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GestãoArtigoDados com fonte declarada

Carreira em e-commerce: os cargos, o que cada um faz e por onde começar

Em resumo

Na síntese do ConnectWeek, a carreira em e-commerce tem cinco áreas: operação da loja, marketing e aquisição, atendimento, logística e dados. O artigo mostra os títulos que a Classificação Brasileira de Ocupações reconhece, as vinte atividades de operação de loja virtual que ela lista para o analista de e-commerce, por onde começar e um modelo de vaga. Sem faixa salarial, e o texto explica por quê.

Na síntese do ConnectWeek, a carreira em e-commerce se organiza em cinco áreas: operação da loja, marketing e aquisição, atendimento, logística e dados. Um dos cargos da área tem título na classificação oficial: a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho e Emprego, traz o título “Analista de e-commerce”, código 1423-55, e descreve vinte atividades de operação de loja virtual para ele. Este artigo mostra o que a CBO reconhece, o que cada cargo entrega, como a estrutura muda conforme o tamanho da loja e por onde começar, e traz um modelo de descrição de vaga para o lojista. Faixas salariais ficaram de fora de propósito, e o capítulo 6 explica por quê.

Quais cargos de e-commerce a CBO reconhece?

A CBO é a classificação que o governo usa para identificar as ocupações do mercado de trabalho nos registros administrativos e nas pesquisas domiciliares. Segundo a página da classificação no portal do Ministério, ela foi instituída pela Portaria nº 397, de 9 de outubro de 2002, seus efeitos são administrativos e não alcançam as relações de trabalho, e a regulamentação de uma profissão, diferentemente da CBO, é feita por lei. Ou seja: constar da CBO significa que a ocupação é reconhecida, e não que seja regulamentada.

O ConnectWeek baixou, em 8 de outubro de 2026, as tabelas de ocupações e de sinônimos publicadas na área de downloads da CBO. Os títulos abaixo são os que mais se aproximam do dia a dia de uma loja virtual; a escolha dos títulos é do ConnectWeek, e os códigos e nomes são os das tabelas (o ConnectWeek acrescentou o acento de “logística” nos títulos, que os arquivos trazem sem ele).

CódigoTítulo na CBOSinônimos registrados (exemplos)
1423-55Analista de e-commerce—
1423-15Gerente de marketingGerente de marketing e vendas; gerente de produtos
2534-05Analista de mídias sociaisSocial media; analista de redes sociais; analista de mídias digitais
2534-10Influenciador digitalCriador de conteúdo digital; produtor de conteúdo digital
2112-20Cientista de dados—
2527-15Analista de logística—
4141-25EstoquistaAuxiliar de estoque; encarregado de estoque
4141-35Expedidor de mercadoriasAuxiliar de expedição
4141-40Auxiliar de logísticaAuxiliar operacional de logística
4201-35Supervisor de telemarketing e atendimentoSupervisor de atendimento ao cliente

Nas mesmas tabelas, o ConnectWeek procurou e não encontrou nenhum título ou sinônimo com as palavras “marketplace”, “SEO”, “CRM” ou “tráfego pago”. Esses nomes aparecem em anúncios de vaga, mas, na data da consulta, não tinham código próprio na classificação. Qual código usar no registro de cada empregado é assunto para a contabilidade da empresa.

O que faz um analista de e-commerce, segundo a CBO?

O perfil ocupacional do código 1423-55, publicado na mesma área de downloads, lista vinte atividades sob o título “administrar operações de e-commerce”. O mesmo perfil traz outros grupos de atividades, de planejamento, campanhas, coordenação e análise, que este artigo não detalha. Na leitura do ConnectWeek, as vinte atividades de operação descrevem um generalista que acompanha o pedido do começo ao fim. Agrupadas pelo ConnectWeek, ficam assim:

  • Vitrine e catálogo: cadastrar produtos no sistema, acompanhar o fluxo de cadastro e fotografia, atualizar imagens, vídeos e conteúdos da loja e definir a comunicação visual.
  • Pedido e faturamento: recolher os pedidos, emitir fatura e nota fiscal, acompanhar o fluxo de pedidos e controlar a quantidade de vendas.
  • Entrega: verificar meios de transporte, contratar transportadora, acompanhar o envio, rastrear pedidos e providenciar a logística reversa, que a CBO descreve como devolução e troca de produtos.
  • Cliente: tirar dúvidas, atender as redes sociais, acompanhar o pós-venda e recuperar carrinho abandonado.
  • Estoque e problemas: acompanhar entradas e saídas de produtos, identificar problemas da operação e encaminhá-los para solução.

