MarketingNotícia
Criadores já podem marcar produtos da Amazon.com.br em vídeos, Shorts e lives do YouTube

Em resumo
Desde o anúncio noticiado em 25 de setembro de 2026, canais qualificados podem marcar produtos da Amazon.com.br em vídeos, Shorts e lives e ganhar comissão. Dentro da Amazon, os vídeos compráveis saem da página do produto e chegam à home e à confirmação de pedido.
O que foi anunciado
A Amazon passou a fazer parte do programa de afiliados do YouTube Shopping no Brasil. Com isso, canais que cumprem os requisitos da plataforma de vídeo podem marcar produtos nacionais e importados vendidos na Amazon.com.br em vídeos longos, Shorts e transmissões ao vivo, e recebem comissão quando a indicação vira compra. A novidade foi noticiada em 25 de setembro de 2026 pelo E-Commerce Brasil.
Há uma segunda parte, dentro de casa. Os vídeos compráveis da Amazon, que antes apareciam só na página de detalhe do produto, passam a ser exibidos em mais três lugares do site e do aplicativo: a página inicial, a tela de confirmação do pedido e uma área dedicada a vídeos. O formato é vertical, e cada vídeo leva direto ao item mostrado.
A seleção leva em conta o contexto. Na home, o conteúdo pode se relacionar ao que o usuário buscou. Depois de uma compra, a sugestão tende a ser de produto ligado ao que acabou de ser pedido.
Os números citados pela empresa
- o YouTube tem 130 milhões de usuários mensais no Brasil;
- o consumo de vídeos ligados a compras na plataforma cresceu mais de 120% em 2026 sobre o ano anterior;
- 81% dos consumidores já compraram algo indicado por um criador de conteúdo.
São dados mencionados pela Amazon no anúncio, sem a metodologia. Servem para dimensionar a aposta, e não como estatística independente.
“A combinação de vídeos com criadores de conteúdo tem um papel cada vez mais relevante na forma como os brasileiros descobrem, pesquisam e escolhem produtos.”
— João Cantini, diretor de Marketing de Performance e Creators da Amazon Brasil
O tabuleiro
Faltava a Amazon. Segundo a reportagem, o YouTube já mantinha acordos do mesmo tipo com Shopee, Mercado Livre e Magalu. Com as quatro empresas dentro do programa, o criador de conteúdo passa a escolher qual loja indicar em cada vídeo, e a comissão vira ponto de disputa.
O movimento também mostra que vídeo deixou de ser mídia de topo de funil. Ao colocá-lo na home e no pós-compra, a empresa usa o conteúdo de criadores como vitrine e como ferramenta de venda adicional.
O que muda para quem vende na Amazon
Para o lojista do marketplace, cada criador vira um vendedor possível. A reportagem não detalha as regras do programa nem quem arca com a comissão; antes de contar com esse canal, confira as condições na Amazon. Três providências aumentam a chance de ser escolhido:
- anúncio completo, com fotos boas e avaliações, porque o criador tende a evitar página que não converte;
- estoque estável, já que vídeo publicado pode continuar trazendo visita por meses;
- envio de amostra a criadores de nicho que já falam da categoria.
E para quem não vende lá
A loja própria não entra nesse programa, mas pode aplicar a mesma lógica com estrutura simples: link rastreável, comissão definida a partir da margem e contrato curto. O modelo está em afiliados no varejo e em microinfluenciador para marca pequena.
Vale também produzir o próprio vídeo de demonstração e colocá-lo na página do produto. O formato que mais rende está descrito em vídeo curto que vende. Para a decisão de canal, consulte marketplace ou loja própria.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
O que muda com a Amazon no YouTube Shopping?
Canais qualificados podem marcar, em vídeos longos, Shorts e lives, produtos à venda na Amazon.com.br e receber comissão pelas compras geradas.
Quais varejistas já tinham acordo com o YouTube Shopping no Brasil?
Segundo a reportagem, Magalu, Mercado Livre e Shopee.





