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Shopify no Brasil: o que funciona de pagamento, frete e checkout e para que perfil de loja compensa
Em resumo
A Shopify é uma plataforma de e-commerce por assinatura, com preços em dólar na página para o Brasil. O serviço de pagamento da própria empresa, o Shopify Payments, não atende o Brasil. O ConnectWeek mostra, pela documentação oficial, como a loja recebe por Pix, cartão e boleto, o que cada plano oferece de frete e de checkout, a etapa em que o cliente fecha a compra, e para que perfil de loja a Shopify compensa.
A Shopify é uma plataforma de e-commerce por assinatura: o lojista paga uma mensalidade e usa a loja virtual, o checkout (a etapa em que o cliente fecha a compra) e o painel de pedidos da Shopify, sem cuidar de hospedagem. Lojas brasileiras podem contratar a plataforma. Vários recursos descritos nas páginas da Shopify, porém, dependem do Shopify Payments, o serviço de pagamento da própria empresa. O Brasil não está na lista de países atendidos por ele. Este artigo mostra, pela documentação oficial, o que isso muda no pagamento, o que a plataforma oferece de frete e de checkout para quem vende no Brasil e para que perfil de loja a plataforma tende a compensar. O ConnectWeek consultou em 12 de outubro de 2026 as páginas citadas.
Quanto custa a assinatura e em que moeda ela é cobrada
A página de preços da Shopify para o Brasil mostra quatro planos, todos em dólar. No pagamento mensal, o Basic custa US$ 19, o Grow, US$ 52, e o Advanced, US$ 399. No pagamento anual, o valor equivalente por mês cai para US$ 14, US$ 39 e US$ 299. O plano Plus parte de US$ 2.300 por mês. Na data da consulta, a mesma página anunciava três dias grátis e, depois, US$ 1 por mês durante três meses.
A página de ajuda “Visão geral dos planos e do faturamento” informa que a assinatura é cobrada em euro, libra esterlina, dólar norte-americano ou rupia indiana, conforme a localização da loja. O real não está nessa lista. Para o lojista brasileiro, isso significa uma despesa fixa em moeda estrangeira, cujo valor em reais muda com o câmbio. A mesma página diz que o faturamento anual cobra o ano inteiro de uma vez e que as cobranças de assinatura, em geral, não são reembolsáveis.
A avaliação gratuita também tem regra. A página “Experimentar a Shopify com uma avaliação gratuita” informa que a loja aberta em avaliação começa em modo privado ou com o checkout inativo e que é preciso escolher um plano pago para vender. Segundo essa página, a duração da avaliação e os preços promocionais podem mudar e variar com o local da loja.
O quadro abaixo reúne quatro diferenças entre os planos que pesam para uma loja brasileira. As três primeiras linhas vêm da tabela comparativa da página de preços. A última vem da página de ajuda sobre contas de transportadora de terceiros e disponibilidade. Na linha das contas de equipe, a tabela deixa a célula do Basic em branco, e a página de ajuda do plano Basic informa que ele não permite adicionar contas de membros da equipe.
| Item | Basic | Grow | Advanced | Plus |
|---|---|---|---|---|
| Contas adicionais de membro da equipe | Nenhuma | 5 | 15 | Ilimitadas |
| Locais de estoque | 10 | 10 | 10 | 200 |
| Personalização do checkout | Limitada | Limitada | Limitada | Completa |
| Frete calculado por transportadora de terceiros | Não disponível | Com taxa mensal adicional ou na assinatura anual | Incluído | Incluído |
O Shopify Payments não atende o Brasil: o que muda no pagamento
A página “Países compatíveis com o Shopify Payments” lista 40 países e regiões, e o Brasil não aparece. O texto diz que a empresa localizada fora da lista precisa usar um provedor de pagamento de terceiros, isto é, uma empresa de pagamentos que se conecta ao checkout da Shopify.
A primeira consequência é de custo. Segundo a página de visão geral dos planos, quando a loja usa um provedor de terceiros, a Shopify cobra uma taxa de transação de terceiros, que varia com o plano, e o provedor cobra as próprias taxas de cartão em separado. São duas cobranças sobre a mesma venda, além da mensalidade. A página de preços para o Brasil diz, nas perguntas frequentes, que pode haver taxas de transação de terceiros para quem usa provedor de terceiros e que elas variam com o plano, mas não publica o percentual. A página de ajuda sobre provedores de pagamento de terceiros orienta a consultar a página de preços ou o atendimento da Shopify. Como a página de preços não traz o número, sobra perguntar ao atendimento.
