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Cliques inválidos em anúncios pagos: como identificar antes de cortar a campanha
Em resumo
Clique inválido é o clique em um anúncio pago feito por quem não tem interesse de verdade no que é anunciado, como um programa automático. O texto traz o que o Google Ads, a plataforma de anúncios do Google, já filtra sem cobrar, onde ver a quantidade de cliques filtrados e seis verificações para fazer antes de cortar uma campanha que tem muitos cliques e poucas vendas.
Clique inválido é o clique em um anúncio pago feito por quem não tem interesse de verdade no que é anunciado. Ele pode vir de um programa automático, de alguém que quer gastar a verba do anunciante ou de um toque acidental. Quando há intenção de enganar, o nome usado no mercado é fraude em anúncios. A loja que vê muitos cliques e poucas vendas costuma suspeitar disso, mas a mesma queixa tem outras causas comuns. Este texto mostra o que o Google Ads, a plataforma de anúncios do Google, já filtra sozinho, onde ver a quantidade de cliques filtrados e quais verificações fazer antes de cortar uma campanha. As páginas citadas são da ajuda do Google Ads e do Google Analytics. Outras plataformas de anúncio têm regras próprias, que este texto não cobre.
O que o Google considera tráfego inválido?
A página Sobre tráfego inválido, da ajuda do Google Ads, define tráfego inválido como as impressões (exibições do anúncio) e os cliques que não resultam de interesse genuíno. A definição inclui o tráfego fraudulento e também os cliques acidentais ou duplicados. A página lista seis exemplos:
- cliques acidentais, como o segundo clique de um clique duplo;
- cliques feitos para aumentar o custo de publicidade de alguém;
- cliques feitos para aumentar o ganho do dono do site que exibe o anúncio;
- cliques e impressões de ferramentas automáticas, robôs e rastreadores (programas que abrem páginas sozinhos, sem uma pessoa no comando);
- cliques que já são tráfego inválido conhecido vindo de centros de dados, ou que o monitoramento considera padrão irregular;
- impressões feitas para baixar artificialmente a taxa de cliques de um anunciante (a parte das exibições do anúncio que vira clique).
A página não traz data de publicação e foi lida pelo ConnectWeek em 8 de outubro de 2026. O ponto que interessa ao lojista: nem todo clique inválido é fraude. O clique duplo de um cliente apressado entra na mesma conta que o clique de um robô.
O que a plataforma já filtra e onde ver o número
Segundo a mesma página, o Google não cobra pelo tráfego que os sistemas dele classificam como inválido. O tratamento depende do momento em que o tráfego é detectado:
| Quando o Google detecta | O que acontece, segundo a página | Onde o anunciante vê |
|---|---|---|
| Antes do fechamento da fatura | Os relatórios e as cobranças são ajustados, e o tráfego não é cobrado | Coluna “Cliques inválidos” na tabela de campanhas (cliques filtrados automaticamente) |
| Depois do fechamento da fatura | O anunciante recebe crédito, quando apropriado e possível | Menu Faturamento, opção Resumo, ajuste com o nome “Atividade inválida” |
A página Sobre tráfego inválido avisa que não há reembolso: o tráfego inválido gera ajuste ou crédito na conta de anúncios. Para ver a coluna, o caminho descrito é abrir Campanhas, selecionar o ícone de colunas, pesquisar “Cliques inválidos” e aplicar. A página informa que as análises automáticas de tráfego inválido cobrem o tráfego dos últimos 60 dias. O mesmo limite vale para a investigação manual, tratada mais abaixo.
A página Cliques inválidos: definição, também da ajuda do Google Ads, diz que a coluna mostra o número de cliques filtrados automaticamente. Ou seja, um número alto nessa coluna não é prejuízo: é o que deixou de ser cobrado.
