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Pix por aproximação na loja: o que o lojista precisa para aceitar, os limites e a conta da tarifa
Em resumo
Para aceitar Pix por aproximação, a loja precisa de equipamento com NFC habilitado, um provedor de maquininha que ofereça a função e um plano B. O ConnectWeek traz o roteiro em cinco passos, o que mudou no limite em 1º de outubro de 2026, o que fazer quando a compra é recusada, a conta para comparar com o débito (exemplo hipotético) e cinco perguntas para o provedor.
Para aceitar Pix por aproximação, a loja precisa de três coisas: um equipamento com tecnologia NFC habilitado para essa forma de pagamento, um provedor de maquininha que ofereça a função e um plano B para quando o pagamento não passar. O cliente aproxima o celular, confere os dados e confirma. Segundo a página de perguntas e respostas do Banco Central, a oferta é facultativa para carteiras digitais, bancos e provedores de maquininhas, e por isso o primeiro passo é perguntar ao seu fornecedor. Desde 1º de outubro de 2026 não existe mais o teto de R$ 500 por compra, revogado pela Instrução Normativa BCB nº 746: vale o limite de Pix da conta de quem paga.
Como o Pix por aproximação funciona para o cliente?
A página do Banco Central descreve dois caminhos, e o caixa da loja vai encontrar os dois:
- Pela carteira digital. O cliente vincula a conta à carteira uma única vez, em um processo parecido com o de cadastrar um cartão, e confirma a autorização na instituição onde tem conta. No caixa, escolhe pagar com Pix, aproxima o celular, revisa as informações e confirma.
- Pelo aplicativo do banco. Não há vinculação. O cliente abre o aplicativo, passa pela autenticação, aproxima o celular, confere os dados e confirma.
O Regulamento do Pix, anexo à Resolução BCB nº 1, de 2020, inclui, entre os mecanismos para envio ou disponibilização prévia de informações para iniciar um Pix, a aproximação de um dispositivo habilitado com tecnologia NFC a outro dispositivo com a mesma tecnologia (art. 12, VI). Chave e QR Code continuam valendo, como lembra a página do Banco Central.
O que a loja precisa para aceitar?
A lista abaixo é um roteiro do ConnectWeek, montado a partir do que a página do Banco Central diz sobre o lado de quem recebe: o dispositivo do recebedor, como a maquininha, tem de estar preparado para essa forma de pagamento.
- Pergunte ao provedor da maquininha. Como a oferta é facultativa, nem todo equipamento aceita. Peça a confirmação por escrito de que o seu modelo lê Pix por aproximação e se é preciso atualizar o aparelho.
- Descubra como a cobrança é gerada. Pergunte que opção o operador escolhe na maquininha e se o valor sai do sistema de vendas ou é digitado.
- Treine o caixa em uma frase. “É Pix por aproximação? Pode aproximar o celular e confirmar na tela.” O cliente ainda revisa e confirma o pagamento no próprio aparelho.
- Mantenha o QR Code à mão. É a alternativa quando o celular do cliente não tem NFC ou quando a carteira ou o banco dele não oferece a função. Se o problema for o limite da conta, o QR Code não resolve: veja o capítulo seguinte. Uma placa de balcão sai do gerador de QR Code Pix.
- Confira o recebimento antes de entregar. Entregue o produto depois da confirmação na maquininha ou no sistema, e não com base na tela do celular do cliente.
Quem são o provedor da maquininha, a credenciadora e a instituição onde o dinheiro cai está explicado em gateway, adquirente e subadquirente.
Qual é o limite de valor, e o que fazer quando a compra é recusada?
Até 30 de setembro de 2026, a Instrução Normativa BCB nº 512 fixava R$ 500 como máximo por transação iniciada por aproximação (art. 16-A, § 1º, hoje revogado). A Instrução Normativa BCB nº 746 revogou o artigo que trazia esse teto, com vigência em 1º de outubro. O detalhe da mudança está na notícia Pix por aproximação: teto de R$ 500 por compra caiu em 1º de outubro. Um aviso: a página de perguntas e respostas do Banco Central, consultada em 8 de outubro de 2026, ainda dizia que as transações teriam, inicialmente, valor máximo padronizado de R$ 500; a regra em vigor é a da instrução normativa.
O que continua valendo é o limite geral do Pix, definido no texto compilado da Instrução Normativa BCB nº 512:
- a instituição onde o cliente pessoa física tem conta estabelece limites máximos de valor, por período; quando quem recebe é pessoa jurídica, o limite é por dia (art. 3º, §§ 1º e 8º);
- o pedido do cliente para reduzir o limite é atendido imediatamente (art. 11);
- o pedido de aumento pode ser aceito ou não, a critério da instituição (art. 12).
Para a loja, isso significa que a recusa por limite continua possível e que o motivo está na conta do cliente, e não na maquininha. Na avaliação do ConnectWeek, o roteiro de balcão é este: oferecer o QR Code, que sai da mesma conta e, pela leitura que o ConnectWeek faz do art. 3º da instrução (o limite é por conta, sem distinção da forma de iniciar o Pix), está sujeito ao mesmo limite e também pode falhar; depois, oferecer outro meio de pagamento; por fim, lembrar ao cliente que ele pode pedir o ajuste do limite no aplicativo do banco (art. 10 da mesma instrução), sem contar com isso para a compra do momento: o aumento depende da instituição dele e, quando aceito, a norma prevê resposta entre 24 e 48 horas depois do pedido (art. 12, § 1º).
