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OMS: o que é o sistema de gerenciamento de pedidos e como ele decide de qual estoque sai cada pedido

Em resumo

OMS é o sistema de gerenciamento de pedidos. Na loja virtual que guarda mercadoria em mais de um lugar, ele escolhe de qual estoque cada pedido sai. O ConnectWeek explica as regras que a Shopify, plataforma de e-commerce, publica para essa escolha, chamada roteamento de pedidos, mostra um exemplo hipotético de loja com dois estoques e indica quando esse tipo de sistema passa a ser necessário.

OMS é a sigla em inglês de Order Management System, o sistema de gerenciamento de pedidos. Em linhas gerais, na loja virtual que guarda mercadoria em mais de um lugar, é esse tipo de sistema que escolhe de qual estoque cada pedido vai sair. Este artigo mostra como essa escolha é feita, com as regras que a Shopify, plataforma de e-commerce, publica na central de ajuda, e com um exemplo hipotético de loja com dois estoques. As páginas da Shopify e da VTEX, outra plataforma de e-commerce, foram lidas em 9 de outubro de 2026.

O que um OMS faz, em três tarefas

Na leitura do ConnectWeek, o trabalho de um sistema de gerenciamento de pedidos se resume a três tarefas. A primeira é reunir em uma só fila os pedidos de todos os canais de venda, como a loja virtual e os marketplaces, os sites que reúnem vários vendedores. A segunda é decidir de onde sai cada pedido: do depósito, de uma loja física ou de um operador logístico, a empresa contratada para guardar e enviar a mercadoria. A terceira é acompanhar o pedido até a entrega e avisar os outros sistemas de cada mudança. A segunda tarefa tem nome próprio, roteamento de pedidos, e é o assunto deste artigo.

Nem sempre o OMS é um programa separado. A Shopify, por exemplo, documenta na central de ajuda uma função de roteamento de pedidos da própria plataforma. A página Roteamento de pedidos informa que a função atribui os pedidos automaticamente aos locais de processamento com base em regras definidas, que a loja pode manter no padrão ou personalizar. A função exige 2 ou mais locais ativos. Local de processamento é o termo usado pela Shopify; a página não o define. Na leitura do ConnectWeek, é o lugar de onde o pedido é separado e enviado.

Como o sistema decide: as regras em sequência

Segundo a página Noções básicas sobre o encaminhamento de pedidos, da Shopify, que nessa página chama o roteamento de encaminhamento, a plataforma aplica as regras uma depois da outra, de cima para baixo, e cada regra trabalha sobre o que a anterior deixou. Os locais que ficam com a prioridade mais alta são os selecionados para processar o pedido. A estratégia padrão da plataforma tem três regras, nesta ordem; a loja pode acrescentar outros dois tipos de regra.

Regra da ShopifyO que ela prioriza, segundo a páginaFaz parte da estratégia padrão?
Minimizar processamentos divididosOs locais que têm todos os itens do pedido em estoque, para o pedido sair no menor número de pacotesSim, é a primeira
Permanecer no mercado de destinoOs locais que ficam no mesmo mercado do endereço de entrega; no exemplo da página, o endereço de entrega fica nos Estados UnidosSim, é a segunda
Enviar do local mais próximoO local que fica à menor distância, em linha reta, de onde o pedido será entregueSim, é a terceira
Usar locais rankeadosOs grupos de locais que a loja pôs em ordem, por exemplo depósitos antes de vitrines virtuais, termo da páginaNão, a loja acrescenta
Usar metacampos de localOs locais conforme o valor de um campo criado pela loja, por exemplo ter capacidade para processar pedidosNão, a loja acrescenta

A mesma página faz uma ressalva e uma recomendação sobre a regra da proximidade. A distância em linha reta não é igual à distância percorrida na estrada, e por isso o local escolhido pode, às vezes, ser diferente do esperado. A página informa ainda que, quando outras regras deixam vários locais com a mesma prioridade, essa regra seleciona o mais próximo, e recomenda aplicá-la por último.

O exemplo publicado pela Shopify

A página Noções básicas sobre o encaminhamento de pedidos traz um caso com quatro locais: Nova York, Vancouver, Miami e Texas. O cliente pede a entrega em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A primeira regra tira o Texas da disputa, porque ele não tem todos os itens em estoque. A segunda tira Vancouver: o pedido vai para um endereço nos Estados Unidos e, dos três locais que restavam, Nova York e Miami avançam. A terceira compara Nova York e Miami e escolhe Nova York, que fica mais perto de Nova Jersey. O pedido é atribuído ao local de Nova York.

Um exemplo hipotético com dois estoques no Brasil

O caso a seguir é inventado pelo ConnectWeek para mostrar o efeito da ordem das regras. Uma loja de utilidades domésticas tem dois estoques, um em São Paulo e outro no Recife. Uma cliente de Fortaleza compra uma panela e um jogo de talheres. O estoque do Recife tem a panela, mas está sem o jogo de talheres. O de São Paulo tem os dois produtos.

