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Para a indústria, live commerce vale também como pesquisa ao vivo com o consumidor

Em resumo
Em painel no D2C Summit, noticiado em 1º de outubro de 2026, a Nestlé Nutrition & Health contou que as vendas do site da marca chegam a triplicar durante uma hora de transmissão e que vai dobrar o número de lives na Black Friday. A Mimo defendeu frequência em vez de grandes produções.
Transmissão que vende e que escuta
Fabricante quase nunca conversa com quem usa o produto: entre os dois há distribuidor, varejista e marketplace. O live commerce encurta essa distância, e esse foi o argumento central de um painel do D2C Summit, evento promovido pela Nuvemshop, relatado em 1º de outubro de 2026 pelo E-Commerce Brasil.
As convidadas foram Monique Lima, que fundou e dirige a Mimo, empresa de live commerce, e Vittória Pina, que coordena o marketing digital da Nestlé Nutrition & Health. A mediação foi de Rodrigo Maia, diretor de Marketing e Conteúdo do portal.
O que a Nestlé aprendeu em dois anos
A companhia usa o formato há cerca de dois anos em produtos de nutrição e suplementação. Segundo Pina, a live serve para ver como as pessoas consomem os itens e para orientar o uso correto, o que pesa em categorias ligadas à saúde. Os produtos mais vendidos costumam ser escalados para as transmissões porque atraem mais audiência.
Dois dados concretos saíram do relato: durante uma hora de live, o site da marca chega a vender o triplo do normal; e, para a Black Friday de 2026, a empresa pretende fazer o dobro de transmissões do ano anterior.
O chat como grupo de foco
“O chat é como uma pesquisa ao vivo, temos 100, 200 pessoas perguntando sobre o que não entenderam sobre o produto.”
— Monique Lima, fundadora e CEO da Mimo
Para a executiva, a transmissão complementa os demais canais, sejam criadores, representantes, loja física ou site, em vez de substituir algum deles. Ela citou o caso da Aura Beauty, marca de Jade Picon presente no TikTok Shop desde a chegada da plataforma ao Brasil: 40% do faturamento viria dali, e o conjunto de afiliados ligados à marca faria mais de 900 lives por dia. São números relatados no painel, sem documento de apoio.
Lima afirmou ainda que adotar o formato pode multiplicar por 100 o volume diário de vendas de uma operação. A reportagem não detalha em que casos isso ocorreu, e convém tratar a frase como argumento de quem vende o serviço.
Regularidade acima de espetáculo
O conselho mais prático do painel foi sobre frequência. Grandes transmissões pontuais rendem menos que um calendário fixo, porque o canal só se torna hábito do público com repetição. A barreira de entrada, segundo Lima, é menor do que parece: uma pessoa que conheça bem o produto, o produto na mão e uma conta em alguma das plataformas que oferecem o recurso.
Para a Black Friday, as recomendações foram três:
- desconto que faça diferença, de 20% para cima;
- foco comercial, sem necessidade de transformar a live em show;
- mais variedade de itens na mesma transmissão, o que aumenta a chance de o cliente levar mais de um.
Como aplicar numa indústria pequena
- Anote as perguntas do chat. Dúvida repetida é falha na embalagem ou na descrição do produto, e a correção melhora a venda em todos os canais.
- Ponha diante da câmera quem entende do produto, seja o técnico, a nutricionista ou o dono.
- Alinhe o preço com os revendedores antes de vender direto. O caminho está em D2C para pequena indústria sem conflito de canal.
O passo a passo da transmissão está em roteiro de uma live de 60 minutos, e o cadastro na plataforma mais citada no painel, em como vender no TikTok Shop.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
Qual foi o resultado da Nestlé com live commerce?
Segundo Vittória Pina, executiva da Nestlé Nutrition & Health, durante uma hora de transmissão, as vendas do site da marca chegam a triplicar.
Precisa de grande produção para fazer live de vendas?
Não, na avaliação de Monique Lima, da Mimo: basta alguém que conheça o produto, o produto em si e regularidade. Para a Black Friday, ela recomenda descontos a partir de 20%.



