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Publicar aplicativo na Nuvemshop, na Shopify e no Mercado Livre: regras e revisão
Em resumo
Nas páginas lidas em 13/10/2026 sobre publicar aplicativo para lojas online, a Nuvemshop informa o prazo da homologação, de até 30 dias úteis, mas não o percentual da comissão. A Shopify informa o registro de US$ 19, a taxa de processamento de 2,9% e a participação de 15% na receita acima de US$ 1 milhão, mas não o prazo da revisão. O programa do Mercado Livre não aceita novas inscrições no último trimestre de 2026.
A startup que desenvolve software para lojas virtuais pode distribuir o produto como aplicativo dentro das plataformas de e-commerce. Na Nuvemshop, o aplicativo público passa por um processo de validação chamado homologação, e a equipe da plataforma tem até 30 dias úteis para responder depois de receber o material. Na Shopify, a publicação na loja de aplicativos exige um registro de US$ 19 e uma revisão, e a empresa não cobra participação na receita sobre o primeiro US$ 1 milhão de receita bruta com aplicativos do desenvolvedor, somados todos os aplicativos dele e os das contas de desenvolvedor associadas, embora aplique uma taxa de processamento de 2,9% a toda cobrança. A isenção não vale para o desenvolvedor que ganhou US$ 20 milhões ou mais na loja de aplicativos no ano-calendário anterior nem para o que tem receita bruta da empresa de US$ 100 milhões ou mais: esses pagam 15% sobre toda a receita com aplicativos. No Mercado Livre, o programa de certificação de parceiros desenvolvedores pede um faturamento mínimo dos vendedores atendidos e não aceita novas inscrições no último trimestre de 2026.
O ConnectWeek leu, em 13 de outubro de 2026, seis páginas da documentação da Nuvemshop para desenvolvedores e um artigo da central de atendimento dela, quatro páginas da documentação da Shopify e a página do Developer Partner Program do Mercado Livre. As páginas da Shopify estão em inglês e os valores, em dólares americanos. Os contratos dos programas de parceiros das três empresas não foram lidos. As explicações de termos entre parênteses ou logo depois do termo são do ConnectWeek.
Nas páginas lidas, nenhuma das três empresas informa as duas coisas: o prazo de análise e o valor da taxa. A Nuvemshop informa o prazo da homologação, mas não o percentual da comissão; a Shopify, as taxas, mas não o prazo da revisão. A página do programa do Mercado Livre traz os prazos para manter a certificação e não cita taxa de inscrição nem prazo de resposta à candidatura.
Nuvemshop: aplicativo público passa por homologação
A visão geral da plataforma para desenvolvedores da Nuvemshop apresenta três caminhos: criar aplicativos, desenvolver temas (o visual da loja) e conectar agentes de inteligência artificial. Segundo a página, as ferramentas atendem mais de 180.000 negócios na América Latina.
O tipo de aplicativo define se há homologação. As perguntas frequentes de publicação dizem que os aplicativos públicos da Loja de Aplicativos precisam de homologação. Os criados com a opção "Para os seus clientes", que são privados, não passam por ela. A visão geral da homologação define o processo como a validação e a certificação de um aplicativo dentro do ecossistema da Nuvemshop.
O pedido é feito no painel de parceiros. Na página do aplicativo, em "Dados básicos", o desenvolvedor habilita "Loja de Aplicativos" e clica em "Solicitar homologação". A plataforma responde com os próximos passos. Em paralelo, é preciso preencher os campos obrigatórios de "Dados de publicação" e configurar os webhooks obrigatórios de privacidade (webhook é o aviso automático que um sistema envia a outro quando algo acontece).
A página de requisitos da homologação lista o que a equipe pede depois do primeiro contato:
- um diagrama de sequência, que mostra como o aplicativo conversa com a API da Nuvemshop (API é a interface pela qual um sistema acessa os dados de outro);
- um vídeo de demonstração com a instalação feita a partir da Nuvemshop, o cadastro, o login, a reinstalação e o uso das funções principais;
- uma conta de demonstração já liberada, quando o aplicativo tem assinatura de plano ou outra etapa que atrase o teste;
- o uso do NubeSDK, o kit da Nuvemshop para código de terceiros, nos aplicativos que injetam scripts (trechos de código) na vitrine (as páginas da loja) ou no checkout (a etapa de finalização da compra).
