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Domínio da loja virtual: como escolher o nome, registrar no Registro.br e não perder o endereço

Em resumo

O domínio é o endereço da loja virtual na internet, e os terminados em .br são registrados no Registro.br. O ConnectWeek explica como escolher o nome, por que registrar no CNPJ da empresa, quanto custa o registro em cada período e que cuidados evitam perder o endereço por falta de pagamento ou de acesso à conta. As regras e os preços foram lidos nas páginas do Registro.br em 12 de outubro de 2026.

O domínio é o endereço da loja virtual na internet, como minhaloja.com.br. No Brasil, os endereços terminados em .br são registrados no Registro.br, serviço do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Este artigo explica como escolher o nome, em nome de quem registrar, quanto custa e o que fazer para não perder o endereço por falta de pagamento ou de acesso à conta. As regras e os preços vêm das páginas de ajuda do Registro.br, lidas pelo ConnectWeek em 12 de outubro de 2026.

Quem pode registrar e por que o titular importa

Segundo a ajuda do Registro.br, pode registrar um domínio .br a empresa (com CNPJ) ou a pessoa física maior de idade (com CPF) que esteja estabelecida legalmente no país e tenha um contato em território nacional. O documento usado no registro define o titular, que é o dono do endereço.

Essa escolha é difícil de desfazer. A ajuda sobre gerenciamento de conta informa que o CPF ou o CNPJ do titular é a única informação que não se altera pela internet: a troca é tratada como transferência de domínio, com procedimento próprio. Na avaliação do ConnectWeek, a loja que já tem CNPJ deve registrar o domínio no CNPJ da empresa, e não no CPF de um sócio, de um funcionário ou da agência que montou o site. Assim o endereço continua com a empresa quando o sócio ou o funcionário sai, ou quando o contrato com a agência termina.

O registro do domínio não se confunde com o registro da marca, que é feito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e está explicado no artigo sobre registro de marca no INPI.

Como escolher o nome

O Registro.br aceita qualquer nome que apareça como "Domínio disponível para registro" na pesquisa do site. A ajuda esclarece que não é preciso usar a razão social nem a marca da empresa, desde que o nome respeite o contrato de registro. As regras do domínio trazem quatro limites de escrita:

  • ter de 2 a 26 caracteres, sem contar a terminação (em minhaloja.com.br, conta só "minhaloja");
  • usar apenas letras de "a" a "z", números, hífen, as letras acentuadas listadas nas regras e o ç;
  • não ser formado só por números;
  • não começar nem terminar com hífen.

Há ainda uma regra de equivalência. Para comparar dois nomes, o sistema tira os acentos, troca o ç por "c" e descarta os hifens. Se o nome equivalente já pertence a outro titular, o registro não é permitido. Por essa regra, "calçados-sp" e "calcadossp" são nomes equivalentes: só o mesmo titular pode registrar os dois.

Sobre acentos, a ajuda é cautelosa. Ela diz que o uso de letras acentuadas em domínios ainda é uma tecnologia em desenvolvimento e, por enquanto, só é recomendado para serviços web. Orienta também a registrar sempre as duas versões, com e sem acento, apontando para o mesmo destino. Na avaliação do ConnectWeek, a versão sem acento deve ser a principal da loja, porque o mesmo endereço também serve a outros usos, como o e-mail. Antes de fechar o nome, vale conferir se ele não repete marca de terceiros, como explica o artigo sobre posicionamento de marca para pequenas empresas.

Qual terminação usar

A parte final do endereço se chama categoria. A página de categorias do Registro.br lista mais de uma centena delas e avisa que algumas só podem ser registradas em CPF, outras só em CNPJ, e que parte exige documentos ou autorização. As duas descritas como de "atividades comerciais" são a .com.br e a .net.br, do grupo que a página chama de genéricos. A ajuda informa que os domínios genéricos podem ser registrados por pessoas físicas ou jurídicas.

