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  • Empreendedores iniciais · IA como prioridade digital74%× 35% site próprio e e-commerceFonte: GEM 2024/2025, via Sebrae
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  • E-commerce · compras pelo celular55,5%× 44,5% desktopFonte: ABComm
  • E-commerce · projeção de faturamento para 2026acima de R$ 258 biFonte: ABComm

E-commerceNotíciaDados com fonte declarada

Antifraude rígido chega a barrar até 10% dos clientes legítimos em alguns casos, aponta relatório da Adyen

Antifraude rígido chega a barrar até 10% dos clientes legítimos em alguns casos, aponta relatório da Adyen
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Em resumo

O Relatório de Fraude 2026 da Adyen combina dados de cerca de US$ 1,6 trilhão em pagamentos de 2025 com uma pesquisa de fevereiro de 2026 com 1.000 decisores de grandes empresas dos Estados Unidos. Metade das empresas ouvidas viu crescer a recusa de clientes bons, e 44,3% relatam autofraude.

Quando a barreira pega o cliente errado

Apertar o filtro contra golpes tem um preço que não aparece no relatório de fraude: o cliente verdadeiro que é recusado e vai embora. Segundo o Relatório de Fraude 2026 da Adyen, controles estáticos chegam a bloquear, em alguns casos, até 10% dos clientes legítimos. O estudo foi tema de reportagem do E-Commerce Brasil publicada em 6 de outubro de 2026.

O documento junta duas bases, e convém separar o que vem de cada uma. A primeira são os dados da própria plataforma da empresa: aproximadamente US$ 1,6 trilhão em pagamentos processados no mundo em 2025. É dela que sai o número de até 10% de clientes legítimos bloqueados. A segunda é uma pesquisa feita em fevereiro de 2026 com 1.000 tomadores de decisão de grandes empresas com sede nos Estados Unidos. Os percentuais abaixo são dessa pesquisa e descrevem, portanto, companhias americanas de grande porte, e não o varejo brasileiro:

  • 50% das empresas ouvidas relatam aumento nas recusas indevidas de clientes legítimos;
  • 58% enfrentam custo crescente com revisão manual de transações;
  • 96,8% fizeram ao menos uma concessão ligada à fraude no último ano.

O E-Commerce Brasil cita ainda dois dados da mesma pesquisa: 30,3% apontam como principal desafio proteger o negócio sem impedir compras legítimas, e 21,1%, equilibrar velocidade e precisão das análises. A Adyen é fornecedora de pagamentos e de ferramentas de risco, o que deve ser levado em conta na leitura.

Por que regra fixa deixou de funcionar

A explicação dada à reportagem por Cassia Pinheiro, responsável por otimização de performance na Adyen, é que o antifraude clássico procurava o que destoava: aparelho novo, endereço incomum, cadastro que não bate. O golpe atual usa conta verificada e dispositivo já conhecido. Se a resposta for subir a régua para todos, o bom comprador cai na mesma malha.

A fraude que vem do próprio cliente

O relatório destaca a chamada fraude de primeira parte, conhecida no Brasil como autofraude ou fraude amiga, relatada por 44,3% das empresas da pesquisa. Nela, o titular compra com o próprio cartão e depois contesta a cobrança no banco, ou alguém próximo usa os dados dele, ou a política de devolução é explorada. Nada disso acende alerta na hora do pagamento.

Por isso a análise passou a olhar o pós-venda. Kahuê Cardoso, que dirige no Magalu a área de riscos, identidade e prevenção a fraudes, disse à reportagem que a varejista acompanha histórico de compras, devoluções, cancelamentos e estornos para achar padrão repetido, sem punir um episódio isolado. Entre os indicadores que a empresa acompanha estão taxa de aprovação, chargeback e manifestações de clientes depois de uma compra recusada.

“Precisamos entender quem é o consumidor, quem está autorizado a agir em seu nome e qual é a intenção daquela compra.”

— Cassia Pinheiro, Head of Performance Optimization da Adyen

Agentes de IA entram na conta

Com robôs comprando em nome de pessoas, surge outra pergunta: aquela automação tem autorização? Segundo o E-Commerce Brasil, o relatório indica que 30% dos varejistas já tratam a pontuação de confiança atribuída pelas plataformas de IA como uma das principais formas de avaliar esses agentes.

Como aplicar na loja pequena

  • Meça a recusa, não só a fraude. Fraude baixa com aprovação baixa é prejuízo disfarçado. A fórmula está em como calcular o custo do falso positivo.
  • Abra um canal para o cliente recusado. A reclamação dele é o único aviso de que a regra errou.
  • Cuide da devolução. Critério claro de reembolso reduz abuso; veja o modelo de política de troca e devolução.
  • Prepare a Black Friday antes. Segundo a reportagem, o pico de pedidos exige preparação antecipada da prevenção e amplia ameaças como páginas falsas que imitam grandes varejistas; o checklist de segurança ajuda na revisão.

Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.

Fonte: E-Commerce Brasil

Perguntas frequentes

Quantos clientes legítimos um antifraude rígido pode barrar?

Até 10%, em alguns casos, de acordo com dados da plataforma da Adyen citados no Relatório de Fraude 2026. O número é um teto observado em controles estáticos, e não uma média.

O que é autofraude?

É quando o próprio titular faz a compra com cartão e aparelho habituais e depois contesta a cobrança no banco. Na pesquisa da Adyen com 1.000 grandes empresas dos Estados Unidos, 44,3% relatam esse problema.

Os dados valem para o Brasil?

Não diretamente. Os percentuais vêm de uma pesquisa de fevereiro de 2026 com empresas de grande porte sediadas nos Estados Unidos, e os dados de transações são globais.

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