A segunda consequência é de recursos. A página “Pagamentos” informa que o Shop Pay, o checkout acelerado em que o cliente salva os dados de entrega e de pagamento, pode ser ativado por quem usa o Shopify Payments. Na tabela comparativa da página de preços, as linhas “Exibir preços em moedas locais” e “Aceitar formas de pagamento locais”, do grupo “Vender globalmente”, trazem a nota “Requer o Shopify Payments”. Na avaliação do ConnectWeek, essa limitação pesa para a loja brasileira que planeja vender a clientes de outros países e pesa pouco para quem vende só no Brasil, em reais.
Pix, cartão parcelado e boleto entram por provedores de terceiros
A página de ajuda sobre provedores de terceiros fala em mais de 100 provedores de pagamento com cartão e separa dois tipos. Com o provedor direto, o cliente conclui a compra dentro da loja. Com o provedor externo, ele termina o pagamento em uma página hospedada fora da loja.
A página em que a Shopify lista os provedores de pagamento, que ela chama de gateways de pagamento, tem um filtro por país. Com o filtro em “Brazil”, a página exibia 78 opções na data da consulta. Entre elas estavam Mercado Pago (cartões, Checkout Pro e Pix), Cielo (cartão de crédito, boleto e Pix), Stone (cartão de crédito, boleto e Pix), PagBank (cartão de crédito), PagBrasil (cartão de crédito e boleto) e Appmax (cartão de crédito, boleto e Pix). A listagem consultada mostra o nome de cada opção. Tarifa, prazo de recebimento e parcelamento precisam ser conferidos com cada provedor.
A documentação do Mercado Pago para a Shopify serve de exemplo de como essa conexão funciona. A visão geral da integração apresenta dois checkouts: o Checkout Pro, em que o pagamento ocorre no ambiente do Mercado Pago, e o Checkout Transparente, em que ocorre na loja. A página do aplicativo de cartões informa que ele é exclusivo para cartões, que o pagamento com cartão de crédito ou de débito acontece no ambiente da loja, sem redirecionar o cliente, e que a configuração inclui uma etapa de parcelas sem acréscimo. A página do aplicativo de Pix informa que a loja recebe por QR code ou por Pix Copia e Cola, o código que o cliente cola no aplicativo do banco, e precisa ter chaves Pix cadastradas. Para o boleto, a página do aplicativo de cartões remete ao Checkout Pro.
O custo do parcelamento para quem vende está explicado em parcelado sem juros: quem paga a conta. A diferença entre os tipos de empresa de pagamento está em gateway, adquirente e subadquirente.
Há ainda as formas de pagamento manuais. A página “Formas de pagamento manuais” cita a transferência bancária entre os tipos comuns e informa que não há taxa de transação de terceiros nesses pagamentos. O pedido fica marcado como não pago até o lojista confirmar o recebimento e dar baixa à mão. Na avaliação do ConnectWeek, esse caminho serve a uma loja com poucos pedidos por dia. Com volume maior, conferir cada transferência no extrato toma tempo e atrasa o envio.
Frete: taxa fixa ou grátis, e cotação em tempo real a partir do plano Grow
A página “Taxas de frete” descreve três formas de cobrar a entrega: taxa fixa, frete grátis e taxa calculada pela transportadora no momento da compra. As regras podem mudar por produto e por local de envio, com o que a Shopify chama de perfis de frete. A página avisa que esse modelo está sendo substituído aos poucos pelas opções de frete por mercado. A conta que mostra a partir de que valor de pedido o frete grátis se paga está em frete grátis: quanto custa.
A taxa calculada pela transportadora, que é a cotação em tempo real, depende do plano e da transportadora. Sobre o plano, como mostra o quadro dos planos, a página de contas de transportadora informa que o recurso está incluído no Advanced e no Plus, que a loja do Grow pode contratá-lo por uma taxa mensal adicional ou recebê-lo na assinatura anual e que ele não está disponível nos outros planos. Sobre a transportadora, a mesma página lista cinco contas que podem ser conectadas: UPS, USPS, Australia Post, Canada Post e FedEx. Os Correios não estão na lista. A UPS e a FedEx aparecem como disponíveis para lojas que despacham de qualquer país, e as outras três atendem quem despacha dos Estados Unidos, da Austrália e do Canadá.
