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Luxo no TikTok Shop e no Mercado Livre: Shiseido vendeu ali o equivalente a 35% dos canais próprios

Em resumo
Marcas como YSL Beauty, Shiseido, Carolina Herrera e Estée Lauder passaram a vender em marketplaces no Brasil, segundo reportagem de 2 de outubro de 2026. O Mercado Livre mantém uma área de Beleza Premium separada. O desafio declarado é ganhar alcance sem cair na lógica de cupom.
O luxo foi para onde o cliente já compra
Perfumaria de alto padrão costuma depender de balcão, vendedora treinada e loja própria. Agora, parte dessas marcas aparece em marketplaces brasileiros. Reportagem do E-Commerce Brasil publicada em 2 de outubro de 2026 lista o movimento nas duas plataformas:
- TikTok Shop: Yves Saint Laurent Beauty e Shiseido entraram no catálogo;
- Mercado Livre: já há perfumes de Rabanne, Carolina Herrera e Jean Paul Gaultier à venda, e a Estée Lauder chegou para ficar ao lado de MAC, Clinique e Too Faced.
O dado mais concreto vem da Shiseido. Em maio, primeiro mês de operação no TikTok Shop, o que a marca vendeu ali correspondeu a 35% do total registrado nos canais digitais próprios. O número compara a plataforma com os canais digitais da própria marca; o faturamento total da empresa não aparece na reportagem.
Dois modelos diferentes
No TikTok Shop, o produto surge em vídeo, em indicação de criador ou em transmissão ao vivo antes que alguém pesquise o nome da fragrância. A plataforma descreve a proposta como ampliar a descoberta, e não como baixar preço.
No Mercado Livre, a aposta é separar o ambiente. A empresa mantém uma área de Beleza Premium que, segundo ela, recebe centenas de milhares de visitas por mês, com exposição distinta da usada em produto de consumo de massa.
“Democratizar o acesso não significa descaracterizar o luxo.”
— Anna Araripe, diretora de marketplace do Mercado Livre
O risco que as marcas tentam controlar
Marketplace vive de cupom, parcelamento e vitrine de oferta. Marca de luxo vive de valor percebido. Expor um produto premium ao lado de promoção relâmpago pode trazer volume no curto prazo e desgastar a imagem no longo. A reportagem aponta três pontos de controle: preço, apresentação e experiência. Recursos como busca, anúncio, afiliado e avaliação ajudam a vender, desde que o produto não passe a ser lembrado só pelo desconto.
A reportagem não traz volume de vendas da categoria em nenhuma das duas plataformas, o que impede medir o tamanho real do movimento.
O que isso ensina a marcas menores
O dilema não é exclusivo de grife francesa. Qualquer marca com posicionamento acima da média, seja de cosmético artesanal, café especial ou moda autoral, enfrenta a mesma escolha ao entrar num marketplace. As grandes estão mostrando um caminho possível:
- entrar com loja oficial, e não deixar o produto aparecer só por revendedor, para controlar preço e foto;
- usar o canal para ser descoberto, com conteúdo e criador, em vez de disputar a busca por menor valor;
- evitar a guerra de cupom e preferir brinde, kit ou frete como benefício.
Para decidir se o canal compensa, o guia marketplace ou loja própria organiza os critérios, e taxas do TikTok Shop em 2026 mostra quanto sobra por venda. Quem vai trabalhar com criadores encontra o modelo de contrato em marketing de influência para marca pequena, e a base do posicionamento está em branding para PME.
Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.
Fonte: E-Commerce Brasil
Perguntas frequentes
Quais marcas de luxo já vendem em marketplaces no Brasil?
Segundo o E-Commerce Brasil, YSL Beauty e Shiseido estão no TikTok Shop; Carolina Herrera, Jean Paul Gaultier, Rabanne, Estée Lauder, MAC, Clinique e Too Faced estão no Mercado Livre.
Qual foi o resultado da Shiseido no TikTok Shop?
Em maio, primeiro mês da marca na plataforma, as vendas ali equivaleram a 35% do total dos canais digitais próprios da empresa.