A exigência do NubeSDK é verificada na homologação desde 5 de junho de 2026, segundo a visão geral da homologação. Aplicativos que só usam a API ou que rodam apenas dentro do painel do lojista não precisam dele. Para os aplicativos privados que injetam scripts, a mesma página informa que a exigência é aplicada por bloqueio no front-end (a parte da loja que o visitante vê), sem homologação, e que os aplicativos legados seguem uma remoção progressiva a partir de 30 de outubro de 2026.
O prazo está escrito em duas páginas. A visão geral e as perguntas frequentes dão à equipe até 30 dias úteis para a resposta, a partir do envio dos artefatos (o diagrama, o vídeo e os demais materiais pedidos). Se houver pendência, a equipe devolve a lista de ajustes, o parceiro corrige e reenvia as evidências, e o ciclo se repete até tudo ser atendido. Aplicativos de ERP (sistema de gestão), de pagamentos e de envios passam por uma validação complementar: a equipe manda um roteiro, e o parceiro grava um vídeo demonstrando cada etapa.
As diretrizes de publicação relacionam cinco tipos de aplicativo que não entram na loja ou têm visibilidade limitada: os que não usam as APIs públicas da Nuvemshop; os que falsificam dados em avisos e notificações; os que processam pagamentos fora do checkout da plataforma; os que repetem outro aplicativo do mesmo desenvolvedor; e os que servem principalmente para compartilhar dados de lojistas com terceiros, que dependem de consentimento prévio por escrito da Nuvemshop.
Como a Nuvemshop cobra do lojista pelo aplicativo
A página de preços e cobrança descreve três formas, escolhidas por país de publicação: gratuito, valor único e valor mensal. Na opção gratuita, o aplicativo não cobra nada ou o parceiro cobra por fora, e a plataforma não cria assinatura. Nas outras duas, a cobrança passa pelo sistema da Nuvemshop, de uma vez ou todo mês.
A mesma página afirma que a publicação, por si só, não cria comissão sobre o que a loja vende. O que a Nuvemshop desconta está em outro lugar, a central de atendimento. O artigo sobre como o parceiro recebe pelo uso do aplicativo, com última atualização em 15 de janeiro de 2026, diz que o dinheiro pago pelos lojistas chega ao parceiro depois de descontada a comissão da plataforma. Na cobrança feita pela Nuvemshop, o valor sacado no portal de parceiros sai também líquido das taxas do meio de pagamento que o lojista escolheu e do imposto da nota fiscal. Na cobrança feita pelo próprio parceiro, o lojista paga diretamente ao desenvolvedor. O artigo não informa o percentual da comissão, e as páginas de preços, de perguntas frequentes e de diretrizes da documentação também não. Os termos do programa de parceiros não foram lidos; vale perguntar o percentual ao suporte de parceiros antes de definir o preço.
Um detalhe de operação: enquanto o aplicativo está "Em aprovação", preços e países ficam bloqueados para edição.
Shopify: revisão em etapas e requisitos em cinco grupos
A página sobre o processo de revisão de aplicativos da Shopify descreve os estados pelos quais o pedido passa. O aplicativo público nasce como rascunho ("Draft") e só pode ser enviado depois de corrigidos os problemas apontados na própria página de revisão. Enviado, fica como "Submitted". Se faltar um requisito básico que impeça a análise, vai para "Paused", e o desenvolvedor recebe um e-mail com as mudanças exigidas. Cumpridos os requisitos básicos, a Shopify designa um revisor. Se ele pedir ajustes que precisem ser discutidos, o estado muda para "Reviewed". Aprovado, o aplicativo passa a "Published" e aparece na Shopify App Store, a loja de aplicativos da Shopify.
Quando o aplicativo vai ser listado na loja, a Shopify revisa também o conteúdo da página de apresentação. A documentação sobre o processo de revisão não informa quanto tempo a análise leva; o ConnectWeek procurou o prazo também na página de requisitos e na de boas práticas da loja de aplicativos, sem encontrar.
