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Números com fonte:

  • E-commerce · faturamentoR$ 235,5 bi▲ +15,3%Fonte: ABComm
  • E-commerce · pedidos438,9 mi▲ +5,8%Fonte: ABComm
  • E-commerce · ticket médioR$ 536,60▲ +8,98%Fonte: ABComm
  • E-commerce · compradores94,2 mi▲ +3,2%Fonte: ABComm
  • Selic · Copom 16/09/202613,75% a.a.4º corte seguidoFonte: Banco Central
  • Startups · fatia das fintechs nos aportes, 1º sem. 202667%62% em 2025Fonte: Sling Hub, via Valor Econômico
  • Empreendedores iniciais · IA como prioridade digital74%× 35% site próprio e e-commerceFonte: GEM 2024/2025, via Sebrae
  • Donos de negócio com 60 anos ou mais16,5%Fonte: PNAD (IBGE), via Sebrae
  • E-commerce · compras pelo celular55,5%× 44,5% desktopFonte: ABComm
  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

E-commerceNotíciaDados com fonte declarada

Serasa Experian: fraude mira pedidos de R$ 900, valor 62% acima da média do varejo online

Mão com luva retirando uma caixa preta lisa, marcada com um adesivo vermelho, de uma fileira de caixas brancas numa bancada de expedição

Em resumo

Em palestra em 6 de outubro de 2026, em São Paulo, a Serasa Experian afirmou ter barrado quase R$ 600 milhões em fraudes no e-commerce no primeiro semestre do ano. Há uma tentativa a cada 21 segundos, e celular é a categoria mais exposta: três fraudes a cada 100 tentativas de compra.

O que muda na regra de risco da loja

Três ajustes práticos saem dos dados que a Serasa Experian levou ao Summit Pagamentos, em São Paulo, em 6 de outubro de 2026, relatados pelo E-Commerce Brasil, organizador do encontro:

  • trate categoria como variável de risco: em celulares, três de cada 100 tentativas de compra são golpe, contra uma em 100 na média do varejo online;
  • olhe o valor do pedido: a compra fraudulenta vale R$ 900 em média, 62% acima do pedido comum;
  • desconfie antes do pagamento: parte do ataque acontece fora da sua loja, em sites falsos.

Os números foram apresentados por Lucas Rugna Perez, head comercial da empresa, e vêm da base de clientes da Serasa Experian, que vende soluções antifraude. A matéria não cita relatório público, portanto valem como retrato de um fornecedor, e não como estatística oficial do setor.

Onde o risco se concentra

Quantidade e proporção contam histórias diferentes. Em volume de tentativas, as categorias mais atacadas são beleza, calçados e saúde; a presença de saúde foi atribuída pelo executivo às canetas emagrecedoras, que têm revenda fácil no mercado ilegal. Em risco proporcional, o celular fica na frente, seguido de eletrônicos, games, acessórios e ar-condicionado.

Fora do checkout, a empresa diz ter identificado mais de 10 mil sites falsos no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a um endereço novo a cada 13 minutos.

O tamanho do problema

Segundo a Serasa Experian, suas ferramentas barraram quase R$ 600 milhões em fraudes no comércio eletrônico de janeiro a junho de 2026, algo acima de R$ 3 milhões por dia. A frequência informada é de uma tentativa a cada 21 segundos.

O perfil das vítimas também apareceu. Dos entrevistados pela empresa no primeiro semestre, 68% disseram já ter sido alvo de alguma tentativa. Nos casos classificados como de alto risco, a geração Z (14 a 29 anos) responde por 32,1%, a geração X por 30,8%, os millennials por 24,7% e os baby boomers por 10,2%.

Por que o golpe cresceu

O pano de fundo é a troca do crime de rua pelo crime digital. Nos dados exibidos, os golpes registrados no país somavam 426,8 mil em 2018 e chegaram a 2,17 milhões em 2024, um salto de 408%. Os roubos fizeram o caminho inverso: eram 1,5 milhão no começo da série e ficaram em 745 mil no fim. No Pix, 97% dos golpes ocorrem por engenharia social, isto é, a própria vítima é convencida a transferir.

A inteligência artificial acelera o processo. Perez avaliou que quem ataca usa a tecnologia melhor do que quem defende, porque não tem regra a cumprir. O exemplo são as identidades sintéticas, que juntam um CPF verdadeiro (de pessoa morta, inativa ou menor de idade) a um rosto criado por computador. A biometria, que 73% dos entrevistados preferem à senha, virou alvo: as tentativas de burla evoluíram da fotografia de uma fotografia para a injeção de imagem direto no sistema e, agora, para o uso de pessoas parecidas com a vítima, localizadas em bancos de rostos vazados.

“Fraude é que nem o colchão d’água: você fecha aqui e ela sai do outro lado.”

— Lucas Rugna Perez, head comercial da Serasa Experian

Verificação em camadas, e não barreira única

A orientação dada no evento é cruzar três tipos de sinal: o aparelho usado, o comportamento de quem navega (até a velocidade de digitação entra na conta) e os dados de cadastro. A checagem deve ser distribuída pela jornada. Se endereço, telefone e dispositivo já foram conferidos nas etapas iniciais da jornada, sobra para a etapa de pagamento apenas a análise mais rigorosa dos pedidos que destoam, e o cliente comum passa sem atrito.

Para a loja pequena, a conta tem dois lados. Fraude aprovada vira estorno; cliente bom barrado vira venda perdida. O artigo sobre o custo do falso positivo no antifraude ensina a medir o segundo, e o checklist de segurança da loja virtual cobre invasão de conta e robôs. A programação do encontro em que os dados foram apresentados está na nota sobre o Summit Pagamentos de 6 de outubro.

Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.

Fonte: E-Commerce Brasil

Perguntas frequentes

Qual é o valor médio de um pedido fraudulento no e-commerce?

R$ 900, segundo a Serasa Experian, valor 62% acima da média dos pedidos do varejo online. O dado foi apresentado em 6 de outubro de 2026.

Quais categorias sofrem mais tentativas de fraude?

Em volume, beleza, calçados e saúde. Em risco proporcional, celulares lideram, com três fraudes a cada 100 tentativas de compra.

Como reduzir fraude sem travar a venda?

A recomendação apresentada é combinar sinais (aparelho, comportamento e cadastro) e aplicar verificação mais dura só nos pedidos de maior risco.

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