Em loja pequena, na avaliação do ConnectWeek, essa lista inteira costuma caber em uma ou duas pessoas. À medida que o volume cresce, essas tarefas se repartem entre áreas, como mostra o próximo capítulo.

As cinco áreas de uma operação e o que cada cargo entrega

A divisão abaixo é uma síntese do ConnectWeek, e não uma classificação oficial: os nomes de cargo variam de empresa para empresa. A coluna da direita aponta o indicador pelo qual o trabalho costuma ser cobrado, com o artigo do portal que ensina a calculá-lo.

ÁreaCargos comunsO que entregaIndicador para acompanhar
Operação da lojaAssistente e analista de e-commerce; analista de marketplace; coordenador de e-commerceCatálogo publicado, preço e estoque corretos em cada canal, pedido faturadoTaxa de conversão e termos sem resultado na busca interna da loja
Marketing e aquisiçãoAnalista de mídia paga; analista de SEO; social media; analista de CRMVisitas qualificadas e clientes que voltamROAS, MER e CAC
AtendimentoAtendente; analista de atendimento; supervisorResposta no prazo e problema resolvido no primeiro contatoPrazos de SLA de atendimento
LogísticaEstoquista; auxiliar de expedição; analista de logísticaPedido separado, embalado e despachado sem erroGiro e ruptura pela curva ABC de estoque
DadosAnalista de dados; analista de experiência do usuário; desenvolvedorMedição confiável e melhorias testadas no siteResultado de teste A/B

Como a equipe muda com o tamanho da loja?

Os três estágios a seguir são uma ilustração hipotética do ConnectWeek, para mostrar a ordem em que as funções costumam se separar; o número de pessoas é exemplo, e não média de mercado, e as faixas são marcos, e não intervalos contíguos.

  1. Uma ou duas pessoas. O dono e, quando há, um assistente fazem todas as atividades de operação listadas no capítulo 2. A primeira contratação, na avaliação do ConnectWeek, deve cobrir a tarefa que mais toma tempo do dono e que tem roteiro escrito, em geral expedição ou atendimento.
  2. De três a seis pessoas. Separam-se três frentes: quem cuida do catálogo e dos canais, quem atende e quem despacha. Mídia paga e design costumam ficar com prestador externo.
  3. Dez pessoas ou mais. Surgem coordenadores por área, um responsável por dados e funções de marketing internalizadas. A decisão entre montar estrutura própria de logística e terceirizar está em fulfillment ou operação própria: a conta de custo por pedido.

Antes de abrir uma vaga, vale calcular o custo completo do empregado, que vai além do salário: a calculadora de custo de funcionário faz essa conta por regime tributário. A escolha da forma de contratação está em contratar o primeiro funcionário do e-commerce: CLT, PJ ou terceirizar.

Por onde começar a carreira?

Na avaliação do ConnectWeek, as três portas de entrada mais acessíveis são as funções em que o resultado aparece no mesmo dia e pode ser mostrado em uma entrevista:

  • Atendimento: ensina o que o cliente pergunta, do que reclama e por que devolve. É a base para quem quer seguir para CRM ou para a coordenação da loja.
  • Cadastro de produtos: ensina título, atributos, fotos e categorias em cada canal. É a base para analista de e-commerce e de marketplace.
  • Expedição: ensina separação, embalagem, etiqueta e prazo. É a base para a logística.

Para se candidatar, troque a lista de tarefas por resultados medidos, sempre com número que você consiga comprovar: quantos produtos cadastrou, qual prazo de resposta manteve, quantos pedidos despachou por dia. Quem ainda não tem experiência pode montar um exemplo próprio, como o cadastro completo de cinco produtos fictícios, com título, descrição e fotos. O gerador de currículo do portal monta o documento em PDF.

E os salários?