Outra pessoa pode registrar o mesmo nome em outra categoria. A ajuda confirma essa possibilidade e acrescenta que o registro caracterizado como de má-fé pode ser suspenso ou transferido. Para os detalhes, ela remete ao regulamento do SACI-Adm, o sistema de resolução de conflitos listado no site do Registro.br. Na avaliação do ConnectWeek, quem quer evitar que outra empresa use o mesmo nome em outra terminação deve registrar também as categorias mais próximas do negócio.

Quanto custa

Os valores abaixo estão na página Pagamento de domínio, que os apresenta como válidos desde 2017. O ConnectWeek consultou apenas essa página, em 12 de outubro de 2026. A coluna "por ano" é conta do ConnectWeek: o valor do período dividido pelo número de anos.

Período de registroValorPor ano
1 anoR$ 40,00R$ 40,00
2 anosR$ 76,00R$ 38,00
3 anosR$ 112,00R$ 37,33
5 anosR$ 184,00R$ 36,80
10 anosR$ 364,00R$ 36,40

A página lista também os períodos de 4, 6, 7, 8 e 9 anos (R$ 148,00, R$ 220,00, R$ 256,00, R$ 292,00 e R$ 328,00). Ela informa que quase todas as categorias seguem essa tabela e cita duas exceções, a .nom.br e a .emp.br. O pagamento pode ser feito por Pix, cartão de crédito Visa ou MasterCard ou boleto bancário. Alterar os dados de um domínio não tem custo. O período mais longo sai pouco mais barato por ano, mas a vantagem maior, na avaliação do ConnectWeek, é outra: menos renovações para lembrar.

O registro, do pedido ao endereço no ar

A ordem abaixo é um resumo do ConnectWeek. As páginas lidas trazem as regras de cada etapa, e não o passo a passo das telas.

  1. Crie a conta no site do Registro.br com os dados de quem vai administrar o domínio.
  2. Pesquise o nome e confirme a mensagem "Domínio disponível para registro".
  3. Informe o titular. Na avaliação do ConnectWeek, é aqui que deve entrar o CNPJ da empresa.
  4. Decida os servidores DNS. DNS é o sistema que liga o nome do domínio ao servidor onde o site e o e-mail estão. As regras exigem pelo menos dois servidores DNS respondendo pelo nome. Eles podem ser os da plataforma de loja ou os da hospedagem, que é o serviço que mantém o site no ar. Podem também ser os do próprio Registro.br, que a ajuda oferece a quem ainda não tem estrutura própria.
  5. Pague a primeira cobrança. As instruções chegam pelo e-mail de confirmação do registro.

Sem pendências e com os servidores do Registro.br, o domínio é registrado em até 5 minutos, segundo a ajuda. Quem informa servidores próprios ou de um provedor de hospedagem e recebe erro tem duas semanas, contadas do pedido, para deixá-los configurados. Depois do registro, as configurações de e-mail da loja são feitas nos servidores DNS escolhidos para o domínio, como explica o guia de SPF, DKIM e DMARC.

Também é possível registrar por meio de uma empresa de hospedagem ou de um Provedor de Serviços, que é a empresa homologada pelo Registro.br para registrar e manter domínios de clientes. A ajuda avisa de uma diferença. O cliente de um Provedor de Serviços só consegue alterar os dados do domínio por meio do provedor. O cliente de uma empresa de hospedagem comum continua podendo entrar no sistema do Registro.br, desde que seja contato do domínio.

Os quatro contatos: quem consegue mexer no domínio

Contato, no Registro.br, é o usuário cadastrado no sistema que tem permissões sobre o titular ou sobre o domínio. Cada domínio tem quatro, e cada um pode fazer coisas diferentes, segundo a ajuda do Registro.br:

ContatoO que pode fazer
Do titularAtualiza os dados do titular, registra novos domínios e troca quem são os contatos dos domínios
AdministrativoAltera os servidores DNS e troca os contatos técnico e de cobrança
TécnicoAltera os servidores DNS
De cobrançaFornece o e-mail para o envio da cobrança

As permissões do quadro valem quando o titular e os domínios não são administrados por um Provedor de Serviços. A recomendação da ajuda é direta: os contatos administrativo e de cobrança devem ser do próprio titular. Quando a loja contrata um provedor para a parte técnica, é usual que o contato técnico seja dele, e delegar apenas esse contato basta para qualquer ajuste técnico. Na pessoa jurídica, o contato do titular deve ser alguém da empresa.

