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EAN e GTIN para marketplace: quando o código é obrigatório, como obter e como conferir o dígito

Em resumo
O código de barras do produto (EAN ou GTIN) é exigido em parte dos anúncios, conforme o canal, a categoria e a marca. O ConnectWeek explica a diferença entre GTIN, EAN, UPC e SKU, o que Mercado Livre, Amazon e Google informam em suas páginas oficiais, o que fazer quando o produto não tem código, como pedir um na GS1 Brasil e como conferir o dígito verificador com uma conta de multiplicar, somar e subtrair.
O código de barras do produto, chamado de EAN ou GTIN, é obrigatório em parte dos anúncios, e não em todos: depende do canal, da categoria e da marca. No Mercado Livre, a página “Identificadores de produtos”, da documentação para integradores, informa que o campo é exigido em algumas categorias e que, no site brasileiro, é sempre exigido no domínio de celulares. Na Amazon, a página “Como vender” diz que o vendedor precisa de código válido conforme a categoria e prevê um pedido de isenção para produto artesanal, sem marca ou kit que não foi montado pelo fornecedor. No Google, a página do atributo traz o código como recomendado para todo produto com GTIN atribuído pelo fabricante, e a especificação de dados de produtos do Merchant Center o lista como obrigatório para todo produto com GTIN conhecido. Este guia explica o que é cada sigla, quando o código é exigido, o que fazer quando o produto não tem código, como obter um na GS1 Brasil e como conferir o dígito verificador com uma conta simples.
Qual é a diferença entre GTIN, EAN, UPC e SKU?
GTIN é a sigla em inglês de Número Global de Item Comercial: o número que identifica um produto no mundo inteiro e que aparece impresso embaixo das barras. Segundo a página da GS1 Brasil sobre o GTIN, EAN é o nome pelo qual ficou conhecido o GTIN de 13 dígitos, o mais comum no varejo; UPC é o de 12 dígitos, usado nos Estados Unidos e no Canadá; e SKU é um código interno, criado pela própria empresa, sem validade global.
| Código | Dígitos | Para que serve, segundo a GS1 Brasil |
|---|---|---|
| GTIN-8 | 8 | Itens pequenos, que não comportam o código de 13 dígitos |
| GTIN-12 (UPC) | 12 | Produtos nos Estados Unidos e no Canadá |
| GTIN-13 (EAN) | 13 | Identifica o produto na loja física e no e-commerce |
| GTIN-14 | 14 | Agrupamentos de itens iguais, como a caixa de embarque |
A confusão mais comum, na avaliação do ConnectWeek, é preencher o campo de GTIN do marketplace com o SKU. A documentação do Mercado Livre avisa, nas considerações da página de identificadores, que esses códigos não são SKU internos.
Quando o código é obrigatório?
O quadro resume o que cada uma das três fontes informa; os detalhes vêm em seguida.
| Canal | O que a página oficial diz | Sem código |
|---|---|---|
| Mercado Livre | Exigido em algumas categorias; sempre em celulares no Brasil; passa a ser exigido quando a marca já tem pelo menos 30 GTINs publicados | Em parte das categorias, informar o motivo em campo próprio |
| Amazon | Código válido da GS1 ou ISBN, dependendo da categoria | Pedido de isenção de GTIN |
| Google Merchant Center | Recomendado na página do atributo; obrigatório, na especificação de dados de produtos, para todo produto com GTIN conhecido | Não enviar; nunca inventar |
Mercado Livre. Segundo a página de identificadores, atualizada em 29 de dezembro de 2025, quando a categoria tem o atributo, ele pode vir marcado como obrigatório sempre ou como obrigatório sob condição, caso em que o vendedor deve priorizar o código e, se não o tiver, pode informar o motivo. A página cita ainda uma terceira marcação, a de obrigatório quando o produto é novo. A mesma página traz a regra da marca: quando a marca do item já soma 30 ou mais GTINs publicados, o campo deixa de ser opcional. E avisa que os anúncios sem o código devidamente carregado ficam moderados ou pausados. O texto é escrito para quem integra sistemas pela API; o ConnectWeek não conferiu, para este guia, as telas do painel do vendedor.
Amazon. A página “Como vender” informa que só são aceitos códigos válidos da GS1 ou da agência do ISBN, fornecidos pelo fabricante. Quando o produto já existe no site, a página diz que basta colocar o código no Seller Central. O restante do cadastro está em como vender na Amazon Brasil.
Google. A página do atributo GTIN diz que produtos com o código ausente ou incorreto podem ter visibilidade limitada, e orienta: em caso de dúvida, não informe; não tente adivinhar nem invente um valor.
