MarketingArtigo
Anúncio no YouTube para loja pequena: formatos, Geração de Demanda e primeiro teste
Em resumo
O anúncio em vídeo do YouTube é comprado no Google Ads, que lista seis formatos com regras diferentes de duração e de cobrança. O ConnectWeek compara os formatos, explica a campanha Geração de Demanda, mostra o que preparar e as seis etapas para criar essa campanha, e sugere um primeiro teste para a loja com pouca verba. Ajuda do Google Ads lida em 13 de outubro de 2026.
O anúncio em vídeo do YouTube é comprado no Google Ads, a plataforma de anúncios do Google. A loja escolhe um tipo de campanha, envia o vídeo e define quanto aceita pagar. O Google Ads lista seis formatos de anúncio em vídeo, com regras diferentes de duração e de cobrança, e nem todos estão ao alcance de uma loja pequena. O ConnectWeek leu, em 13 de outubro de 2026, três páginas da ajuda do Google Ads. Este artigo compara os formatos, apresenta a campanha Geração de Demanda e termina com um roteiro de primeiro teste para quem tem pouca verba.
Quais são os formatos de anúncio em vídeo do YouTube?
A página Sobre os formatos de anúncio em vídeo lista seis. O vídeo do anúncio precisa estar hospedado no YouTube. A exibição acontece no YouTube e, conforme o formato e a configuração da campanha, também em sites e aplicativos dos parceiros de vídeo do Google.
| Formato | Como aparece | Duração | Cobrança descrita |
|---|---|---|---|
| In-stream pulável | Antes, durante ou depois de outro vídeo; pode ser pulado depois de cinco segundos | Sem máximo; recomendação de menos de 3 minutos | Por visualização ou por impressão, conforme o lance |
| In-stream não pulável | Antes, durante ou depois de outro vídeo, sem opção de pular | 60 segundos ou menos; a tabela da página fala em 15 a 60 segundos, conforme o subtipo da campanha | Por impressão |
| In-feed | Miniatura do vídeo com texto, nos resultados da pesquisa do YouTube, ao lado de vídeos relacionados, na página inicial e no feed de inscrições | Sem máximo | Quando alguém clica para assistir |
| Bumper | Mensagem curta, que não pode ser pulada, antes, durante ou depois de outro vídeo | De 5 a 6 segundos | Por impressão |
| YouTube Shorts | Entre os vídeos do feed do Shorts; o espectador pula deslizando o dedo | Recomendação de até 60 segundos | Por impressão, por visualização ou por engajamento |
| Masthead | No topo da página inicial do YouTube | Sem máximo; recomendação de mais de 10 segundos | Por mil impressões ou por hora, só por reserva |
Na explicação do ConnectWeek, impressão é cada exibição do anúncio, lance é o valor que a loja aceita pagar por visualização, por impressão, por clique ou por conversão, e CPV é a sigla de custo por visualização. A cobrança por visualização tem definição própria em cada formato, segundo a página dos formatos. No in-stream pulável com lance de CPV, a loja paga quando o espectador assiste a 30 segundos do vídeo, ou ao vídeo inteiro se ele for mais curto, ou quando interage com o anúncio, o que acontecer primeiro. No Shorts, a visualização paga é contada aos 10 segundos ou no fim do vídeo, o que vier antes, e também quando o espectador clica no botão do anúncio ou nos botões de curtir, de comentários ou de compartilhar. No in-feed comprado em campanha para visualizações de vídeo, a cobrança ocorre também quando a pessoa assiste à reprodução automática por pelo menos 10 segundos.
Um aviso no alto da página dos formatos ajuda a ler os relatórios: desde outubro de 2025, a métrica “Visualizações” do Google Ads se chama “Visualizações TrueView”. A forma de cobrar e de contar as visualizações pagas não mudou com o nome.
Quais formatos cabem em uma loja pequena?
A página dos formatos informa, para cada um, os objetivos de campanha em que ele pode ser usado. O in-stream pulável é o único que ela associa aos objetivos de vendas, leads e tráfego do site, além do objetivo “Alcance, visualizações e engajamentos do YouTube”. O in-stream não pulável, o in-feed e o bumper aparecem só com esse último objetivo. Esses três e o in-stream pulável podem ser usados também em campanha criada sem meta, e a tabela da página inclui a Geração de Demanda e a Performance Max entre os tipos de campanha compatíveis com o in-feed. O masthead depende de reserva feita com um representante de vendas do Google. Para o anúncio do Shorts, a página não lista objetivos; a página da Geração de Demanda informa que ele pode ser comprado por esse tipo de campanha.
Na avaliação do ConnectWeek, isso separa os formatos em dois grupos para a loja pequena. No primeiro ficam os que servem a quem quer visita ao site ou venda: o in-stream pulável, pelos objetivos que aceita, e o in-feed e o anúncio do Shorts, que entram pela Geração de Demanda, descrita a seguir. No segundo ficam o bumper e o não pulável, formatos de lembrança de marca, pagos por impressão, que fazem mais sentido depois que a loja já tem um anúncio que vende. O masthead fica de fora, porque depende de reserva.