Como não perder o domínio

  • Mantenha o e-mail dos contatos em dia. A página de pagamento informa que um aviso de cobrança é enviado aos contatos do domínio no ato do registro e 30 dias antes de cada vencimento. Um e-mail de ex-funcionário significa aviso que ninguém lê.
  • Pague antes de vencer. Sem pagamento, o domínio é congelado, isto é, deixa de ser publicado na internet, e depois de um período é liberado para novo registro. A página avisa que não há cobrança judicial, mas o titular devedor pode ficar limitado para registrar novos domínios.
  • Saiba que existe a extensão de pagamento. Para o domínio congelado por falta de pagamento, o Registro.br oferece uma extensão de pagamento, que publica o domínio de novo por um período curto enquanto a loja paga. Ela só pode ser usada uma vez.
  • Ative a verificação em duas etapas. O Registro.br chama o recurso de token. É um segundo código, gerado em aplicativo ou em dispositivo físico, pedido além da senha. O uso é opcional e recomendado pelo serviço. Guarde os códigos de recuperação: a ajuda informa que, para quem ativou o token, redefinir a senha passa a exigir esses códigos ou o token físico, além do acesso ao e-mail do cadastro. Outros cuidados com contas e senhas estão no checklist de segurança da loja virtual.
  • Desconfie de boleto que chega pelo correio. A página de pagamento informa que as cobranças são emitidas eletronicamente pelo sistema e que o Registro.br não envia boletos pelo correio. Na dúvida, entre na conta e emita a cobrança por lá.

Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.

Fonte: Registro.br: Ajuda, Registro de novos domínios

Perguntas frequentes

Quanto custa registrar um domínio .com.br?

Pela página de pagamento do Registro.br, lida pelo ConnectWeek em 12 de outubro de 2026, o registro custa R$ 40,00 por um ano. Períodos mais longos saem um pouco mais baratos por ano: R$ 76,00 por dois anos, R$ 112,00 por três, R$ 184,00 por cinco e R$ 364,00 por dez. A página informa que quase todas as categorias seguem essa tabela.

É melhor registrar o domínio da loja no CPF ou no CNPJ?

Na avaliação do ConnectWeek, no CNPJ, quando a empresa já existe. O documento usado no registro define o titular do domínio. A ajuda do Registro.br informa que o CPF ou o CNPJ do titular é a única informação que não se altera pela internet: a troca é tratada como transferência, com procedimento próprio.

O que acontece se eu não pagar a renovação do domínio?

Segundo a página de pagamento do Registro.br, o domínio é congelado e, depois de um período, liberado para novo registro. Congelado quer dizer que ele deixa de ser publicado na internet. A mesma página informa que não há cobrança judicial, mas o titular devedor pode ficar limitado para registrar novos domínios. Para o domínio congelado por falta de pagamento, há uma extensão de pagamento, que só pode ser usada uma vez.

Preciso contratar hospedagem para registrar um domínio .br?

Não. Hospedagem é o serviço que mantém o site no ar, e o registro não depende dela. A ajuda do Registro.br explica que o registro exige pelo menos dois servidores DNS configurados para o domínio, e que eles podem ser da plataforma ou da hospedagem da loja ou do próprio Registro.br, para quem ainda não tem estrutura própria. DNS é o sistema que liga o nome do domínio ao servidor onde o site está.

Posso registrar um domínio com acento ou cedilha?

Pode. A ajuda do Registro.br impõe uma condição: o nome equivalente sem acento, escrito com c no lugar de ç, não pode pertencer a outro titular. A mesma página diz que o uso de acentos só é recomendado, por enquanto, para serviços web, e orienta a registrar sempre as duas versões.

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