Três sintomas que parecem fraude e as outras explicações
A página Sobre tráfego inválido trata de três queixas comuns e, para cada uma, lista causas que não envolvem atividade inválida. O quadro resume o que ela diz e acrescenta, na última coluna, a verificação sugerida pelo ConnectWeek. Endereço IP, que aparece na terceira linha, é o número que identifica uma conexão de internet.
| Sintoma | Outras causas listadas pelo Google | O que verificar (sugestão do ConnectWeek) |
|---|---|---|
| Aumento repentino de cliques ou impressões | Aumento do orçamento diário ou do lance máximo por clique (o valor mais alto que o anunciante aceita pagar por um clique), palavras-chave novas ou genéricas, anúncio exibido em sites novos, mudança de segmentação (a escolha de para quem e onde o anúncio aparece), data sazonal | Histórico de alterações da conta nos dias anteriores ao aumento |
| Muitos cliques e poucas vendas | Concorrência maior, site difícil de navegar, palavra-chave e texto de anúncio pouco específicos, campanha mal ajustada para a Rede de Display, o conjunto de sites em que o Google exibe anúncios | Termos de pesquisa que acionaram o anúncio e etapa em que o visitante abandona a loja |
| Vários cliques do mesmo endereço IP | Cliente que volta para comparar preço, endereço IP compartilhado por muitos usuários de um mesmo provedor ou de uma universidade, programa de relatório de acessos que registra como clique cada página que o visitante abre dentro do site | Se esses acessos navegam, põem produto no carrinho ou compram |
A página afirma que um pico de cliques, na maioria dos casos, tem outra causa, e que a taxa de conversão baixa nem sempre indica interação inválida. Taxa de conversão é a parte dos cliques que vira venda. O roteiro para investigar a conversão baixa está no artigo sobre como diagnosticar a queda de conversão da loja.
Seis verificações antes de cortar a campanha
A sequência abaixo é sugestão do ConnectWeek. Ela vai do que é mais rápido de olhar ao que dá mais trabalho.
1. Coluna de cliques inválidos. Adicione a coluna e compare o período suspeito com o anterior. Se a coluna subiu junto com os cliques, a plataforma viu ao menos parte do problema e não cobrou por essa parte.
2. Histórico de alterações. Confira se alguém aumentou orçamento, lance ou lista de palavras-chave antes do aumento de cliques.
3. Termos de pesquisa. Leia as buscas que acionaram o anúncio. Clique de quem procurava outra coisa é tráfego ruim, mas é válido. Resolve-se com palavra-chave negativa, que é o termo marcado para não acionar o anúncio.
4. Local dos cliques. Veja se há cliques de fora da área de entrega. A página Cliques inválidos: definição orienta, nesse caso, a usar a opção de segmentação por presença, que mostra o anúncio a quem está na região ou costuma frequentá-la.
5. Comportamento na loja. No Google Analytics, a ferramenta do Google que mede as visitas ao site, compare os visitantes vindos dos anúncios com os demais: tempo na página, produtos vistos, carrinhos criados. A página Exclusão de tráfego de bots conhecidos, da ajuda do Google Analytics, informa que o tráfego de robôs e rastreadores conhecidos é excluído automaticamente dos dados, e que não é possível ver a quantidade excluída. A página trata apenas de robôs conhecidos e não diz o que acontece com os demais. Na leitura do ConnectWeek, um robô ainda não identificado pode aparecer nos relatórios.
6. Registros do servidor. Se a suspeita continua, peça a quem cuida do site a lista de endereços IP e de navegadores dos acessos do período. É parte do material que o Google pede em uma investigação.
Exemplo com números hipotéticos
Os números a seguir são fictícios. Uma loja teve, em uma semana, 2.000 cliques cobrados em uma campanha e 20 vendas. Na semana anterior, a campanha havia registrado 1.200 cliques cobrados e 24 vendas. A coluna “Cliques inválidos” marcou 160 na semana suspeita e 60 na anterior.
- Taxa de conversão da semana anterior: 24 dividido por 1.200 dá 0,02, ou 2%.
- Taxa de conversão da semana suspeita: 20 dividido por 2.000 dá 0,01, ou 1%.
- Parte inválida da semana anterior: 60 dividido por 1.260 (1.200 cobrados mais 60 inválidos) dá 0,048, ou 4,8%.
- Parte inválida da semana suspeita: 160 dividido por 2.160 (2.000 cobrados mais 160 inválidos) dá 0,074, ou 7,4%.