O que é a campanha Geração de Demanda?
A Geração de Demanda é o tipo de campanha do Google Ads que leva anúncios em vídeo e em imagem ao YouTube, incluído o Shorts, ao Discover, ao Gmail, ao Maps e à Rede de Display do Google. A definição está na página Sobre as campanhas Geração de Demanda, que fala em até 3 bilhões de usuários ativos por mês nessas plataformas, número do próprio Google. Discover é o feed de conteúdos do aplicativo do Google, e Rede de Display é o conjunto de sites e aplicativos que exibem anúncios do Google, na explicação do ConnectWeek.
A página compara a Geração de Demanda com a campanha de Pesquisa e com a Performance Max. A Performance Max busca resultado em todos os canais do Google, incluída a Pesquisa, e a linha de público-alvo da comparação a descreve com a expressão “sem segmentação rígida”. Segmentação de público, na explicação do ConnectWeek, é a escolha de quem vê o anúncio. A Geração de Demanda fica nas plataformas visuais e deixa o anunciante escolher o canal em que o anúncio aparece. O exemplo dado é o de quem tem um vídeo vertical e decide exibi-lo apenas no YouTube Shorts. Os controles e os relatórios da Performance Max estão em Performance Max para loja virtual: controles e relatórios.
Há um aviso de mudança no topo da página da Geração de Demanda. As campanhas de display do Google estão migrando para a Geração de Demanda. Desde junho de 2026, os anunciantes qualificados podem migrar por conta própria. A página informa que “em breve”, sem data, as campanhas novas de display só poderão ser criadas na Geração de Demanda. As campanhas qualificadas que restarem serão migradas automaticamente.
O que preparar antes de criar a campanha?
A seção “Antes de começar” da página Sobre as campanhas Geração de Demanda pede três preparos.
- Os recursos do anúncio. Títulos, descrições, imagens, logotipos e vídeos. A orientação é usar imagens e vídeos com pouco texto e boa iluminação; material que funcionou em outras plataformas, como e-mail e redes sociais, pode ser adaptado.
- O rastreamento de conversões. Conversão, na explicação do ConnectWeek, é a ação que a loja quer do visitante, como a compra ou o cadastro. A página orienta a configurar o rastreamento no site e a conferir se a tag do Google funciona. Sugere começar por conversões simples; os exemplos dados são “visita ao site” e “adicionar ao carrinho”. A instalação da tag pelo painel do Google está em Google Tag Manager na loja virtual: o que é e a primeira configuração.
- O orçamento. Para a campanha com lance de CPA desejado, o Google Ads recomenda um orçamento pelo menos 10 vezes maior que esse CPA. CPA é a sigla de custo por ação, forma usada na página de criação da campanha. Na explicação do ConnectWeek, CPA desejado é o valor que a loja aceita pagar, em média, por conversão. A página descreve ainda o painel “Orçamento”, que mostra até três sugestões de orçamento diário (baixo, médio e alto); a mais baixa é o mínimo recomendado para a campanha.
A loja que quer mostrar produtos do catálogo nos anúncios usa um feed de produtos, recurso que a página liga ao Google Merchant Center. O cadastro do catálogo está em Google Merchant Center: como cadastrar produtos e corrigir reprovados.
Como criar a campanha Geração de Demanda?
A página Criar uma campanha Geração de Demanda divide o processo em seis etapas.
- Criar a campanha. Na conta do Google Ads, clicar em “Criar”, escolher “Campanha” e dar um nome a ela.
- Escolher a meta de publicidade. As opções incluem vendas, leads, tráfego no site e “alcance, visualizações e engajamentos do YouTube”. Depois vêm as metas de conversão ligadas a essa escolha.
- Configurar a segmentação da campanha. Aqui a loja define em que aparelhos o anúncio aparece: todos, ou só computadores, smartphones, tablets ou TVs. Idioma e local ficam, por padrão, no grupo de anúncios; a página só recomenda levá-los para a campanha quando é preciso segmentar um raio ao redor de um local, e avisa que a troca não pode ser desfeita depois da publicação.
- Definir lances e orçamento. As estratégias de lance são cinco: maximizar o valor da conversão, retorno do investimento em publicidade desejado, maximizar conversões, CPA desejado e maximizar cliques. O orçamento pode ser diário ou total; o total exige data de início e de término. A página informa que há valores mínimos de orçamento, sem dizer quais.
- Montar o grupo de anúncios. É a etapa dos canais e do público. A loja seleciona os canais um a um ou marca “Todos os canais do Google”, opção que a página recomenda para a maioria dos anunciantes.
