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Link de pagamento: como funciona, quanto custa e quando usar no lugar do checkout

Em resumo

Link de pagamento é um endereço de internet que o vendedor cria no aplicativo de uma empresa de pagamento e envia ao cliente, que paga com cartão, Pix ou boleto, conforme a empresa. A loja não precisa ter site. O ConnectWeek mostra o passo a passo da cobrança, as taxas que quatro empresas anunciavam em 13 de outubro de 2026 e quando o checkout, a etapa de pagamento da loja virtual, continua necessário.

Link de pagamento é um endereço de internet que o vendedor cria no aplicativo de uma empresa de pagamento e envia ao cliente por WhatsApp, rede social ou e-mail. O cliente abre o endereço, chega a uma página de pagamento e paga com cartão de crédito, Pix ou boleto, conforme os meios que a empresa oferece e o vendedor libera. A loja não precisa ter site. Este artigo mostra como a cobrança funciona, quanto quatro empresas de pagamento anunciavam cobrar em 13 de outubro de 2026 e em que situação o checkout, a etapa de pagamento de uma loja virtual, continua necessário.

Como funciona a cobrança por link, do valor ao aviso de pagamento

O vendedor precisa de uma conta em uma empresa de pagamento que ofereça o recurso. A página do Link de pagamento do Mercado Pago resume a criação em três passos: informar o valor da venda, ajustar o link, com a escolha dos meios de pagamento, do número de parcelas e do vencimento, e compartilhá-lo com o cliente. A página do link de pagamento da Stone descreve dois campos a mais: o nome do produto ou serviço, que aparece para quem paga, e um limite de pagamentos, que define quantas vezes o mesmo link pode ser pago.

Do lado do cliente, o caminho descrito pelo Mercado Pago é este: ele acessa o link, escolhe o meio de pagamento, completa os dados pedidos e não precisa ter conta no Mercado Pago. A página do link de pagamento da InfinitePay diz que o pagamento pode ser feito no aplicativo da empresa ou direto no navegador, no computador, no celular ou no tablet.

Depois do pagamento, o vendedor é avisado. A página da Stone informa que, confirmada a cobrança, ele recebe um e-mail com os dados do pagamento, entre eles o número de parcelas que o cliente escolheu. A da InfinitePay diz que o status aparece no aplicativo.

Quem processa a venda é a empresa de pagamento em que o link foi criado, e a taxa descontada é a dela. O papel de cada tipo de empresa desse mercado está explicado em gateway, adquirente e subadquirente.

Quanto custa: as taxas anunciadas em 13 de outubro de 2026

O custo do link é uma taxa descontada de cada venda. As páginas da Cielo e da InfinitePay informam que não há mensalidade. A do Mercado Pago, na resposta sobre tarifas das perguntas frequentes, informa que não há taxas mensais. Nas três, o vendedor só paga quando vende. A página da Stone anuncia links ilimitados e conta de pessoa jurídica grátis, sem mencionar mensalidade do link. A tabela reúne os percentuais que cada página exibia na data da consulta.

EmpresaCrédito à vistaOutros meios aceitos no linkParcelamentoPrazo de recebimento descrito na página
Mercado Pago4,98% na hora, 4,48% em 14 dias ou 3,99% em 30 diasPix (0,99%) e boleto (3,99%), entre outrosAté 18 vezesNa hora, em 14 dias ou em 30 dias, à escolha do vendedor
Cielo3,48%Débito (1,07%); Pix para quem tem CNPJ, sem taxa exibida na página; outras carteiras e boleto mediante contratação à parteAté 12 vezes, a partir de 5,97%1 dia útil, com o serviço que a empresa chama de Recebimento Automático
Stone2,99%Pix e boleto, sem taxa exibida na página; Apple Pay e Google PayAté 18 vezes, com 3,49% de 2 a 18 vezesDia seguinte, por antecipação (a página exibe uma Taxa de Antecipação de 2,49%)
InfinitePay4,20% em 1 dia útil ou 5,49% na horaCarteiras digitais com cartão (Google Pay e Apple Pay); o link não aceita PixAté 12 vezes, com 16,66% em 12 vezes no recebimento em 1 dia útilNa hora ou em 1 dia útil; há também a opção “Sem antecipação”

Os percentuais não se comparam linha a linha, porque o prazo de recebimento ligado a cada taxa muda de uma empresa para outra, e parte delas oferece mais de um prazo. Três ressalvas estão nas próprias páginas. A do Mercado Pago avisa que parte dos vendedores recém-cadastrados começa sem o recebimento na hora, com prazo de 7 dias. A da Stone exibe, ao lado das taxas de 2,99% e 3,49%, uma “Taxa de Antecipação” de 2,49%, nome da cobrança por receber antes do prazo normal, e não detalha como ela entra na conta de cada venda. A da InfinitePay tem uma terceira opção de prazo, “Sem antecipação”, com taxas por faixa de faturamento; para quem fatura acima de R$ 80 mil por mês, a página exibia 2,29% no crédito à vista.