A leitura do ConnectWeek para esse caso hipotético: a parte inválida subiu, mas foi filtrada e não entrou na cobrança. A queda de 2% para 1% aconteceu dentro dos cliques cobrados. A explicação precisa ser procurada nas verificações 2 a 5 antes de se falar em fraude. A conta da parte inválida é do ConnectWeek e serve só para comparar períodos. O Google não publica, nas páginas lidas, um percentual considerado normal.
Como pedir uma investigação ao Google
Se as verificações apontam tráfego suspeito que não aparece na coluna, a página Sobre tráfego inválido descreve o pedido de investigação manual. O Google limita a análise aos últimos 60 dias. O ConnectWeek leu esse limite apenas nessa página. O Google pede que o anunciante reúna antes:
- o número da conta de anúncios, de dez dígitos;
- as datas exatas da atividade suspeita;
- os nomes das campanhas e dos grupos de anúncios afetados;
- as palavras-chave que parecem gerar o tráfego fora do normal;
- os registros do servidor do site, com os endereços IP, os navegadores ou dispositivos usados e os identificadores de clique do Google (GCLID);
- uma explicação curta de por que o tráfego parece suspeito, como um aumento de cliques sem aumento de vendas.
A página “Cliques inválidos: definição” informa que o pedido é feito pelo formulário de qualidade do clique. Enquanto espera, o anunciante pode bloquear endereços IP que considera suspeitos. O caminho descrito na página Sobre tráfego inválido é Administrador, Configurações da conta, Exclusões de IP.
Manter, ajustar ou pausar a campanha
Na avaliação do ConnectWeek, a decisão sai do resultado das verificações:
- Manter quando o aumento veio de mudança feita pela própria loja e as vendas acompanharam.
- Ajustar quando o problema está em termo de pesquisa, local ou site em que o anúncio aparece. A correção está em para quem o anúncio aparece, não na verba.
- Pausar e pedir investigação quando há acessos repetidos, sem navegação, concentrados em poucos endereços IP, e a coluna de cliques inválidos não os registrou.
Cortar a verba inteira por suspeita tem custo: a campanha deixa de trazer também os clientes reais. Quem quer saber quanto da venda depende de cada campanha encontra o método no artigo sobre como medir se a campanha trouxe clientes novos. A divisão da verba de uma loja pequena está em tráfego pago para pequeno e-commerce. Sobre o tamanho do problema em aplicativos, há a notícia do levantamento sobre tráfego inválido em anúncios de aplicativos nos Estados Unidos.
Fonte: Google Ads: Sobre tráfego inválido
Perguntas frequentes
O Google devolve o dinheiro dos cliques inválidos?
Não em forma de reembolso. O tráfego inválido detectado antes do fechamento da fatura não é cobrado. O detectado depois gera crédito na conta de anúncios, quando apropriado e possível. A informação é da página Sobre tráfego inválido, da ajuda do Google Ads, lida em 8 de outubro de 2026. O crédito aparece no resumo de faturamento com o nome Atividade inválida.
Vários cliques do mesmo endereço IP no anúncio são sinal de fraude?
Não necessariamente. Endereço IP é o número que identifica uma conexão de internet. A ajuda do Google Ads lista outras explicações: o cliente que volta ao anúncio para comparar preço, o endereço IP compartilhado por muitos usuários de um mesmo provedor ou de uma universidade e o programa de relatório de acessos que registra como clique cada página aberta dentro do site. O ConnectWeek sugere olhar se esses acessos navegam e compram.
Como bloquear um endereço IP nos anúncios do Google Ads?
A página Sobre tráfego inválido descreve o caminho: no menu Administrador, abrir Configurações da conta, selecionar Exclusões de IP, inserir os endereços e salvar. A ajuda do Google Ads apresenta a exclusão como medida para endereços que o anunciante acredita gerarem cliques suspeitos.
Até quando posso pedir ao Google a investigação de cliques suspeitos?
A página Sobre tráfego inválido informa que as investigações são limitadas aos últimos 60 dias. Antes de pedir, o Google orienta reunir o número da conta, as datas exatas, as campanhas, as palavras-chave suspeitas, os registros do servidor do site, com endereços IP, navegadores e identificadores de clique, e uma explicação do motivo da suspeita.

