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Dia das Crianças: 41,9% das empresas vão variar faixas de preço, e só 23,6% apostam em desconto

Em resumo
Levantamento da Serasa Experian noticiado em 7 de outubro de 2026 mostra que oferecer produtos para bolsos diferentes é a tática de preço mais citada para 12 de outubro. Proteger a margem é o maior desafio para 27,5% das empresas, e 41,5% ainda não tinham decidido o que fazer na data.
O problema de fundo é margem
Quem vende no Dia das Crianças está espremido entre três pressões de peso quase igual. Em levantamento da Serasa Experian noticiado em 7 de outubro de 2026 pelo E-Commerce Brasil, as empresas apontaram assim a parte mais difícil de definir preço para a data:
- 27,5%: cobrir os custos sem perder margem;
- 26,7%: chegar a um valor que o consumidor tope pagar;
- 24,3%: ficar competitivo diante dos concorrentes;
- 21,5%: não adotam estratégia de preço específica.
Com custo, cliente e concorrência puxando para lados diferentes, baixar o preço de tudo é a saída mais cara. Isso ajuda a explicar a resposta mais comum sobre tática, que não é o desconto.
A escada de preços no lugar da promoção
Perguntadas sobre como vão trabalhar preço em 12 de outubro, 41,9% das empresas disseram que pretendem oferecer produtos ou serviços em faixas de preço diferentes. Na prática, isso costuma significar um item de entrada, um intermediário e um mais caro. Outras 34,5% vão manter os valores de sempre. Só 23,6% falam em desconto ou preço promocional.
A lógica é simples. O cliente de orçamento curto encontra algo para levar, e quem pode gastar mais tem para onde subir, sem que a loja corte o preço da prateleira inteira.
“Ter opções em diferentes faixas de preço ajuda a empresa a ampliar o alcance da oferta, mas essa decisão precisa estar conectada aos custos e à margem do negócio.”
— Leticia Muzzi, diretora de pequenas e médias empresas da Serasa Experian
Muita gente deixou para decidir em cima da hora
A parte do levantamento sobre preparação mostra menos planejamento do que a tática de preço faz supor. Quatro em cada dez empresas (41,5%) ainda avaliavam o que fazer, e 22,3% não fariam nada específico para a data. As ações mais citadas, sobre o total de empresas consultadas, foram estas:
- aumentar ou diversificar estoque e portfólio: 18,9%;
- investir em divulgação e marketing: 8,8%;
- criar promoções, descontos ou condições comerciais próprias: 8,5%.
Sortimento aparece duas vezes, na política de preço e na preparação, enquanto a promoção pura fica em último nas duas listas.
Um aviso sobre a leitura dos números: a matéria de origem não informa o tamanho da amostra nem o período de coleta. Os percentuais indicam tendência entre as empresas consultadas, e não uma medida do varejo inteiro.
Onde a escada falha
O risco está no estoque. Ampliar variedade sem olhar a demanda enche a prateleira de produto parado depois do dia 12, e o que era proteção de margem vira liquidação em novembro. Para quem vende online, três cuidados reduzem esse risco:
- calcular o preço mínimo de cada item por canal na calculadora de precificação;
- usar o item de entrada como porta e oferecer complemento no carrinho, como explica o guia de upsell e cross-sell;
- comprar a variedade nova em lote pequeno e repor conforme a saída.
Vale lembrar que nem todo brinquedo é comprado para criança: o público adulto já responde por 17% desse mercado, como mostrou a notícia sobre o fenômeno kidult. As próximas datas do varejo estão no calendário comercial de 2026 e 2027.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
Qual é a estratégia de preço mais citada para o Dia das Crianças de 2026?
Oferecer produtos ou serviços em diferentes faixas de preço, apontada por 41,9% das empresas ouvidas pela Serasa Experian. Desconto ou preço promocional aparece com 23,6%.
Qual é a maior dificuldade para definir preço na data?
Cobrir custos e manter a margem de lucro, citada por 27,5%. Achar um preço que o cliente aceite pagar vem logo depois, com 26,7%.



