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Porcelana e cerâmica decorativa paulista: o que Pedreira, Porto Ferreira e Cunha vendem e onde ficam as lojas
Em resumo
Pedreira, Porto Ferreira e Cunha são três cidades paulistas que vendem porcelana e cerâmica decorativa. O ConnectWeek mostra, para o lojista que quer revender esses produtos, o que cada cidade vende, quantas lojas e ateliês as prefeituras informam, de onde vem o título de capital de cada uma e o que nenhuma página oficial diz sobre a compra no atacado.
Pedreira, Porto Ferreira e Cunha, no Estado de São Paulo, vendem porcelana e cerâmica decorativa, e cada cidade tem um produto diferente. Pedreira tem fábricas de louça e porcelana com loja própria. Porto Ferreira concentra cerca de 240 lojas de cerâmica e de artigos de decoração em um circuito próximo à Via Anhanguera. Cunha tem mais de vinte ateliês de cerâmica artística, parte deles com forno a lenha. Os números são das prefeituras, em páginas que o ConnectWeek leu em 12 de outubro de 2026. Para o lojista que quer revender esses produtos, o primeiro ponto a separar é o título de capital que cada cidade usa: dois vêm de lei federal, e o terceiro não.
Dois títulos vêm de lei federal, e o de Pedreira é nome de uso
Porto Ferreira e Cunha têm título dado pelo Congresso Nacional. A Lei nº 13.492, de 16 de outubro de 2017, confere a Porto Ferreira o título de Capital Nacional da Cerâmica Artística e da Decoração. A Lei nº 14.363, de 1º de junho de 2022, confere a Cunha o título de Capital Nacional da Cerâmica de Alta Temperatura. O texto das duas leis foi conferido também na página de legislação da Câmara dos Deputados, que publica a Lei nº 13.492 e a Lei nº 14.363.
Pedreira é chamada de "Capital da Porcelana" pela própria Prefeitura e pelo Consórcio Intermunicipal Circuito das Águas Paulista, do qual a cidade faz parte. O ConnectWeek não encontrou lei que dê esse título ao município. Na Assembleia Legislativa de São Paulo foi apresentado o Projeto de Lei nº 903, de 2025, que propõe o título de "Capital Estadual da Porcelana". Em documento publicado no site da Assembleia, o relator do projeto na Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais pede ao autor um dos documentos previstos na lei estadual que disciplina esse tipo de título: manifestação do prefeito, manifestação aprovada pela câmara municipal ou lista com pelo menos 500 assinaturas. Pelos dados abertos da Assembleia, baixados em 12 de outubro de 2026, o último andamento do projeto é de 9 de abril de 2026: o relator na comissão o devolveu com o pedido da documentação que faltava. O projeto não virou lei.
As duas leis federais, a nº 13.492 e a nº 14.363, têm dois artigos cada uma: o primeiro dá o título, e o segundo fixa a data em que a lei passa a valer. Nenhuma define o que é cerâmica artística ou de alta temperatura, e nenhuma cria selo ou certificado de origem. O título identifica a cidade. Ele não atesta que uma peça vendida ali foi fabricada no município, informação que o lojista precisa pedir a quem vende.
| Cidade | Produto principal | Origem do título | Lojas ou ateliês, segundo a prefeitura | Cadeia no mapa do SP Produz |
|---|---|---|---|---|
| Pedreira | Louça e porcelana utilitária e de decoração | Nome usado pela Prefeitura, sem lei encontrada | Cerca de 500 lojas em uma página e mais de 300 em outra | Não há cadeia de porcelana com sede na cidade |
| Porto Ferreira | Cerâmica utilitária e artística e artigos de decoração | Lei federal nº 13.492, de 2017 | Cerca de 240 lojas no circuito e mais de 300 na cidade | CPL Cerâmica de Porto Ferreira, em desenvolvimento |
| Cunha | Cerâmica artística queimada em alta temperatura | Lei federal nº 14.363, de 2022 | Mais de vinte ateliês | CPL Cerâmica de Cunha, em desenvolvimento |
Pedreira: fábricas com loja própria e centros comerciais ao longo da rodovia SP-95
A página de história do turismo de Pedreira, da Prefeitura, registra que a primeira indústria de porcelana da cidade, a Cerâmica Santa Rita, foi fundada em 1911 pelos irmãos Angelo e Antonio Rizzi.