Na avaliação do ConnectWeek, a loja brasileira pode montar uma tabela própria por região e faixa de peso ou procurar, na loja de aplicativos da Shopify, um aplicativo de frete que consulte as transportadoras que ela usa. A página de taxas de frete não condiciona a taxa fixa a nenhum plano. Antes de contratar o aplicativo, a loja precisa perguntar ao desenvolvedor que plano da Shopify o aplicativo exige. A página de ajuda sobre frete calculado por transportadoras de terceiros prevê o uso de aplicativo para exibir taxas calculadas e as taxas de frete backup (de reserva), que aparecem quando a cotação calculada por aplicativo ou transportadora falha e nenhuma outra taxa se aplica. Elas evitam que o cliente fique sem opção de entrega no checkout.
A página “Configuração de frete e processamento de pedidos” cita ainda a entrega local para clientes próximos e a retirada na loja. Os pontos de retirada de redes de terceiros, que a mesma página menciona, têm restrição de país e de plano, explicada em ponto de retirada e armário inteligente na loja virtual. A escolha entre os serviços de entrega em si é o tema de Correios, transportadora ou fulfillment.
Checkout: endereço no formato brasileiro e personalização completa só no Plus
A página “Shopify Checkout” informa que o mesmo checkout recebe os pedidos de todos os canais de venda online da loja. Ela explica também que a reserva do estoque só acontece depois que o cliente informa o pagamento. Antes disso, a cada etapa concluída, o sistema confere se o produto ainda está disponível.
Para endereços no Brasil, o formulário muda sozinho. A página “Configurar as preferências de coleta de endereço” informa que, quando o cliente seleciona o Brasil, o campo de endereço é trocado por dois campos, nome da rua e número, e entra um campo de bairro. Os três são obrigatórios, e o lojista não pode alterar essa regra. A página ressalva que checkouts acelerados como o PayPal não exigem esses campos e que eles não aparecem em lojas com aplicativos ou personalizações que editam o endereço. A mesma página inclui o Brasil entre os países em que o cliente recebe sugestões de endereço enquanto digita.
O limite está na personalização. A tabela da página de preços classifica a personalização do checkout como “Limitada” nos planos Basic, Grow e Advanced e como “Completa” só no Plus. Quem precisa de um passo próprio no checkout deve conferir se ele cabe no plano pretendido antes de migrar. Os pontos em que o cliente costuma desistir, em qualquer plataforma, estão em checkout que converte.
Para que perfil de loja a Shopify compensa
O que segue é avaliação do ConnectWeek, feita com base nas regras descritas acima. A Shopify tende a servir a uma marca com catálogo próprio que quer a loja no ar sem cuidar de servidor: a página de preços lista, entre os recursos dos planos, hospedagem ilimitada na web e certificado SSL gratuito, que põe o cadeado e o https no endereço da loja. A plataforma também tende a servir à loja que resolve a entrega com tabela fixa ou com frete grátis acima de certo valor e já tem conta em um dos provedores de pagamento listados para o Brasil. Para a loja que também pretende vender a outras empresas, os recursos do Shopify B2B e o que muda neles de um plano para outro estão em portal de pedidos B2B: preço por cliente, pedido mínimo e cadastro aprovado.
A conta fica mais difícil em três situações. Uma é a margem apertada, porque a venda carrega a taxa do provedor de pagamento e a taxa de transação de terceiros da Shopify, e a mensalidade é publicada em dólar. Outra é a loja que depende de cotação de frete em tempo real e pretende ficar no Basic, o plano de entrada. A terceira é a operação que precisa de personalização completa do checkout, que a tabela de preços só mostra no Plus.