Um exemplo hipotético ajuda a ler a tabela. Em uma venda de R$ 200 no crédito à vista, a taxa de 4,98% anunciada pelo Mercado Pago para o recebimento na hora desconta R$ 9,96 e deixa R$ 190,04 para o vendedor. Com a taxa de 3,99% da mesma empresa, para o recebimento em 30 dias, o desconto é de R$ 7,98 e sobram R$ 192,02. Se o cliente paga o mesmo link por Pix, a 0,99%, o desconto cai para R$ 1,98.

O parcelamento sem acréscimo muda a conta

O custo sobe quando o vendedor oferece parcelas sem aumentar o preço. A página do Mercado Pago informa que a venda pode ser parcelada em até 18 vezes de duas formas: com acréscimo no preço para o comprador, ou sem acréscimo, caso em que o vendedor paga uma taxa de parcelamento somada à tarifa de processamento, que é a taxa do crédito à vista mostrada na tabela acima. A tabela de parcelamento exibida na página do Mercado Pago em 13 de outubro de 2026 começava em 2,53% para 2 vezes, passava por 9,96% em 6 vezes e 17,28% em 12 vezes e chegava a 24,28% em 18 vezes.

No mesmo exemplo hipotético, a venda de R$ 200 em 12 vezes sem acréscimo, com recebimento em 30 dias, soma 3,99% de tarifa de processamento e 17,28% de taxa de parcelamento. O total de 21,27% desconta R$ 42,54 e deixa R$ 157,46. A página da InfinitePay informa que o vendedor escolhe, antes de enviar o link, se assume as taxas do parcelamento ou se as repassa ao cliente. Pela taxa de 16,66% que ela exibia para 12 vezes com recebimento em 1 dia útil, os mesmos R$ 200 renderiam R$ 166,68 ao vendedor que assume o custo.

A lógica dessa cobrança, que vale também para a maquininha e para a loja virtual, está em parcelado sem juros: quem paga a conta.

O que o checkout da loja faz e o link não faz

A página da InfinitePay separa os dois produtos. O link de pagamento é descrito como o recurso de quem vende à distância e não tem site: o vendedor cria a cobrança no aplicativo e envia. O que a empresa chama de Checkout Integrado é descrito como o recurso de quem já tem site ou sistema: a cobrança é gerada automaticamente quando o cliente termina a compra, e ele volta para o site com o pedido confirmado. A mesma página informa que os dois têm as mesmas taxas.

Na avaliação do ConnectWeek, a diferença prática está no trabalho manual. No link, uma pessoa da loja digita o valor de cada venda, com o frete e o desconto já somados, e confere depois se o pagamento caiu. No checkout de uma loja virtual, o carrinho faz a soma e registra o pedido sem ninguém digitar. Enquanto o vendedor consegue atender um cliente de cada vez, o link dá conta. Quando o atendimento passa a atrasar por causa da digitação, ou quando aparece o primeiro valor cobrado errado, a loja já precisa de carrinho.

Para quem chegou a esse ponto, o ConnectWeek tem um guia de como montar um e-commerce e uma lista dos pontos de atrito do checkout que derrubam vendas.

Em que venda o link de pagamento resolve?

As páginas consultadas descrevem estes usos:

  • Venda fechada na conversa. A página da Cielo cita WhatsApp, Instagram, Facebook, e-mail e SMS como canais para enviar o link. O ConnectWeek trata da venda por conversa em vender pelo WhatsApp com catálogo e agente de IA.
  • Sinal de agendamento. A página da InfinitePay sugere cobrar por link o sinal de um horário marcado, para reduzir cancelamentos de última hora.
  • Cobrança do mesmo valor de várias pessoas. A página da Stone informa que um único link pode receber vários pagamentos, com um limite definido pelo vendedor na criação. Serve, por exemplo, para as vagas de uma turma de curso.
  • Cobrança que se repete. A página da Cielo informa que o link dela faz cobrança automática de assinaturas, planos e mensalidades. A da Stone informa que a cobrança recorrente é feita por outro recurso, a venda por assinatura.

Na venda presencial, com o cliente na frente do vendedor, existe outro caminho sem maquininha: o celular que lê o cartão por aproximação, explicado em Tap to Pay.

Quem pode criar um link: CPF, MEI ou empresa?

A exigência muda de uma empresa para outra. A página da InfinitePay informa que o link pode ser criado por quem tem CPF, MEI (microempreendedor individual) ou CNPJ. A da Stone diz que a venda online exige conta de pessoa jurídica, disponível, segundo a página, para empresas dos tipos MEI, EI (empresário individual), EIRELI (empresa individual de responsabilidade limitada) e LTDA (sociedade limitada). A da Cielo traz uma nota de que o CNPJ é necessário para vender por Pix. A página do Mercado Pago consultada não trata do assunto.

