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Lojas que vendem mais de R$ 200 mil por mês já somam 52% das vendas feitas na Nuvemshop, mostra o Radar

Em resumo
O Radar do E-commerce D2C, publicado pela Nuvemshop em 2 de outubro de 2026, registra 2,87 milhões de pedidos em setembro nas lojas da plataforma, 39,3% acima de um ano antes. O Pix ficou com 50,59% dos pedidos, e lojas com frete grátis faturaram em média 5,74 vezes mais. Os dados são da base da empresa, não de todo o e-commerce.
O mês
As lojas próprias hospedadas na Nuvemshop receberam 2,87 milhões de pedidos pagos em setembro de 2026, alta de 39,3% sobre setembro de 2025, com faturamento 47,8% maior. Os números estão na edição de setembro do Radar do E-commerce D2C, relatório mensal da empresa, publicada em 2 de outubro de 2026. O valor médio por pedido ficou em R$ 283,53, 6,1% acima de um ano antes, embora a cesta tenha encolhido de 4,02 para 3,73 produtos.
O relatório descreve a base da própria plataforma, que informa uma base de 100 mil lojas ativas. Não é uma medida do e-commerce brasileiro.
Metade do faturamento nas lojas maiores
O destaque da edição é a concentração. As lojas que faturam mais de R$ 200 mil por mês responderam por 52,03% do faturamento de setembro e por 72,5% do crescimento em um ano. Nessa faixa, a receita subiu 81,9%; entre as lojas de até R$ 100 mil mensais, 22,26%.
Segundo a Nuvemshop, o avanço do topo tem duas origens: há 55,2% mais lojas acima de R$ 200 mil, e cada uma faturou em média 17,2% a mais. O valor médio do pedido nelas é de R$ 328,13, contra R$ 232,15 nas menores. A faixa do meio, de R$ 100 mil a R$ 200 mil, ganhou lojas (22,2%), mas o faturamento médio de cada uma quase não saiu do lugar (1,6%).
Frete grátis acompanha o tamanho
As lojas que oferecem frete grátis faturaram em média R$ 26.309 no mês, e as que não oferecem, R$ 4.583, uma diferença de 5,74 vezes. Em setembro de 2025, era de 4,48 vezes. O próprio relatório ressalva que a relação não é só de causa e efeito, já que operações maiores conseguem bancar o envio com mais folga.
Entre as lojas com mais de R$ 100 mil mensais, 94% adotam a prática; entre as menores, 59%. Nas lojas da faixa mais alta, porém, o envio gratuito aparece em apenas 29,55% dos pedidos, o que o relatório lê como sinal de gratuidade condicionada a um valor mínimo de compra. No total da base, 30,73% dos pedidos tiveram frete grátis.
Pix na frente, cartão nos pedidos maiores
O Pix respondeu por 50,59% dos pedidos pagos, e o cartão de crédito, por 44,99%. A vantagem, de 5,60 pontos percentuais, era de 3,31 pontos um ano antes. O porte muda o quadro: a fatia do Pix é de 53,67% nas lojas com receita mensal de até R$ 100 mil e de 47,28% nas que passam de R$ 200 mil.
A diferença de valor entre os dois meios foi mostrada em 10 de setembro pelo E-Commerce Brasil, com dados da mesma plataforma para junho a agosto de 2026: pedido médio de R$ 233,80 no Pix e de R$ 339,97 no cartão de crédito. Esse recorte não está no Radar de setembro.
Dia do Cliente
A semana de 13 a 19 de setembro somou R$ 203 milhões em vendas, 50,7% acima da semana equivalente de 2025 (R$ 134,7 milhões), com 706.874 pedidos. Sozinha, respondeu por 24,9% do faturamento do mês.
Onde cresceu
Os 13 estados acompanhados pelo relatório cresceram mais de 20% em faturamento. São Paulo (54,8%) e Distrito Federal (54,5%) lideram, seguidos por Paraná (50,4%) e Pernambuco (48,1%). São Paulo concentra 35,4% dos pedidos. Os maiores valores médios por pedido estão na Bahia (R$ 318,15), no Maranhão (R$ 315,33) e no Distrito Federal (R$ 312,73).
O que a loja pequena tira disso
A leitura a seguir é do ConnectWeek. O relatório mostra onde está a distância entre as faixas: no valor do pedido e na política de frete, mais do que no meio de pagamento.
- Frete grátis com piso. As lojas grandes oferecem, mas em menos de um terço dos pedidos. A conta do valor mínimo está em frete grátis: a partir de que ticket ele se paga.
- Parcela à vista do cliente. O cartão pesa mais onde o pedido é maior. Como o parcelamento chega ao caixa está em Pix automático, parcelado e recebimento.
- Canal próprio ao lado do marketplace. A comparação entre os dois caminhos está no guia marketplace ou loja própria.
Para o Dia das Crianças, o Radar lembra que a data cai numa segunda-feira de feriado e recomenda comunicar a data-limite de entrega. A intenção de compra do consumidor está na pesquisa em que metade de quem vai presentear, nas capitais, diz comprar pela internet.
Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.
Fonte: Nuvemshop (Radar do E-commerce D2C)
Perguntas frequentes
O que é o Radar do E-commerce D2C?
É o relatório mensal da Nuvemshop com dados das lojas próprias hospedadas na plataforma, que informa uma base de 100 mil lojas ativas. Os números descrevem essa base, e não o comércio eletrônico brasileiro inteiro.
Quanto cresceram as lojas da Nuvemshop em setembro de 2026?
Foram 2,87 milhões de pedidos pagos, 39,3% acima de setembro de 2025, e o faturamento cresceu 47,8% na mesma comparação. O valor médio por pedido foi de R$ 283,53, alta de 6,1%.
Qual a participação do Pix nos pedidos?
50,59% dos pedidos pagos em setembro de 2026, contra 44,99% do cartão de crédito. A fatia do Pix é de 53,67% nas lojas com receita mensal de até R$ 100 mil e de 47,28% nas que passam de R$ 200 mil.
Oferecer frete grátis faz a loja vender 5,74 vezes mais?
Não é o que o relatório diz. Ele mostra que a receita média das lojas que dão frete grátis foi 5,74 vezes a das que não dão, e avisa que isso não prova causa: operações maiores conseguem bancar o envio com mais folga.