Segundo a mesma página, são mais de 300 empresas, que produzem juntas mais de 300 mil peças por dia, e a maioria tem loja própria e vende direto da fábrica ao longo do chamado Corredor Turístico. A Prefeitura conta ali mais de 300 lojas, abertas também nos fins de semana e feriados. A página não traz o ano desses números.
A página Turismo de Compras dá outra contagem: aproximadamente 500 lojas de artigos de decoração e de utensílios domésticos, distribuídas ao longo de 4,5 km da rodovia SP-95, que atravessa o município. O texto fala em seis centros comerciais e lista sete endereços. Como as duas contagens não coincidem e nenhuma tem data, servem para dar a ordem de grandeza.
O que se vende vai além da porcelana. A Prefeitura cita peças de vidro, plástico, gesso, alumínio, resina, madeira, cerâmica, faiança e ferro, além de flores artificiais e artesanato. Quem procura porcelana fabricada na cidade precisa, portanto, perguntar a origem de cada linha de produto. Para se orientar, o visitante tem o Centro de Informações Turísticas, que segundo a Prefeitura fica ao lado do teleférico, em frente à antiga estação ferroviária.
No mapa do SP Produz, o programa do governo estadual que reconhece cadeias produtivas locais, não havia cadeia de porcelana ou de cerâmica com sede em Pedreira na consulta de 12 de outubro de 2026. Como o reconhecimento depende de inscrição em edital, a ausência não mede o tamanho do polo. O funcionamento do programa está no artigo SP Produz: como o Estado reconhece uma cadeia produtiva local.
Porto Ferreira: cerca de 240 lojas em um circuito à beira da Via Anhanguera
Em Porto Ferreira, a compra se concentra em uma área que a Prefeitura chama de Circuito da Capital Nacional da Cerâmica Artística e da Decoração. A ficha do circuito descreve um conjunto de ruas e avenidas próximo à Via Anhanguera, com 194.187,25 m² e cerca de 240 lojas de cerâmica e decoração.
Dentro do circuito fica a Avenida do Comércio, trecho paralelo à rodovia com aproximadamente 1.200 metros e cerca de 120 lojas. A página Sobre, do portal de turismo da Prefeitura, cita ainda a Galeria das Fábricas e os Chalés e fala em mais de 300 lojas na cidade, além de indústrias e fábricas. Os Chalés são lojas em construções padronizadas no estilo de chalés de madeira, como descreve a página O que fazer, do mesmo portal.
A variedade é maior que o título sugere. A Prefeitura lista cerâmica utilitária e artística, artigos de mesa, piso, móveis de ferro e de madeira, artigos de vidro e de resina e iluminação. A Central de Atendimento ao Turista fica no Jardim Santa Marta, na região do circuito, e foi ampliada em 2021, segundo a página O que fazer.
Porto Ferreira é sede da CPL Cerâmica de Porto Ferreira no mapa do SP Produz. CPL é a sigla de cadeia produtiva local, e a cadeia da cidade aparece no grau "em desenvolvimento". O programa tem quatro graus de maturidade, que a Agência SP lista nesta ordem: aglomerado produtivo, CPL em desenvolvimento, CPL consolidada e CPL madura.
A cidade tem ainda uma indicação de procedência para cerâmica artística, registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 8 de setembro de 2020 a pedido do sindicato das indústrias de cerâmica de Porto Ferreira. Pela Lei nº 9.279, de 1996, indicação de procedência é o nome geográfico de um lugar que se tornou conhecido pela extração, produção ou fabricação de um produto ou pela prestação de um serviço. A ficha técnica do registro delimita a área ao perímetro urbano do município.
