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Pontos, desafios e recompensas: a alternativa do varejo à guerra de preços da Black Friday

Em resumo
Desafios, pontos e recompensas com prazo entram na jornada de compra, segundo reportagem de 22 de setembro de 2026. Relatório da Infobip aponta alta de 18% no uso de WhatsApp por empresas brasileiras em 2025, e pesquisa da Comarch mostra que 43% aceitam ceder dados em troca de benefício personalizado.
Quando todo mundo dá desconto, desconto não diferencia
Na Black Friday, o consumidor compara preço em vários sites e aplicativos ao mesmo tempo. Para segurar a atenção sem entrar numa guerra de centavos, parte do varejo está adotando mecânicas de jogo: desafios que liberam benefícios, pontos, recompensas por ação e ofertas com contagem regressiva. O movimento foi descrito em reportagem do E-Commerce Brasil de 22 de setembro de 2026.
A ideia é esticar o contato para antes e depois da compra, de modo que a relação não se resuma ao momento do pagamento.
Os dados disponíveis
A matéria se apoia em dois levantamentos de empresas do setor:
- Infobip, relatório Messaging Trends 2026: o uso de WhatsApp por empresas brasileiras cresceu 18% em 2025; os envios por RCS, o sucessor do SMS, subiram 753%; e os e-mails direcionados, 69%.
- Comarch: 33% dos consumidores se interessam por desafios com recompensa direta, e 43% topam ceder dados pessoais se o benefício for personalizado.
As duas companhias vendem tecnologia de mensagens e de fidelidade, respectivamente. A reportagem não traz resultado medido de nenhuma campanha gamificada, ou seja, nenhum número de conversão ou de recompra. O que existe é interesse declarado e crescimento do uso de canais.
O ganho real: dados próprios
O argumento mais sólido não está no jogo em si. Ao participar de um desafio ou programa, o cliente informa preferências e deixa contato, e a loja passa a poder falar com ele sem pagar anúncio. Num período em que o custo de mídia costuma subir, ter lista própria vale dinheiro.
Onde dá errado
“Quando a execução falha ou se limita a regras confusas e recompensas irrelevantes, a frustração do cliente substitui o engajamento esperado.”
— Giovanna Dominiquini, diretora da Infobip
Gamificação depende de sistemas conversando: estoque, site, programa de pontos e disparo de mensagens. Quando não conversam, aparecem os problemas citados na reportagem, como recompensa que demora a liberar, saldo de pontos errado e oferta que chega depois do prazo. Em vez de fidelizar, a ação vira motivo de reclamação e de carrinho abandonado.
Versões que cabem numa loja pequena
Não é preciso aplicativo nem plataforma de fidelidade para testar a lógica.
- Desconto progressivo: quanto mais itens no carrinho, maior o abatimento. A regra é fácil de configurar e aumenta o valor do pedido, como em upsell e cross-sell.
- Acesso antecipado para quem se cadastra: a lista de espera funciona como desafio e gera contato próprio.
- Cupom da segunda compra dentro da caixa: prolonga a relação para depois da data.
- Oferta com prazo real: relógio falso engana o cliente e destrói confiança.
Qualquer que seja a mecânica, calcule o custo antes na calculadora de precificação e escreva a regra em uma frase. Se não couber em uma frase, está complicada demais.
Para organizar os disparos, use os fluxos de e-mail marketing e de WhatsApp com catálogo. O calendário completo da data está em campanha de Black Friday em 4 semanas.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
O que é gamificação no varejo?
É o uso de mecânicas de jogo na compra: desafios para liberar benefícios, programas de pontos, recompensas por ações e ofertas com prazo definido.
Quantos consumidores se interessam por esse tipo de ação?
Segundo pesquisa da Comarch citada na reportagem, 33% têm interesse em desafios com recompensa direta e 43% topam ceder dados pessoais se receberem benefício personalizado.





