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Vídeo de gente comum usando o produto pesa mais que o de influenciador para quem pesquisa no YouTube

Em resumo
O estudo YouTube no Brasil 2026, do Opinion Box, ouviu mil pessoas entre junho e julho. Vídeo de gente comum usando o produto (56%) e vídeo técnico (55%) superam o de influenciador (21%). Mais da metade já comprou algo recomendado na plataforma, mas só 18% se interessam pela publicidade.
O buscador de quem quer ver funcionando
Antes de comprar, a grande maioria de quem usa o YouTube vai lá conferir: 84% procuram vídeos sobre o produto que estão avaliando, e 58% fazem isso sempre ou quase sempre. Os números são do estudo YouTube no Brasil 2026, do Opinion Box, noticiado em 21 de setembro de 2026 pelo E-Commerce Brasil.
Foram mil entrevistas, feitas em junho e julho de 2026, e o estudo estima em 149 milhões o número de usuários da plataforma no país.
O que as pessoas querem assistir
A lista de formatos preferidos na hora da compra traz uma surpresa para quem investe em nomes famosos:
- pessoas comuns mostrando o produto em uso: 56%;
- vídeos técnicos: 55%;
- comparações entre marcas: 47%;
- conteúdo feito pela própria marca: 30%;
- vídeos de influenciadores: 21%.
Sobre o uso em geral, 45% recorrem à plataforma para buscar informações de produtos e 30% assistem a reviews e avaliações.
Influência sim, influenciador nem tanto
Mais da metade (56%) já comprou um produto ou contratou um serviço recomendado em vídeo. No entanto, só 32% dizem que influenciadores têm peso alto nas suas decisões. Demonstração e informação prática parecem contar mais que a indicação de alguém conhecido.
Com a publicidade, a relação é pior:
- 63% dizem que os anúncios recebidos não têm relação com o seu perfil;
- 46% afirmam que os anúncios irritam;
- 18% se interessam pelas propagandas exibidas.
“Se a marca quer se destacar nesse ambiente, precisa começar menos pelo que quer falar e mais pelo que o consumidor precisa saber.”
— Eduardo de Barros, CEO da IDK Brasil
Curto para descobrir, longo para decidir
O Shorts é usado por 55% dos entrevistados. Mesmo nesse grupo, cerca de 74% passam mais tempo com vídeos tradicionais, e 26%, com os curtos. A divisão de papéis fica clara: o vídeo rápido apresenta, e o longo aprofunda a comparação.
O que uma loja pequena faz com isso
O resultado favorece quem não tem verba. O formato mais valorizado é o mais barato de produzir: alguém de verdade usando o produto.
- Grave a resposta para a pergunta que o cliente faz. Como instala, qual o tamanho real, serve para tal uso, qual a diferença entre o modelo A e o B. São exatamente as buscas que antecedem a compra.
- Coloque o vídeo na página do produto e use a transcrição como texto, o que também ajuda na busca, como explica o modelo de descrição de produto para SEO.
- Peça vídeo ao cliente. Um depoimento filmado no celular tem o perfil que 56% preferem. O jeito de pedir está em avaliações de clientes.
- Desconfie do anúncio em vídeo como primeira aposta. Com 18% de interesse, a verba rende mais em conteúdo que responde à busca. Para definir quanto investir, veja tráfego pago para pequeno e-commerce.
Se for trabalhar com criadores, prefira os de nicho, que mostram uso real, com contrato e medição como em microinfluenciador para marca pequena. O que funciona no formato curto está em vídeo curto que vende.
A pesquisa é de opinião declarada, com mil respostas. O entrevistado diz o que acredita que o influencia, o que nem sempre coincide com o que de fato o leva a comprar.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
Quantas pessoas pesquisam produtos no YouTube antes de comprar?
84% dos usuários ouvidos pelo Opinion Box procuram vídeos quando avaliam uma compra, e 58% fazem isso sempre ou na maioria das vezes.
Que tipo de vídeo mais influencia?
Pessoas comuns mostrando o produto em uso (56%), vídeos técnicos (55%) e comparações entre marcas (47%). Vídeos de influenciadores ficam com 21%.