Este artigo não traz faixa salarial porque o ConnectWeek não encontrou fonte oficial que publique, de forma direta, a remuneração de cada cargo de e-commerce, e não reproduz número sem origem conferida. A CBO classifica e descreve ocupações, mas não informa salários. O que ela oferece é o código: a página de informações gerais da CBO cita a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) entre os registros administrativos que usam a classificação.

Diante de uma tabela de salários encontrada na internet, quatro perguntas ajudam a avaliar se ela serve, seja para negociar, seja para definir a oferta de uma vaga:

  1. Quem coletou os dados, e como? Registro oficial, pesquisa com empresas e salário informado por usuários de um site são coisas diferentes.
  2. De quando são os dados?
  3. De qual região e de que porte de empresa?
  4. O cargo descrito tem as mesmas tarefas do cargo em questão? O mesmo título cobre funções muito diferentes de uma empresa para outra.

Modelo de descrição de vaga para o lojista

O modelo abaixo é do ConnectWeek e se baseia em parte das atividades que a CBO lista para o analista de e-commerce. Troque os colchetes e apague as tarefas que não fazem parte da função.

Vaga: analista de e-commerce — [cidade ou “remoto”]

Sobre a loja: vendemos [categoria de produtos] em [site próprio e marketplaces em que atua].

O que você vai fazer: cadastrar e atualizar produtos; acompanhar os pedidos do pagamento à entrega; responder a dúvidas de clientes em [canais]; acompanhar trocas e devoluções; avisar sobre falta de estoque e problemas no site.

O que esperamos: [experiência ou curso pedido]; familiaridade com planilhas; boa redação.

Como medimos o trabalho: [dois ou três indicadores, como prazo de resposta ao cliente e prazo de despacho].

Condições: [tipo de contrato], [jornada e horário], [salário ou faixa], [benefícios].

Como se candidatar: envie currículo para [canal] até [data].

Dois cuidados, na avaliação do ConnectWeek: informe o salário ou a faixa, porque isso poupa tempo dos dois lados, e descreva as tarefas reais da função em vez de juntar na mesma vaga atendimento, mídia paga, design e logística.

Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego — Classificação Brasileira de Ocupações (CBO)

Perguntas frequentes

Quais são os cargos de uma operação de e-commerce?

Na síntese do ConnectWeek, os cargos se distribuem em cinco áreas: operação da loja (assistente, analista e coordenador de e-commerce, analista de marketplace), marketing e aquisição (mídia paga, SEO, social media, CRM), atendimento, logística (estoquista, expedição, analista de logística) e dados. Os nomes variam de empresa para empresa.

Analista de e-commerce é uma ocupação reconhecida?

Sim. A Classificação Brasileira de Ocupações, do Ministério do Trabalho e Emprego, traz o título Analista de e-commerce com o código 1423-55. Segundo as páginas da CBO no portal do Ministério, a classificação reconhece ocupações para fins classificatórios e tem efeitos de ordem administrativa; a regulamentação de uma profissão é feita por lei.

O que faz um analista de e-commerce?

O perfil ocupacional da CBO reúne, no grupo “administrar operações de e-commerce” do código 1423-55, vinte atividades de operação de loja virtual, entre elas cadastrar produtos, atualizar a loja, recolher pedidos, emitir nota fiscal, contratar transportadora, rastrear pedidos, cuidar de devoluções e trocas, tirar dúvidas de clientes e recuperar carrinho abandonado.

Por onde começar a carreira em e-commerce?

Na avaliação do ConnectWeek, as três portas de entrada mais acessíveis são atendimento, cadastro de produtos e expedição, funções em que o resultado aparece no mesmo dia e pode ser mostrado em uma entrevista. No currículo, vale trocar a lista de tarefas por resultados medidos que o candidato consiga comprovar.

Quanto ganha quem trabalha com e-commerce?

O ConnectWeek não publica faixa salarial neste artigo porque não encontrou fonte oficial que informe, de forma direta, a remuneração de cada cargo de e-commerce. A CBO classifica e descreve ocupações, mas não informa salários. Diante de uma tabela de salários, confira quem coletou os dados, de quando são, de qual região e porte de empresa e se as tarefas do cargo são as mesmas.

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