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EconomiaNotíciaDados com fonte declarada

Dados do Banco Central: Pix soma quase 24 bilhões de transações no 3º trimestre e sobe 17%

Ilustração em papel recortado de uma escada de três degraus com pilhas de discos lisos cada vez mais altas, uma seta curva subindo sobre elas e uma fita de discos que segue até um balcão de loja
Imagem ilustrativa

Em resumo

Segundo cálculo da redação sobre os dados abertos do Banco Central, o Pix registrou 23,98 bilhões de transações de julho a setembro de 2026, 17,0% a mais que no mesmo período de 2025, e movimentou R$ 11,35 trilhões. O valor médio por transação, também calculado pela redação, subiu de R$ 452 para R$ 473.

O Pix teve 23,98 bilhões de transações entre julho e setembro de 2026, alta de 17,0% sobre o mesmo trimestre de 2025, quando foram 20,49 bilhões. Nos três meses, as operações somaram R$ 11,35 trilhões, 22,4% a mais que os R$ 9,27 trilhões do 3º trimestre de 2025. Os números vêm das Estatísticas de meios de pagamentos do Banco Central, que a redação consultou em 27 de outubro de 2026.

O gráfico mensal do Banco Central traz dados até 30 de setembro de 2026. As somas por trimestre, as variações e o valor médio apresentados aqui são cálculos da redação sobre essa série, que o banco também publica em formato aberto no Portal de Dados Abertos. O serviço de dados abertos não traz a unidade do valor; o gráfico da página do Banco Central a rotula em milhões de reais, e a redação aplicou essa unidade.

Agosto foi o mês de maior volume

Por mês, o Pix registrou 7,98 bilhões de transações em julho, 8,11 bilhões em agosto e 7,89 bilhões em setembro. Agosto é o maior volume mensal do período que a redação consultou, que começa em janeiro de 2024. Os três meses superaram os 7,86 bilhões de dezembro de 2025, o recorde anterior nesse período. Em relação ao 2º trimestre de 2026, que teve 22,93 bilhões de transações, o 3º trimestre cresceu 4,6%.

A alta sobre o ano anterior perdeu força ao longo do trimestre: foi de 19,4% em julho, 16,4% em agosto e 15,3% em setembro, quando o Pix passou de 6,84 bilhões de transações em 2025 para 7,89 bilhões em 2026.

O valor cresce mais que a quantidade

A alta em reais, de 22,4%, superou a alta em número de transações, de 17,0%. Dividindo o valor total pela quantidade de operações, o valor médio por transação foi de R$ 473 no 3º trimestre de 2026, contra R$ 452 no mesmo trimestre de 2025, aumento de 4,6%.

Esse valor médio não é o valor de uma compra típica numa loja. O conjunto de dados traz uma única linha de quantidade e outra de valor para o Pix inteiro, sem separar compras no comércio, transferências entre pessoas e pagamento de contas.

Pix e cartões no 2º trimestre

O Banco Central divulga os cartões de crédito, de débito e pré-pagos numa base trimestral, cujo último dado é de junho de 2026. Nela, o Pix somou 22,93 bilhões de transações no 2º trimestre, 18,4% acima das 19,37 bilhões do 2º trimestre de 2025. Os três tipos de cartão juntos somaram 11,84 bilhões: 5,82 bilhões no crédito, 4,08 bilhões no débito e 1,94 bilhão no pré-pago. O Pix teve quase o dobro das transações dos três cartões somados. A soma dos cartões, a variação de 18,4% e essa comparação são cálculos da redação sobre os números do Banco Central.

A comparação é de quantidade de transações. Ela não diz quanto cada meio de pagamento vendeu nem qual deles o consumidor prefere numa compra em loja. Nas duas bases do Banco Central, a mensal e a trimestral, o Pix do 2º trimestre aparece com os mesmos números: 22,93 bilhões de transações e R$ 10,50 trilhões.

O que isso indica para quem vende

A leitura desta seção é da redação, não do Banco Central. O uso do Pix segue crescendo em quantidade e em valor, embora o ritmo anual tenha desacelerado de julho para setembro. Quem vende online pode usar o total nacional como referência e comparar com a fatia do Pix no próprio checkout, que depende do público, do valor médio das compras e das formas de pagamento oferecidas.

Para um recorte de empresas, a Asaas, com dados de mais de 300 mil clientes, mediu que o Pix responde por 64% das transações de pequenas e médias empresas em 2026, ante 80% em 2023. Sobre cobrança recorrente e parcelamento no Pix, o artigo Pix Automático e Pix parcelado explica o que muda no recebimento de quem vende online. A versão 2.10.0 do manual do Pix, com ajustes no Pix Automático, está numa notícia anterior.

Fonte: Banco Central, Estatísticas de meios de pagamentos (dados até 30/09/2026, consulta em 27/10/2026)

Perguntas frequentes

Quantas transações Pix houve no 3º trimestre de 2026?

Foram 23,98 bilhões de transações de julho a setembro de 2026, segundo a série mensal do Banco Central, 17,0% a mais que as 20,49 bilhões do 3º trimestre de 2025. A soma por trimestre é cálculo da redação sobre os dados mensais.

Quanto dinheiro o Pix movimentou de julho a setembro de 2026?

R$ 11,35 trilhões, contra R$ 9,27 trilhões no mesmo período de 2025, alta de 22,4%. É a soma dos valores mensais do Banco Central, na unidade de milhões de reais que o gráfico do Banco Central indica. A alta em valor é maior que a alta em quantidade porque o valor médio por transação aumentou.

Qual foi o valor médio de cada transação Pix no trimestre?

R$ 473, contra R$ 452 no 3º trimestre de 2025, aumento de 4,6%. É o valor total dividido pelo número de transações, conta feita pela redação. O dado inclui todos os tipos de operação, não só compras em lojas.

Os números do Banco Central mostram quanto do Pix é compra em loja?

Não. O conjunto de dados consultado traz apenas a quantidade e o valor das transações Pix, sem separar compras no comércio, transferências entre pessoas e pagamento de contas.

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