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EconomiaNotíciaDados com fonte declarada

Só a faixa de 1 a 2 salários mínimos procurou mais crédito em agosto de 2026, mostra índice da Serasa

Só a faixa de 1 a 2 salários mínimos procurou mais crédito em agosto de 2026, mostra índice da Serasa
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Em resumo

O índice da Serasa Experian que mede a procura de consumidores por crédito subiu 5,5% em agosto de 2026 sobre agosto de 2025, mas a alta veio de uma única faixa de renda: a de 1 a 2 salários mínimos, com 43,9%. As outras quatro recuaram. No acumulado de 12 meses, o avanço é de 16,5%. O comunicado é de 28 de setembro de 2026.

Uma faixa de renda sustenta o índice

A procura dos consumidores por crédito cresceu 5,5% em agosto de 2026 na comparação com agosto de 2025, segundo a Serasa Experian, que divulgou em 28 de setembro de 2026 o seu indicador de demanda de pessoas físicas por crédito. O número geral esconde um desenho desigual. Das cinco faixas de renda acompanhadas, só uma avançou:

  • de 1 a 2 salários mínimos: alta de 43,9%;
  • de 2 a 5 salários mínimos: queda de 1,1%;
  • até 1 salário mínimo: queda de 9,8%;
  • de 5 a 10 salários mínimos: queda de 14,5%;
  • acima de 10 salários mínimos: queda de 23,1%.

Para o lojista que vende a prazo, é esse recorte que importa: a procura só cresceu entre quem ganha de 1 a 2 salários mínimos; na faixa de até 1 salário e nas de renda mais alta, ficou abaixo da de um ano antes.

O acumulado de 12 meses ainda é alto

Na janela mais longa, a de 12 meses encerrada em agosto de 2026, o indicador subiu 16,5%. A faixa de 1 a 2 salários mínimos também lidera aí, com 41,0%. O comunicado traz as outras faixas nessa comparação: até 1 salário mínimo (14,1%), de 5 a 10 salários (12,0%) e acima de 10 salários (7,0%). A faixa de 2 a 5 salários mínimos é a única que recuou em 12 meses: queda de 0,4%, segundo a tabela do comunicado.

A economista-chefe da empresa, Camila Abdelmalack, lê a diferença entre as duas medidas como perda de fôlego pontual em agosto e diz que ainda é cedo para falar em mudança duradoura no comportamento do consumidor. Ela associa a procura elevada na faixa de 1 a 2 salários ao uso do crédito para administrar o orçamento do dia a dia e recomenda cautela, por causa dos juros altos, da inadimplência e do comprometimento da renda.

Onde a procura mais cresceu

Todas as unidades da federação tiveram alta em 12 meses até agosto de 2026. As pontas do ranking:

  • maiores avanços: Mato Grosso na frente, com 36,3%; depois o Acre, com 27,5%, e o Amapá, com 26,2%. Acima de 20% ficaram ainda o Rio Grande do Sul (24,8%), Roraima (24,2%) e, com 22,9%, Mato Grosso do Sul;
  • menores avanços: o Distrito Federal subiu 11,2%, São Paulo, 11,8%, e o Rio de Janeiro, 11,9%.

O que o índice mede, e o que não mede

Três cuidados antes de usar o dado:

  • É procura, não concessão. O indicador conta consultas a CPFs feitas na base da Serasa Experian durante análises de crédito. A própria empresa avisa que ele não diz se a operação foi aprovada ou contratada.
  • É um número-índice. A base é a média de 2024, igual a 100. O comunicado dá variações, e não quantidade de pedidos nem valores em reais.
  • A amostra não é dimensionada. A metodologia fala em amostra significativa de CPFs, sem informar o tamanho.

As consultas vêm tanto de instituições financeiras quanto de empresas não financeiras.

Para quem vende parcelado

Leitura nossa: se o crescimento da procura por crédito se concentra em quem ganha de 1 a 2 salários mínimos, cresce a parcela de pedidos em que a aprovação do pagamento é o gargalo, e não o preço. Dois textos ajudam a fazer essa conta: o que mostra como o crédito caro pesa na aprovação do checkout e o que calcula o custo do parcelado sem juros para o lojista.

Do lado das empresas, o mesmo birô registrou alta menor: a procura de empresas por crédito subiu 11,2% em 12 meses até agosto. E a notícia sobre os consumidores negativados em banco e fintech ao mesmo tempo dá a medida do risco na outra ponta.

Fonte: Serasa Experian

Perguntas frequentes

Quanto cresceu a procura dos consumidores por crédito?

Pelo indicador da Serasa Experian, 16,5% no acumulado de 12 meses encerrado em agosto de 2026 e 5,5% em agosto de 2026 na comparação com agosto de 2025. O comunicado foi publicado em 28 de setembro de 2026.

Qual faixa de renda puxou a alta?

A de 1 a 2 salários mínimos: 41,0% no acumulado de 12 meses e 43,9% em agosto contra o mesmo mês do ano anterior. Nessa segunda comparação, todas as outras faixas recuaram.

O indicador mede crédito concedido?

Não. Ele é calculado a partir de consultas a CPFs feitas na base da Serasa Experian em processos de avaliação de crédito. Registra a procura, e não a aprovação nem a contratação.

Em quais estados a procura mais cresceu?

Em 12 meses até agosto de 2026, Mato Grosso teve a maior alta, de 36,3%; o Acre ficou com 27,5% e o Amapá, com 26,2%. Na outra ponta, o Distrito Federal subiu 11,2%, São Paulo, 11,8%, e o Rio de Janeiro, 11,9%.

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