o que indica que a maior parte dos R$ 69,3 milhões será recebida a prazo. A companhia não informa esse total nos comunicados.
O dinheiro tem destino marcado
O valor recebido não fica livre no caixa. Segundo o comunicado, depois de descontados os custos da operação definidos no plano de recuperação judicial, o saldo é depositado em uma conta prevista no plano e usado na amortização extraordinária das debêntures da 22ª emissão da Americanas.
A empresa diz que segue avaliando oportunidades estratégicas e que informará o mercado sobre novos passos. Os documentos estão na página de comunicados e fatos relevantes do site de relações com investidores.
O que isso mostra do varejo alimentar
Leitura nossa: a venda segue a linha de desfazer-se de operações que não se pagam para quitar dívida, e a entrega loja a loja mostra que negócios desse tipo dependem de etapas de transferência, e não só da assinatura. É o terceiro movimento da semana no setor, depois da homologação da recuperação extrajudicial do GPA e da aprovação, pela Superintendência-Geral do Cade, da operação entre Carrefour e SDB, do Grupo Pereira.
Fonte: Americanas, comunicado ao mercado de 7 de outubro de 2026
Perguntas frequentes
O que a Americanas comunicou em 7 de outubro de 2026?
Que foi concluído mais um fechamento parcial da venda de lojas Hortifruti Natural da Terra ao Oba Hortifruti: a posse e a operação de mais uma loja, a quinta das dez do contrato, passaram ao comprador nessa data.
A Americanas recebeu R$ 69,3 milhões agora?
Não. R$ 69,3 milhões é o preço total das dez lojas. Neste fechamento, o Oba pagou R$ 1,875 milhão, que a companhia informa equivaler a 18,038% da parcela à vista da operação. O restante do preço da loja será pago em 24 parcelas mensais, corrigidas pela variação positiva do CDI.
Quantas lojas já foram transferidas?
Cinco: três em 12 de agosto de 2026, uma em 21 de setembro e uma em 7 de outubro, segundo os três comunicados da companhia. Todas as dez ficam no estado de São Paulo.
Para onde vai o dinheiro?
Descontados os custos da operação previstos no plano de recuperação judicial, o valor vai para uma conta destinada à amortização extraordinária de debêntures da 22ª emissão da Americanas, como determina o plano.





