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A partir de 2027, anunciante poderá comprar espaço na Netflix pela plataforma do Mercado Livre

Em resumo
O acordo, anunciado em 23 de setembro de 2026, permite que anunciantes comprem espaço na Netflix Ads pela plataforma de publicidade do Mercado Livre. A empresa, que já tem parcerias com TikTok e Disney+, diz deter 60% do retail media tradicional na América Latina.
O acordo
O Mercado Ads, braço de publicidade do Mercado Livre, vai passar a intermediar a compra de anúncios na Netflix. A parceria foi anunciada em 23 de setembro de 2026, no evento Break The Tape, e começa a valer em 2027 no Brasil e no México, com extensão a outros países da América Latina ao longo do mesmo ano. A informação é do E-Commerce Brasil.
Na prática, o anunciante que já usa a plataforma do marketplace poderá destinar verba ao inventário da Netflix Ads sem sair dela. O streaming entra como mais um ponto de exibição dentro da oferta de TV conectada da empresa, ao lado de acordos semelhantes já existentes com Disney+ e TikTok.
Os números da apresentação
- a Netflix tem audiência média de cerca de 35 milhões de usuários, segundo dado exibido na coletiva, sem detalhamento do recorte;
- a retenção de atenção no streaming chegaria a 84%;
- o retail media respondeu por 15,9% do investimento mundial em publicidade em 2025, mais que a televisão;
- o Mercado Ads diz ter 10% do investimento em publicidade digital da América Latina e 60% do retail media tradicional.
São dados apresentados pela própria empresa a anunciantes e imprensa.
De retail media a commerce media
O anúncio veio embrulhado numa mudança de discurso. Retail media é a publicidade dentro do site do varejista, como o produto patrocinado no resultado da busca. O que o Mercado Ads chama de commerce media vai além: usar o que a empresa sabe sobre o comportamento de compra para exibir anúncios também fora dali, em vídeo e TV conectada, e depois medir se quem viu comprou.
Na leitura do ConnectWeek, é aí que as duas empresas se completam: o streaming tem atenção, e o marketplace tem dado de compra. Juntar as duas pontas permite prometer ao anunciante a ligação entre a exibição do comercial e a venda.
Para quem isso é, e para quem não é
O primeiro público são grandes marcas com verba de construção de marca. Um vendedor pequeno do marketplace não vai anunciar na Netflix no ano que vem, e nem deveria tentar: campanha de TV conectada exige volume e criativo de vídeo profissional.
Mas há efeitos indiretos para quem vende ali:
- A concorrência por atenção sobe. Marcas grandes que anunciam fora podem ganhar busca dentro, o que pressionaria o custo por clique nas categorias mais disputadas.
- A plataforma investe em medição. É comum que ferramentas criadas para o grande anunciante cheguem depois, em versão simplificada, ao pequeno.
- O anúncio patrocinado segue sendo a porta de entrada. É ali que o lojista de menor porte deve concentrar a verba.
Como decidir a sua verba
A regra continua a mesma: anunciar só o produto cuja margem aguenta o custo do clique e acompanhar o retorno por item. O critério para saber quando compensa está em retail media para marca pequena, e o método de definição de orçamento, em tráfego pago para pequeno e-commerce.
Antes de pagar por visibilidade, vale esgotar o que é gratuito: título, ficha técnica e fotos que melhoram a posição orgânica, tema de SEO para marketplace. E a tarifa de cada venda, que precisa entrar na conta do retorno, pode ser simulada na calculadora de taxas do Mercado Livre.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
O que muda com o acordo entre Mercado Ads e Netflix Ads?
A partir de 2027, anunciantes poderão investir em publicidade na Netflix por meio do Mercado Ads, inicialmente no Brasil e no México.
O que é commerce media?
É o nome que o Mercado Ads dá à evolução do retail media: usar os dados de compra do ecossistema para anunciar também fora do site do varejista, antes, durante e depois da decisão de compra.