Segurança, contestação e a mensagem que acompanha o link

As quatro páginas anunciam alguma proteção contra fraude. As do Mercado Pago, da Stone e da InfinitePay citam o 3DS, que a página do Mercado Pago descreve como um pedido de confirmação extra de identidade ao cliente, em tempo real, nos pagamentos com cartão. A da Cielo informa que o link tem um sistema antifraude integrado.

Nenhuma dessas proteções elimina a contestação da compra pelo titular do cartão, conhecida como chargeback. A página do Mercado Pago informa que a empresa tem um programa de proteção ao vendedor para casos de contestação de pagamento ou de fraude na venda de produtos físicos, com requisitos próprios. A da Cielo afirma que personalizar o nome da loja que aparece na fatura do cliente reduz as contestações. Os prazos e os documentos de uma disputa estão em chargeback: como contestar.

O ConnectWeek avalia que a mensagem enviada com o link também evita problema. Cliente que recebe um endereço solto tem motivo para desconfiar, porque mensagem com link é o meio de vários dos golpes aplicados em vendas pela internet. Um modelo de mensagem, para adaptar:

Olá, [nome]. Segue o link de pagamento do seu pedido: [produto], no valor de R$ [valor], em até [número] vezes no cartão. O link vale até [data]. Quando o pagamento for confirmado, eu aviso nesta conversa e envio o pedido em até [prazo]. O pagamento é processado por [empresa de pagamento], e na fatura do cartão a compra aparece como [nome na fatura].

Os dois últimos campos servem para o cliente reconhecer a compra quando ela aparecer na fatura do cartão. Antes de enviar o primeiro link, vale fazer uma cobrança de teste de valor baixo para si mesmo e anotar como a compra aparece na fatura do cartão.

Fonte: Mercado Pago: Link de pagamento

Perguntas frequentes

O que é link de pagamento?

É um endereço de internet que o vendedor cria no aplicativo de uma empresa de pagamento e envia ao cliente por WhatsApp, rede social ou e-mail. O cliente abre o endereço, chega a uma página de pagamento e paga com cartão de crédito, Pix ou boleto, conforme os meios que a empresa oferece. A loja não precisa ter site para cobrar dessa forma.

Quanto custa receber por link de pagamento?

O custo é uma taxa descontada de cada venda, que muda conforme a empresa, o meio de pagamento e o prazo de recebimento. Em 13 de outubro de 2026, as páginas consultadas pelo ConnectWeek exibiam, no crédito à vista, 2,99% na Stone (com uma Taxa de Antecipação de 2,49% exibida à parte), 3,48% na Cielo, de 3,99% a 4,98% no Mercado Pago, conforme o prazo, e 4,20% (em 1 dia útil) ou 5,49% (na hora) na InfinitePay. Os percentuais não se comparam diretamente, porque o prazo de recebimento ligado a cada taxa muda de uma empresa para outra, e parte delas oferece mais de um prazo. Cielo e InfinitePay informavam não cobrar mensalidade, e o Mercado Pago, não ter taxas mensais.

Link de pagamento aceita Pix?

Depende da empresa. Em 13 de outubro de 2026, as páginas do Mercado Pago e da Stone informavam que o link pode ser pago por Pix, boleto ou cartão de crédito. A página da InfinitePay informava que o link dela aceita cartão de crédito e que o Pix fica no produto para quem tem site. A página da Cielo anunciava o Pix entre os meios aceitos, com a nota de que o CNPJ é necessário para vender por Pix.

Preciso de CNPJ para criar um link de pagamento?

Nem sempre. Em 13 de outubro de 2026, a página da InfinitePay informava que o link pode ser criado por quem tem CPF, MEI (microempreendedor individual) ou CNPJ. A da Stone informava que a venda online exige conta de pessoa jurídica, disponível para MEI, EI, EIRELI e LTDA. A da Cielo trazia uma nota de que o CNPJ é necessário para vender por Pix.

Em quanto tempo o dinheiro de uma venda por link cai na conta?

Depende da empresa e, em algumas, da opção que o vendedor escolhe, com taxa diferente para cada prazo. Em 13 de outubro de 2026, a página do Mercado Pago oferecia três prazos (na hora, 14 dias ou 30 dias), com o aviso de que parte dos vendedores recém-cadastrados começa com prazo de 7 dias. A da InfinitePay oferecia na hora ou em 1 dia útil, além de uma opção chamada “Sem antecipação”. A da Cielo informava 1 dia útil com o serviço Recebimento Automático. A da Stone anunciava o recebimento no dia seguinte por antecipação, com uma Taxa de Antecipação de 2,49% exibida à parte, e informava que a tela de criação do link avisa se a antecipação está disponível para o vendedor.

Quando a loja deve trocar o link de pagamento por um checkout?

Na avaliação do ConnectWeek, quando o trabalho manual começa a atrasar o atendimento ou a causar erro no valor cobrado. No link, uma pessoa digita o valor de cada venda e confere o pagamento. No checkout de uma loja virtual, o carrinho soma os itens e registra o pedido sem ninguém digitar.

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