Cunha: mais de vinte ateliês e a queima a lenha em forno noborigama
Cunha fica entre a Serra do Mar e a Serra da Bocaina, a 45 km de Paraty. A página Sobre Cunha, da Prefeitura, conta que ceramistas de formação japonesa se instalaram na cidade a partir de meados da década de 1970 e trouxeram a técnica de queima a lenha em alta temperatura, feita em um forno chamado noborigama. Segundo a página, a região tem cinco ateliês com esse tipo de forno em funcionamento, e o município soma mais de vinte ateliês de cerâmica artística. O texto não informa o ano da contagem.
A mesma página inclui um Festival de Cerâmica entre as festas do município, sem dar a data. No mapa do SP Produz, Cunha é sede da CPL Cerâmica de Cunha, também no grau "em desenvolvimento".
Na avaliação do ConnectWeek, comprar em Cunha é diferente de comprar de fábrica. Peça de ateliê queimada a lenha sai diferente a cada fornada, e um ateliê não tem o estoque de uma fábrica. As páginas consultadas não falam em venda no atacado, e quem pretende revender precisa combinar com cada ceramista a quantidade possível e o prazo.
Peça frágil pede atenção ao transporte
As páginas das três prefeituras descrevem a compra feita pelo visitante. Nenhuma informa preço de atacado, pedido mínimo, prazo de entrega nem se as lojas despacham para outras cidades. O lojista que compra para revender pela internet precisa resolver duas etapas de transporte: da fábrica até o seu estoque e do estoque até o cliente. A escolha da caixa e do enchimento, e o peso que isso acrescenta ao frete, estão no artigo embalagem para e-commerce: como escolher e quanto ela pesa no frete. A conferência do pedido antes do envio é tema de separação e embalagem de pedidos.
Na avaliação do ConnectWeek, louça decorada e cerâmica de autor são produtos de público específico. O artigo negócio de nicho: como achar um mercado pequeno com dados de busca mostra como medir a procura por um tipo de produto antes de montar o estoque.
Fonte: Presidência da República, Lei nº 13.492, de 16 de outubro de 2017
Perguntas frequentes
Qual cidade paulista é a Capital Nacional da Cerâmica Artística e da Decoração?
É Porto Ferreira. O título vem da Lei federal nº 13.492, de 2017. A Prefeitura informa que o circuito de compras da cidade, próximo à Via Anhanguera, tem cerca de 240 lojas de cerâmica e decoração.
Pedreira tem título oficial de Capital da Porcelana?
O ConnectWeek não encontrou lei que dê esse título a Pedreira. O nome é usado pela Prefeitura e pelo Consórcio Intermunicipal Circuito das Águas Paulista. Na Assembleia Legislativa de São Paulo foi apresentado o Projeto de Lei nº 903, de 2025, que propõe o título de Capital Estadual da Porcelana. Pelos dados abertos da Assembleia consultados em 12 de outubro de 2026, o último andamento registrado é de 9 de abril de 2026, na Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais, com pedido de documentos ao autor.
O que Cunha produz em cerâmica?
Cunha produz cerâmica artística queimada a lenha em alta temperatura, técnica levada à cidade por ceramistas de formação japonesa a partir de meados da década de 1970, segundo a Prefeitura. A Prefeitura informa mais de vinte ateliês no município e cinco ateliês com forno do tipo noborigama na região. A Lei federal nº 14.363, de 2022, fez de Cunha a Capital Nacional da Cerâmica de Alta Temperatura.
Quantas lojas de porcelana e decoração há em Pedreira?
A Prefeitura de Pedreira publica dois números, sem data: aproximadamente 500 lojas de decoração e utensílios domésticos ao longo de 4,5 km da rodovia SP-95, na página Turismo de Compras, e mais de 300 lojas no Corredor Turístico, na página de história. As lojas vendem também vidro, alumínio, resina, madeira e outros materiais.
As lojas dessas cidades vendem no atacado?
As páginas das três prefeituras não informam venda no atacado, pedido mínimo, preço ou prazo de entrega. Elas descrevem a compra feita pelo visitante. O lojista que quer revender precisa confirmar as condições com cada fábrica, loja ou ateliê.