  • Com a estratégia padrão, a primeira regra prioriza São Paulo, o único local com os dois itens. O pedido sai inteiro de São Paulo, em um pacote só, mesmo com o Recife mais perto de Fortaleza.
  • Se a loja pusesse a proximidade em primeiro lugar, ao contrário do que a página recomenda, a leitura do ConnectWeek é que o Recife passaria à frente, por estar mais perto de Fortaleza. Como ele não tem o jogo de talheres, o pedido tenderia a ser dividido: a panela sairia do Recife e os talheres, de São Paulo, em dois pacotes. As páginas da Shopify lidas não descrevem esse cenário; o resultado real depende da configuração completa da loja.

Nenhuma das duas respostas é a certa para todas as lojas. Na avaliação do ConnectWeek, a decisão depende do que pesa mais para o negócio: pagar um frete só e entregar tudo junto, ou entregar uma parte mais cedo e pagar dois envios. O que importa é que a regra seja escolhida pela loja, e não aplicada sem que ninguém saiba qual é.

Quando a loja precisa de um OMS?

Com um único estoque não há o que rotear: todo pedido sai do mesmo lugar. Para esse caso, o que ajuda é a organização do próprio depósito, que pode ser feita com um sistema de gerenciamento de armazém, conhecido pela sigla WMS. É o assunto de WMS para e-commerce pequeno. A pergunta sobre o OMS aparece quando a loja passa a ter um segundo ponto de saída de mercadoria. Na avaliação do ConnectWeek, três situações criam esse segundo ponto.

A primeira é abrir outro depósito, em outra região, para encurtar o prazo de entrega. A segunda é usar a loja física como estoque do site. A terceira é mandar parte dos produtos para um operador logístico ou para o centro de distribuição de um marketplace. Esse modelo, em que um terceiro guarda, embala e envia os pedidos, é chamado de fulfillment e está comparado em fulfillment ou operação própria.

Antes de contratar um sistema, vale conferir o que a plataforma e o ERP, o sistema de gestão da empresa, já fazem. Na VTEX, a página Estratégia de envio informa que a entrega dos pedidos depende da combinação de três cadastros da plataforma, chamados estoque, doca e política de envio. A mesma página avisa que cada conta comporta até 10.000 rotas de envio; rota, segundo a página, é cada combinação possível de estoque, doca, política de envio e política comercial. Ela recomenda não criar combinações que não serão usadas. O mesmo limite aparece na página Quais configurações logísticas impactam na disponibilidade do produto no carrinho?, também da central de ajuda da VTEX.

O roteamento só funciona se o saldo de cada estoque estiver certo no sistema. Se o cadastro diz que o Recife tem a panela e ela não está na prateleira, a regra escolhe o local errado. O artigo como integrar ERP, marketplace e loja virtual sem retrabalho mostra como manter os saldos iguais entre os sistemas. Quem liga os canais por um hub de integração, o sistema intermediário entre a loja e os marketplaces, encontra os critérios de escolha em como avaliar o hub de integração.

Comece por aqui Novo no assunto? Leia primeiro o que é e-commerce, o texto-base desta cobertura.

Fonte: Shopify, Central de ajuda, página Noções básicas sobre o encaminhamento de pedidos

Perguntas frequentes

O que é OMS?

OMS é a sigla em inglês de Order Management System, o sistema de gerenciamento de pedidos. Na leitura do ConnectWeek, ele reúne os pedidos de todos os canais de venda, decide de qual estoque cada pedido sai e acompanha o pedido até a entrega.

O que é roteamento de pedidos?

É a escolha automática do local de onde cada pedido será separado e enviado. A Shopify, por exemplo, informa na central de ajuda que o roteamento atribui os pedidos aos locais de processamento com base em regras aplicadas em sequência e que a função exige 2 ou mais locais ativos.

Quais são as regras padrão de roteamento de pedidos da Shopify?

A central de ajuda da Shopify lista três regras na estratégia padrão. A primeira prioriza os locais que têm todos os itens do pedido, para ele sair no menor número de pacotes (minimizar processamentos divididos). A segunda prioriza os locais no mesmo mercado do endereço de entrega (permanecer no mercado de destino). A terceira escolhe o local mais próximo. A loja pode acrescentar dois tipos de regra: uma que segue a ordem de grupos de locais definida por ela (locais rankeados) e outra que usa um campo criado por ela (metacampos de local).

Loja virtual com um único estoque precisa de OMS?

Na avaliação do ConnectWeek, a loja com um único estoque não precisa de OMS para escolher o local de saída, porque todo pedido sai do mesmo lugar. A necessidade aparece quando a loja abre um segundo depósito, usa a loja física como estoque do site ou manda parte dos produtos para um operador logístico.

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