Os requisitos da Shopify App Store estão organizados em cinco grupos: política, funcionalidade, segurança, página do aplicativo na loja e regras por categoria. Três exemplos do primeiro grupo. O aplicativo deve usar o checkout da Shopify: contornar o checkout ou o processamento de pagamentos é proibido. Ele só pode trazer informação verdadeira, sem avaliações falsas nem avisos de compra falsos. E o aplicativo embutido (o que abre dentro do painel do lojista) deve autenticar o usuário por tokens de sessão (credenciais que identificam a sessão de uso). A página avisa que os requisitos mudam, que a equipe faz verificações de qualidade com regularidade e que a equipe de revisão pode rejeitar o aplicativo que não atenda aos padrões.
Quanto a Shopify retém da receita do aplicativo
A página de participação na receita da Shopify (a fatia do faturamento do aplicativo que fica com a plataforma) informa que o desenvolvedor fica com 100% do primeiro US$ 1 milhão de receita bruta com aplicativos, contada desde 1º de janeiro de 2025, e com 85% do que passar disso. Quem tem mais de um aplicativo soma a receita de todos, incluídos os das contas de desenvolvedor associadas, e é essa soma que conta para o limite de US$ 1 milhão. Para ter essa condição, é preciso registrar-se na Shopify App Store e pagar uma taxa única de US$ 19 por conta de parceiro. Segundo a mesma página, quem distribui o aplicativo a vários lojistas precisa publicá-lo pela Shopify App Store. O registro não é exigido de quem só desenvolve aplicativos sob medida para um único lojista.
Três regras da mesma página mudam a conta:
- toda cobrança tem uma taxa de processamento de 2,9%, além do imposto sobre vendas aplicável, e essas taxas são cobradas à parte da participação na receita;
- a participação é calculada sobre a venda bruta, sem considerar reembolsos;
- quem ganhou US$ 20 milhões ou mais na loja de aplicativos no ano-calendário anterior, ou tem receita bruta da empresa de US$ 100 milhões ou mais, paga 15% sobre toda a receita, sem a isenção do primeiro US$ 1 milhão.
Um exemplo hipotético do ConnectWeek: um desenvolvedor sem outra receita de aplicativos, cujo aplicativo cobra US$ 50.000 dos lojistas em um ano, fica abaixo do primeiro milhão acumulado e não paga participação na receita. A taxa de processamento de 2,9% sobre esse valor é de US$ 1.450 (50.000 vezes 0,029), sem contar imposto. A página cita ainda uma taxa regulatória adicional sobre vendas a lojistas de alguns países ou regiões, sem dizer o valor nesse trecho.
Mercado Livre: certificação com faturamento mínimo e inscrições suspensas
No Mercado Livre, o caminho descrito na página lida é o Developer Partner Program, programa de certificação baseado em níveis e medalhas (Silver, Gold e Platinum). Os aplicativos certificados aparecem na Central de Parceiros. A página, atualizada em 6 de outubro de 2026, traz um aviso: no último trimestre de 2026 o programa não aceita novas inscrições, por causa de uma reestruturação interna.
Os requisitos para se candidatar são cinco: cumprir os padrões de qualidade da plataforma, formalizar a candidatura em formulário, ter vendedores do Mercado Livre usando a solução com um faturamento mínimo por país, ser aprovado em uma avaliação de segurança com 65% ou mais e desenvolver as iniciativas mínimas atribuídas por um especialista em integração. Para o Brasil, o mínimo é de US$ 2.500.000 por mês. A página explica que esse número é o faturamento mensal, em dólares, dos usuários ativos da ferramenta, considerados os que a usaram nos últimos três meses.
Certificado, o parceiro mantém a medalha pela velocidade com que entrega as iniciativas. As alterações obrigatórias, exigidas quando o Mercado Livre muda ou descontinua um recurso que afeta os vendedores, têm prazo de adaptação de 15 dias. O programa atribui até quatro iniciativas novas por trimestre, sem contar as alterações obrigatórias nem a dívida técnica. Quem não cumpre os prazos entra em quarentena: o aplicativo deixa de aparecer na Central de Parceiros e o parceiro tem 40 dias corridos para a entrega. Se o Mercado Livre receber e validar a entrega nesse prazo, a quarentena termina e o aplicativo volta à Central de Parceiros com a medalha que tinha; passado esse prazo, corre outro de 40 dias. Quem entrega nele volta com a medalha um nível abaixo, ou perde a certificação se era Silver; quem não entrega perde a certificação.
O lojista vê esse programa pelo outro lado, quando escolhe um integrador certificado; esse ângulo está no texto sobre como avaliar um hub de integração de marketplace.