- Criar os anúncios. Os tipos são três: anúncio em vídeo, com um único vídeo; anúncio gráfico, com uma única imagem; e carrossel, com várias imagens. Cada anúncio aceita até 5 logotipos.
A página de criação da campanha traz orientações de prazo. Os anúncios levam pelo menos 24 horas para ser revisados e aprovados. Depois de uma mudança na estratégia de lances, o status pode aparecer como “Aprendizado”, e a recomendação é esperar 50 eventos de conversão antes de alterar os lances. Como regra geral, a orientação é aguardar 50 conversões antes de mexer na campanha. Para o orçamento total, a página pede que a campanha seja publicada em até dois dias úteis, sem explicar a partir de quando o prazo conta.
Como montar o primeiro teste com pouca verba?
O roteiro abaixo é uma sugestão do ConnectWeek, montada com as regras das três páginas lidas. Não é um método do Google.
- Começar com uma campanha só e um vídeo que mostre o produto em uso. O material já publicado nas redes sociais pode ser adaptado, como admite a página sobre a Geração de Demanda.
- Escolher a meta “tráfego no site” e a estratégia “maximizar cliques” enquanto a loja ainda não tem volume de conversões. A página da Geração de Demanda associa essa estratégia a metas de consideração, como as visitas ao site.
- Selecionar os canais do YouTube manualmente, se a intenção é testar só o YouTube. A loja abre mão, nesse caso, da opção automática recomendada pelo Google.
- Conferir a tag do Google antes de publicar e esperar pelo menos 24 horas pela revisão.
- Não alterar a campanha a cada dia. A regra das 50 conversões vale também para o teste pequeno.
Um exemplo hipotético mostra quanto a loja gasta quando passa para o lance de CPA desejado. Se ela aceita pagar R$ 30 por conversão, a recomendação de 10 vezes leva a um orçamento de pelo menos R$ 300 (10 × 30). A espera por 50 conversões, a R$ 30 cada, representa cerca de R$ 1.500 de gasto (50 × 30) antes da primeira mudança. Os valores em reais são do exemplo, não das páginas, e a página sobre a Geração de Demanda não diz a que período se refere o orçamento de 10 vezes o CPA.
Para determinar se o gasto com publicidade compensa, a página da Geração de Demanda cita as ferramentas de medição Brand Lift, Search Lift e Conversion Lift. Os requisitos da última, lidos pelo ConnectWeek em outras páginas do Google, estão no artigo sobre teste de incrementalidade: quanto da venda o anúncio trouxe.
Fonte: Google: Ajuda do Google Ads
Perguntas frequentes
Quanto custa anunciar no YouTube?
As páginas da ajuda do Google Ads lidas em 13 de outubro de 2026 não trazem tabela de preço. O custo depende do lance (o valor que a loja aceita pagar, na explicação do ConnectWeek) e do orçamento que a loja define. A cobrança varia com o formato. O in-stream pulável é cobrado por visualização ou por impressão. O bumper e o in-stream não pulável, por impressão. O in-feed, quando alguém clica para assistir; comprado em campanha para visualizações de vídeo, também quando a pessoa assiste a pelo menos 10 segundos da reprodução automática. O Shorts e o masthead têm regras próprias. A página de criação da campanha Geração de Demanda informa que há valores mínimos de orçamento, sem dizer quais.
Onde o vídeo do anúncio precisa estar publicado?
No YouTube. Segundo a ajuda do Google Ads, o vídeo usado no anúncio tem de estar hospedado na própria plataforma. A exibição acontece no YouTube e, conforme o formato e a configuração da campanha, em sites e aplicativos dos parceiros de vídeo do Google.
O espectador pode pular o anúncio no YouTube?
Depende do formato. No in-stream pulável, a opção de pular aparece depois de cinco segundos. No Shorts, o espectador pula deslizando o dedo. Dois formatos não podem ser pulados, segundo a ajuda do Google Ads: o bumper, de 5 a 6 segundos, e o in-stream não pulável, de 60 segundos ou menos. Para este último, a tabela da ajuda fala em 15 a 60 segundos, conforme o subtipo da campanha.
Qual é a diferença entre a campanha Geração de Demanda e a Performance Max?
Na comparação feita pela ajuda do Google Ads, a Performance Max busca resultado em todos os canais do Google, incluída a Pesquisa. A Geração de Demanda fica nas plataformas visuais, como YouTube, Discover e Gmail, e permite escolher o canal em que o anúncio aparece, por exemplo só o YouTube Shorts.
Quanto tempo esperar antes de mudar uma campanha Geração de Demanda?
A página de criação da campanha diz que os anúncios levam pelo menos 24 horas para ser revisados e aprovados. Como regra geral, recomenda esperar 50 conversões (ações como compra ou cadastro, na explicação do ConnectWeek) antes de fazer alterações na campanha. Depois de uma troca de estratégia de lances, a espera indicada é a mesma, de 50 eventos de conversão, antes de mexer nos lances.