Para a troca de plano, a própria Shopify dá um critério. As perguntas frequentes sobre os planos sugerem considerar o plano superior quando o total pago em taxas de transação de terceiros passa da diferença de mensalidade entre os dois planos. O ConnectWeek propõe uma conta mais específica, que compara a economia de taxa com a diferença de mensalidade. O exemplo é hipotético. No pagamento mensal, pela página de preços, a diferença entre o Basic e o Grow é de US$ 33 (US$ 52 menos US$ 19). Suponha que a taxa de transação de terceiros seja 1 ponto percentual menor no Grow. Esse número é uma hipótese do ConnectWeek, não um dado da Shopify. Nesse caso, a troca empata quando a loja vende US$ 3.300 por mês, porque 1% de US$ 3.300 é US$ 33. Com o percentual real de cada plano em mãos, basta dividir a diferença de mensalidade pela diferença entre as taxas.
A comparação com outras plataformas pede o mesmo cuidado de somar mensalidade, taxas e aplicativos, como mostra o artigo sobre custo total das plataformas de e-commerce. Quem ainda está montando a operação encontra a ordem das tarefas em como montar um e-commerce do zero. A leitura equivalente de uma plataforma cobrada em reais, que tem plano gratuito, está em Nuvemshop: planos, tarifa por venda e para quem compensa.
O que conferir antes de assinar
- O percentual da taxa de transação de terceiros em cada plano, para loja localizada no Brasil, informado por escrito pelo atendimento da Shopify.
- Se o provedor de pagamento escolhido aparece na lista de provedores com o filtro em “Brazil”, e se ele conclui o pagamento dentro da loja ou em página externa.
- Como o provedor trata Pix, boleto e parcelamento, e quanto cobra por cada um.
- Que aplicativo fará a cotação de frete, quanto ele custa por mês e que plano da Shopify ele exige.
- O valor da mensalidade em reais no dia da contratação, no pagamento mensal e no anual.
- Se o checkout padrão atende à operação sem ajustes que dependam do plano Plus.
Parte dessas dúvidas se resolve na avaliação gratuita. A página de ajuda sobre a avaliação sugere usar o período para explorar as configurações de frete e verificar se o provedor de pagamento de terceiros é compatível com a Shopify. Ela informa também que, para vender e aceitar pedidos nesse período, a loja precisa configurar um provedor de pagamento.
Fonte: Shopify: página de preços para o Brasil
Perguntas frequentes
O Shopify Payments está disponível no Brasil?
Não. A página da Shopify com os países compatíveis com o Shopify Payments, consultada em 12 de outubro de 2026, lista 40 países e regiões, e o Brasil não está entre eles. A mesma página informa que a empresa localizada fora da lista precisa usar um provedor de pagamento de terceiros.
A loja brasileira na Shopify consegue receber por Pix?
Consegue, por meio de um provedor de pagamento de terceiros, isto é, uma empresa de pagamentos que se conecta à loja. Com o filtro de país em “Brazil”, a lista de gateways de pagamento da Shopify exibia opções de Pix do Mercado Pago, da Cielo, da Stone e da Appmax na data da consulta. A documentação do Mercado Pago informa que o aplicativo de Pix para a Shopify recebe por QR code ou por Pix Copia e Cola e exige chaves Pix cadastradas.
Em que moeda a Shopify cobra a assinatura?
A página de preços da Shopify para o Brasil mostra os planos em dólar. A central de ajuda informa que a assinatura é cobrada em euro, libra esterlina, dólar norte-americano ou rupia indiana, conforme a localização da loja. O real não está nessa lista, e por isso o valor em reais muda com o câmbio.
A Shopify cobra taxa por venda além da mensalidade?
Cobra, quando a loja usa um provedor de pagamento de terceiros, que é o caso das lojas localizadas no Brasil. A central de ajuda da Shopify informa que a taxa de transação de terceiros varia com o plano e que o provedor de pagamento cobra as próprias taxas em separado. A página de preços para o Brasil não publica o percentual. Os pagamentos manuais, como a transferência bancária, não têm essa taxa.
A Shopify calcula o frete dos Correios no checkout?
Não pelo frete calculado da Shopify, o recurso que consulta o preço na transportadora na hora da compra. As contas que podem ser conectadas a ele são de cinco transportadoras (UPS, USPS, Australia Post, Canada Post e FedEx), e os Correios não estão na lista. O recurso está incluído nos planos Advanced e Plus, no Grow depende de uma taxa mensal adicional ou da assinatura anual e não está disponível nos demais planos. A página de taxas de frete da Shopify descreve a taxa fixa e o frete grátis sem restrição de plano.



