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Móveis e eletrodomésticos têm maior queda mensal de volume desde 2023, mostra dado do IBGE de julho de 2026

Em resumo
A Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, divulgada em 15 de setembro de 2026, mostra que o volume de vendas de móveis e eletrodomésticos caiu 4,9% de junho para julho de 2026, com ajuste sazonal, a maior queda desde dezembro de 2023. O varejo como um todo recuou 0,8% no mês e ficou 1,2% acima de julho de 2025. Vestuário e calçados caíram 2,7% no mês. O dado de agosto sai em 15 de outubro.
O dado principal
O volume de vendas de móveis e eletrodomésticos caiu 4,9% de junho para julho de 2026, na série com ajuste sazonal. Foi a maior queda dessa atividade desde dezembro de 2023, quando o recuo chegou a 6,6%. O número é da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, divulgada em 15 de setembro de 2026.
No conjunto do comércio varejista, o volume vendido recuou 0,8% no mês. Na comparação com julho de 2025, ficou 1,2% maior. O resultado de agosto tem divulgação marcada pelo instituto para 15 de outubro de 2026.
O varejo em quatro medidas
Volume de vendas do comércio varejista em julho de 2026:
- Contra junho, com ajuste sazonal: queda de 0,8%. Para junho, o release informa variação de 0,3%;
- Contra julho de 2025: alta de 1,2%, depois de 2,8% em junho;
- Acumulado de 2026 até julho: alta de 1,8%;
- Acumulado em 12 meses: alta de 1,6%.
A receita nominal, que não desconta a inflação, caiu 0,6% no mês e subiu 5,2% frente a julho de 2025.
Quem caiu e quem subiu no mês
Das oito atividades do varejo, cinco venderam menos em volume de junho para julho, com ajuste sazonal:
- Móveis e eletrodomésticos: -4,9%;
- Papelaria, livros, jornais e revistas: -4,2%;
- Vestuário, tecidos e calçados: -2,7%, segunda queda seguida;
- Artigos de uso pessoal e doméstico (grupo Outros): -2,2%;
- Hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo: -0,2%.
Três venderam mais:
- Farmácia e perfumaria: 0,6%;
- Escritório, informática e comunicação: 0,6%, primeira alta desde março;
- Combustíveis e lubrificantes: 0,3%.
Na comparação com julho de 2025
- Farmácia e perfumaria: alta de 4,7%, no 41º mês seguido de crescimento nessa comparação;
- Hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo: alta de 2,9%. Foi a atividade que mais ajudou o resultado geral, com 1,6 ponto percentual;
- Escritório, informática e comunicação: alta de 2,5%;
- Móveis e eletrodomésticos: queda de 3,7%, depois de quatro meses de alta;
- Tecidos, vestuário e calçados: queda de 4,7%, a maior influência negativa. No ano, a atividade acumula perda de 0,9%.
Varejo ampliado
O varejo ampliado soma ao varejo as vendas de veículos, motos e peças, de material de construção e do atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo. Nele, o volume subiu 0,4% de junho para julho e 1,8% frente a julho de 2025. Veículos, motos e peças cresceram 5,0% na comparação anual, e material de construção caiu 2,0%.
Por estado
- De junho para julho: o varejo vendeu menos em 20 das 27 unidades da federação. As maiores quedas foram no Amapá e no Tocantins, de 2,5% cada, e em Mato Grosso, de 2,2%. O Espírito Santo teve a maior alta, de 3,0%;
- Contra julho de 2025: houve alta em 21 unidades da federação, lideradas por Espírito Santo (8,5%) e Pernambuco (7,1%). O Amapá teve a maior queda, de 4,4%.
Como ler os números
- Volume: desconta a variação de preços. É a medida de quanto se vendeu;
- Ajuste sazonal: tira o efeito de datas e épocas do ano, para permitir comparar um mês com o anterior;
- Revisão: os dados de meses anteriores podem mudar a cada divulgação. O release de julho traz um documento de revisão.
O que isso diz a quem vende
A leitura a seguir é do ConnectWeek, não do IBGE:
- Bens de valor mais alto perderam fôlego em julho. Móveis, eletrodomésticos e vestuário caíram nas duas comparações. Indicadores privados de agosto apontam em direções diferentes: veja o ICVA da Cielo e o índice da Stone.
- Supermercado e farmácia sustentaram o resultado anual. O tamanho do setor supermercadista está em faturamento dos supermercados no Brasil.
- A pesquisa cobre o comércio como um todo. Ela não separa loja física de venda online. Para acompanhar esses dados no dia a dia, leia indicadores econômicos para dono de loja.
Fonte: IBGE (Pesquisa Mensal de Comércio)
Perguntas frequentes
Quanto o varejo vendeu em julho de 2026, segundo o IBGE?
O volume vendido pelo comércio varejista caiu 0,8% entre junho e julho de 2026, já descontados os efeitos sazonais. Na comparação com julho de 2025, houve alta de 1,2%. No ano, até julho, a alta acumulada é de 1,8%, e em 12 meses, de 1,6%.
Quais atividades do varejo mais caíram em julho de 2026?
Entre junho e julho, com ajuste sazonal, móveis e eletrodomésticos lideraram a queda (-4,9%). Depois vieram papelaria, livros, jornais e revistas (-4,2%), vestuário, tecidos e calçados (-2,7%), artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e o grupo de supermercados, alimentos e bebidas (-0,2%).
Alguma atividade cresceu?
Sim. De junho para julho de 2026 cresceram farmácia e perfumaria (0,6%), informática, comunicação e material de escritório (0,6%) e combustíveis (0,3%), segundo o IBGE.
Qual é a diferença entre volume e receita nominal na pesquisa?
O volume desconta a variação de preços; a receita nominal, não. Em julho de 2026, frente a julho de 2025, o volume do varejo subiu 1,2%, e a receita nominal, 5,2%.
Quando sai o resultado de agosto de 2026?
O IBGE marcou a próxima divulgação da Pesquisa Mensal de Comércio para 15 de outubro de 2026.