O que comparar antes de escolher por onde começar
Na avaliação do ConnectWeek, as páginas lidas permitem comparar quatro pontos antes de decidir em qual plataforma publicar primeiro:
- Porta de entrada: na Nuvemshop e na Shopify, as páginas descrevem o pedido de análise sem exigir base mínima de clientes; no Mercado Livre, a certificação supõe vendedores que já usam a solução e faturam o mínimo exigido.
- Prazo: a visão geral da homologação da Nuvemshop publica o limite de 30 dias úteis para responder; as páginas da Shopify lidas não trazem prazo.
- Receita: a Shopify publica a participação que retém e a taxa de processamento; a Nuvemshop informa que há comissão da plataforma, sem dizer o percentual nas páginas lidas.
- Manutenção: a Shopify avisa que os requisitos mudam, a Nuvemshop passou a verificar o NubeSDK em junho de 2026 e o Mercado Livre fixa prazos de adaptação para manter a certificação.
Para conhecer cada plataforma pelo lado de quem vende, o ConnectWeek tem textos sobre os planos e a tarifa por venda da Nuvemshop e sobre pagamento, frete e checkout da Shopify no Brasil.
Fonte: Nuvemshop
Perguntas frequentes
Quem pode publicar um aplicativo na loja de aplicativos da Nuvemshop?
O desenvolvedor com conta no painel de parceiros da Nuvemshop, desde que o aplicativo público seja aprovado na homologação, a validação feita pela equipe da plataforma. A solicitação é feita na página do aplicativo, e a equipe pede um diagrama de sequência (desenho de como o aplicativo conversa com a API da Nuvemshop), um vídeo de demonstração e, quando há assinatura ou outra etapa que atrase o teste, uma conta de demonstração já liberada. Aplicativos privados, criados com a opção "Para os seus clientes", não passam por homologação.
Quanto tempo leva a homologação de um aplicativo na Nuvemshop?
A documentação da Nuvemshop dá à equipe de homologação até 30 dias úteis para responder, a partir do envio do material pedido (diagrama, vídeo e, quando exigida, conta de demonstração). Se a equipe encontrar pendências, devolve a lista de ajustes, e o parceiro reenvia as evidências; esse ciclo se repete até a aprovação. Aplicativos de ERP, de pagamentos e de envios têm uma validação complementar, com roteiro demonstrado em vídeo.
O que a Shopify revisa antes de aprovar um aplicativo?
A Shopify confere se o aplicativo cumpre os requisitos da loja de aplicativos, organizados em política, funcionalidade, segurança, página de apresentação na loja e regras por categoria. Se ele vai ser listado na Shopify App Store, o conteúdo da página de apresentação também é revisado. O pedido começa como "Draft", passa a "Submitted" e, se aprovado, termina em "Published"; fica em "Paused" se faltar um requisito básico e em "Reviewed" se o revisor pedir ajustes a discutir.
A Shopify e a Nuvemshop ficam com parte da receita do aplicativo?
A Shopify publica a regra: o desenvolvedor fica com 100% do primeiro US$ 1 milhão de receita bruta com aplicativos, contada desde 1º de janeiro de 2025 e somados todos os aplicativos dele e os das contas de desenvolvedor associadas, e com 85% do que exceder, salvo os desenvolvedores de maior porte, que pagam 15% sobre tudo. Sobre toda cobrança incide ainda uma taxa de processamento de 2,9%, e o registro custa US$ 19. Na Nuvemshop, a central de atendimento diz que o parceiro recebe já com o desconto da comissão da plataforma, e as páginas lidas em 13 de outubro de 2026 não informam o percentual; a documentação acrescenta que a publicação, por si só, não cria comissão sobre o que a loja vende.
O que é o programa de parceiros desenvolvedores do Mercado Livre?
É o Developer Partner Program, uma certificação por níveis (Silver, Gold e Platinum) para empresas cujas soluções são usadas por vendedores do Mercado Livre. Entre os requisitos estão um faturamento mensal mínimo dos vendedores atendidos, de US$ 2.500.000 no Brasil, e a aprovação em uma avaliação de segurança com 65% ou mais. Em 13 de outubro de 2026, a página informava que o programa não estava aceitando novas inscrições no último trimestre de 2026.