O produto não tem código: o que fazer?
Nem todo produto tem GTIN, e as três fontes reconhecem isso. O caminho muda conforme o canal.
- Mercado Livre: nas categorias em que o código é obrigatório sob condição, a página de identificadores prevê um campo para o motivo da ausência, com quatro valores: artesanal (confecção própria), kit (conjunto de produtos), não registrado e outro. A página pede que o código seja sempre priorizado.
- Amazon: a página do Seller Central sobre produtos sem ID lista quem pode pedir a isenção de GTIN: produtos de marca própria ou artesanais, produtos que o vendedor fabrica, marca ou publica sem código de barras, peças sem código, combos e produtos genéricos, sem marca. E lista quem não pode, entre eles: produto que já tem código, que já está no catálogo ou que é de marca que exige o código.
- Google: a página do atributo diz que, se o produto não tem GTIN, a informação não precisa ser enviada, o que costuma acontecer quando a loja é a única a vender o item ou quando ele é de marca própria.
A isenção da Amazon exige prova. A página do Seller Central sobre produtos sem ID pede fotografias de verdade, nítidas, que mostrem o produto e a embalagem por todos os lados, e cita, entre os motivos de rejeição, nome da marca alterado digitalmente, imagens de baixa qualidade e a existência de um código GS1 para o produto.
Nenhuma das três fontes trata o campo como de preenchimento livre. O Google pede que não se tente adivinhar nem inventar um valor; a Amazon diz aceitar só códigos válidos, fornecidos pelo fabricante; e o Mercado Livre informa que valida os GTINs enviados e não permite a publicação quando são inválidos. Na leitura do ConnectWeek, o risco é conhecido: o código de um item parecido, copiado de um concorrente, pode ligar o anúncio à ficha errada.
Como obter um GTIN na GS1 Brasil
Quem fabrica ou tem marca própria e quer o código precisa pedi-lo. Na página consultada, a GS1 Brasil se apresenta como “a única entidade autorizada a emitir GTIN” e descreve o processo, que é feito pela internet, em cinco etapas:
- Cadastrar a empresa no site da GS1 Brasil e escolher o plano, que varia com o porte do negócio.
- Associar-se: só empresas associadas emitem GTIN.
- Entrar no Cadastro Nacional de Produtos e registrar nome, descrição, dimensões e os demais dados de cada item.
- Receber o código: cada produto cadastrado gera um número exclusivo.
- Usar o código nas embalagens, nos cadastros de marketplace e nos documentos fiscais.
Este guia não informa preço: a página consultada diz que o plano depende do porte da empresa e não mostra valores em reais; a pergunta “Quanto custa obter um GTIN?” aparece nas perguntas frequentes, e a resposta não foi lida para este guia. Dois avisos da própria GS1 Brasil valem a leitura antes de pedir. O código é permanente e não pode ser alterado. E a impressão das barras pode ser feita internamente, por uma gráfica ou pelo próprio Cadastro Nacional de Produtos.
Quem revende produto de terceiros, em regra, usa o código do fabricante, que costuma vir impresso na embalagem: a Amazon diz aceitar códigos fornecidos pelo fabricante, e o Google fala em GTIN atribuído pelo fabricante. Se o produto chegar sem código, vale o caminho de produto sem código de cada canal. A regra prática, na sugestão do ConnectWeek, é pedir a lista de GTINs ao fornecedor junto com a tabela de preços, antes do primeiro pedido.
Como conferir o dígito verificador: a conta
O último dígito do GTIN é calculado a partir dos outros, e isso permite descobrir um erro de digitação antes de o marketplace recusar o cadastro. O método está na página da GS1 sobre o cálculo manual: em um código de 13 dígitos, multiplicam-se os doze primeiros, da esquerda para a direita, por 1 e por 3, alternadamente; somam-se os resultados; e subtrai-se a soma do múltiplo de dez igual ou imediatamente superior. O resultado é o dígito verificador.