A loja paga tarifa no Pix por aproximação?
Depende do contrato com a instituição ou com o provedor da maquininha. O Regulamento do Pix manda os participantes divulgarem aos usuários, pessoas físicas e jurídicas, as tarifas e as gratuidades do envio e do recebimento de um Pix, no mínimo em seus sites e em local de fácil visualização (art. 87). O mesmo regulamento trata como compra, e não como transferência, o Pix recebido por pessoa jurídica de um pagador pessoa física (art. 87-B, II, a). Pelo art. 87-D do mesmo regulamento, a tarifa de um Pix com finalidade de compra só pode ser cobrada de quem recebe, observadas as vedações da regulamentação específica. O valor não está no regulamento: está na tabela de cada instituição.
Para comparar com o cartão de débito, faça a conta com as taxas do seu contrato. O exemplo a seguir é hipotético, criado pelo ConnectWeek só para mostrar o método, e as duas taxas não são de nenhuma empresa:
| Item (exemplo hipotético) | Conta | Valor no mês |
|---|---|---|
| Vendas que migram do débito para o Pix por aproximação | 300 vendas × R$ 120 | R$ 36.000 |
| Custo no débito, com taxa hipotética de 1,5% | R$ 36.000 × 1,5% | R$ 540 |
| Custo no Pix, com tarifa hipotética de 1% | R$ 36.000 × 1% | R$ 360 |
| Diferença a favor do Pix | R$ 540 − R$ 360 | R$ 180 |
Com tarifas diferentes, o resultado pode se inverter. O prazo de recebimento também entra na comparação, e o método para pôr taxa e prazo na mesma conta está em MDR e antecipação de recebíveis: como comparar duas propostas.
Cinco perguntas para fazer ao provedor da maquininha
- O meu equipamento aceita Pix por aproximação hoje? Se não, há atualização ou troca, e quanto custa?
- Qual é a tarifa do Pix recebido por aproximação, e ela é diferente da tarifa do Pix por QR Code?
- Em quanto tempo o valor fica disponível na minha conta?
- Como aparece a confirmação para o operador, e o que ele vê quando o pagamento é recusado?
- A venda por aproximação entra no mesmo relatório das vendas por QR Code, para a conciliação do caixa?
Guarde as respostas por escrito. Na avaliação do ConnectWeek, a segunda e a terceira são as que mais mudam a conta do capítulo anterior.
E na loja virtual?
A aproximação é um pagamento presencial: exige o celular do cliente perto do equipamento da loja. Ela interessa ao e-commerce que também vende no balcão, em feiras ou na retirada de pedidos, tema de clique e retire: como implantar.
Na venda online, o recurso mais próximo, na avaliação do ConnectWeek, é outro. A página do Banco Central sobre pagamentos com Pix no Open Finance explica que o cliente pode vincular a conta em uma loja virtual para agilizar o pagamento com Pix das compras seguintes. A mesma Instrução Normativa BCB nº 746 revogou também o art. 16-C da Instrução Normativa nº 512, que aplicava o mesmo teto ao Pix iniciado pelo compartilhamento do serviço de iniciação de pagamento sem redirecionamento. As outras novidades do Pix para quem vende pela internet estão em Pix Automático e Pix parcelado: o que muda no recebimento.
Fonte: Banco Central do Brasil — Perguntas e respostas: Pix por aproximação
Perguntas frequentes
O que a loja precisa para aceitar Pix por aproximação?
Segundo a página de perguntas e respostas do Banco Central, o dispositivo de quem recebe, como a maquininha, precisa estar preparado para essa forma de pagamento, e a oferta é facultativa para provedores de maquininhas. Na prática, a loja deve confirmar com o provedor se o equipamento aceita a função, treinar o caixa e manter o QR Code como alternativa.
Qual é o limite do Pix por aproximação?
Desde 1º de outubro de 2026 não há mais o teto de R$ 500 por transação: a Instrução Normativa BCB nº 746 revogou o artigo da Instrução Normativa nº 512 que o fixava. Vale o limite de Pix que a instituição do cliente estabelece para a conta dele, por período.
O que fazer quando o Pix por aproximação é recusado?
A recusa por limite depende da conta do cliente, e não da maquininha. Na avaliação do ConnectWeek, a loja deve oferecer o QR Code, que sai da mesma conta, fica sujeito ao mesmo limite e também pode falhar, depois outro meio de pagamento, e lembrar que o cliente pode pedir o ajuste do limite no aplicativo do banco, sem contar com isso para a compra do momento: pela Instrução Normativa BCB nº 512, o aumento fica a critério da instituição e, quando aceito, a resposta vem entre 24 e 48 horas depois do pedido.
A loja paga tarifa para receber Pix por aproximação?
Depende do contrato com a instituição ou com o provedor da maquininha. O Regulamento do Pix manda os participantes divulgarem as tarifas e as gratuidades do Pix em seus sites, e o valor está na tabela de cada instituição. No exemplo hipotético do ConnectWeek, R$ 36.000 em vendas custam R$ 540 no débito a 1,5% e R$ 360 no Pix a 1%, diferença de R$ 180 no mês.
Pix por aproximação funciona em loja virtual?
Não: a aproximação é um pagamento presencial, que exige o celular do cliente perto do equipamento da loja. Na venda online, a página do Banco Central sobre pagamentos com Pix no Open Finance explica que o cliente pode vincular a conta em uma loja virtual para agilizar o pagamento das compras seguintes.