O exemplo usa o número que a página do atributo GTIN, do Google, apresenta como modelo de formato, 3234567890126. Os doze primeiros dígitos são 3, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 0, 1 e 2.
| Posição | Dígito | Multiplicador | Resultado |
|---|---|---|---|
| 1º | 3 | × 1 | 3 |
| 2º | 2 | × 3 | 6 |
| 3º | 3 | × 1 | 3 |
| 4º | 4 | × 3 | 12 |
| 5º | 5 | × 1 | 5 |
| 6º | 6 | × 3 | 18 |
| 7º | 7 | × 1 | 7 |
| 8º | 8 | × 3 | 24 |
| 9º | 9 | × 1 | 9 |
| 10º | 0 | × 3 | 0 |
| 11º | 1 | × 1 | 1 |
| 12º | 2 | × 3 | 6 |
A soma dos resultados é 94. O múltiplo de dez imediatamente acima é 100, e 100 − 94 = 6: o dígito verificador é 6, o mesmo que fecha o número do exemplo. A conta mostra erro de digitação, e não se o código pertence de fato ao produto. Em uma planilha, a conta cabe em uma coluna por dígito e serve para conferir o catálogo inteiro de uma vez. A página do Google indica, para o mesmo fim, a calculadora de dígito verificador da GS1.
Cinco erros que travam ou prejudicam o cadastro
- Um código para todas as variações. A página do Google informa que cada variante, como cor e tamanho diferentes, tem o próprio GTIN.
- SKU no campo de GTIN. A documentação do Mercado Livre avisa que o identificador não é o SKU interno, e que os códigos enviados são validados antes da publicação.
- Código de faixa restrita. A página do atributo GTIN, do Google, pede que não se enviem códigos com os prefixos 02, 04 ou 2, de uso restrito, nem com os prefixos 05, 98 e 99, de cupons.
- Dígito verificador errado. É o erro que a conta do capítulo anterior encontra.
- Pedir isenção para produto que tem código. A página da Amazon lista esse caso entre os que não podem pedir a isenção.
Roteiro para organizar os códigos do catálogo
Uma planilha resolve, na sugestão do ConnectWeek, com seis colunas: SKU, descrição, GTIN, tipo (8, 12, 13 ou 14 dígitos), origem do código (fabricante ou GS1 em nome da loja) e dígito conferido. Preencha primeiro os produtos de marca de terceiros, com o código da embalagem; depois separe os de marca própria e decida, item a item, entre pedir o código e usar o caminho de produto sem código de cada canal. Quando o catálogo passa por um sistema de gestão, o GTIN é a chave que liga o mesmo produto em todos os canais, tema de ERP, marketplaces e loja virtual conversando.
O código também é lido fora dos marketplaces. Ele entra nos dados estruturados da página, como mostra o guia de dados estruturados de produto, e aparece entre os campos de produto tratados em cadastro de produto para IA. Para o restante do anúncio, veja como vender no Mercado Livre e SEO para marketplace.
Fonte: Mercado Livre Developers — Identificadores de produtos
Perguntas frequentes
EAN e GTIN são a mesma coisa?
Segundo a GS1 Brasil, GTIN é o nome do padrão, o Número Global de Item Comercial, e EAN é como ficou conhecido o GTIN de 13 dígitos, o mais comum no varejo. O UPC é o de 12 dígitos, usado nos Estados Unidos e no Canadá.
O código EAN é obrigatório no Mercado Livre?
Depende da categoria e da marca. A documentação do Mercado Livre para integradores informa que o atributo é exigido em algumas categorias, sempre em celulares no Brasil, e que passa a ser exigido quando a marca do item já tem pelo menos 30 GTINs publicados. Em parte das categorias, quem não tem o código pode informar o motivo.
Dá para vender na Amazon sem código de barras?
Em alguns casos, com isenção de GTIN. A página do Seller Central lista quem pode pedir: produtos de marca própria ou artesanais, produtos que o vendedor fabrica, marca ou publica sem código de barras, peças sem código, combos e produtos genéricos, sem marca. Produto que já tem código ou que já está no catálogo não pode.
Como conseguir um código EAN para o meu produto?
A GS1 Brasil se apresenta, em sua página, como “a única entidade autorizada a emitir GTIN”. O processo descrito em sua página tem cinco etapas: cadastrar a empresa e escolher o plano, associar-se, registrar o produto no Cadastro Nacional de Produtos, receber o código e aplicá-lo em embalagens e cadastros.
Posso usar o SKU no lugar do GTIN?
Não. O SKU é um código interno, criado pela própria empresa, sem validade global, segundo a GS1 Brasil. A documentação do Mercado Livre avisa que os identificadores de produto não são SKU internos.
Como saber se um código de barras é válido?
Pelo dígito verificador. Em um código de 13 dígitos, multiplicam-se os doze primeiros por 1 e por 3, alternadamente, somam-se os resultados e subtrai-se a soma do múltiplo de dez igual ou imediatamente superior. No exemplo do artigo, a soma é 94 e o dígito é 6. A conta mostra erro de digitação, e não se o código pertence de fato ao produto.





