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Sebrae: fatia de MEI que abriu o negócio por necessidade cai de 56% para 45% em dois anos
Em resumo
Na edição de 2026 da pesquisa Perfil do MEI e da MPE, do Sebrae, 45% dos microempreendedores individuais (MEI) disseram ter aberto o negócio por necessidade. Em 2024 eram 56%. Nas microempresas e nas empresas de pequeno porte a queda foi menor. A mesma pesquisa, com mais de 14 mil entrevistados, mostra que 75% dos MEI dizem vender mais depois de se formalizar.
A parcela de microempreendedores individuais (MEI) que dizem ter aberto o negócio por necessidade caiu de 56% em 2024 para 45% em 2026. O dado é da pesquisa Perfil do MEI e da MPE (micro e pequena empresa), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), divulgado pela Agência Sebrae em 13 de outubro de 2026. Uma nota anterior, de 9 de outubro, trouxe outros números do mesmo levantamento.
A pesquisa entrevistou mais de 14 mil donos de pequenos negócios em todas as regiões do país. As duas notas não informam o período da coleta nem a margem de erro.
Necessidade recua nos três portes
O Sebrae compara as respostas de 2026 com as da edição de 2024. A parcela de quem abriu o negócio por necessidade ficou assim:
- MEI: de 56% para 45%, queda de 11 pontos percentuais;
- microempresas (ME): de 26% para 24%;
- empresas de pequeno porte (EPP): de 26% para 23%.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, lê o recuo como sinal econômico positivo. Segundo ele, mais gente passou a abrir empresa para transformar uma habilidade em negócio e melhorar de vida, e não por dificuldade de conseguir renda.
O negócio ainda é a única renda da maioria
Mesmo com a mudança no motivo, o próprio negócio segue como a única fonte de renda da maior parte dos donos. Entre os MEI, 71% não têm outra renda, cinco pontos percentuais a menos que em 2024. Nas microempresas o índice é de 68%, e nas empresas de pequeno porte, de 67%.
O emprego formal é a fonte complementar de renda mais citada pelos MEI: 12% deles a mencionaram, fatia cinco pontos percentuais maior que a de 2024.
Formalizar ajudou a vender, dizem 75% dos MEI
Na nota de 9 de outubro, o Sebrae informa que 75% dos MEI disseram vender mais depois de registrar a empresa. É o maior percentual da série divulgada: 71% em 2019, 69% em 2022 e 74% em 2024. Os estados com as maiores fatias foram Ceará (81%), Mato Grosso e Piauí (80% cada) e Distrito Federal (79%).
Os três motivos mais citados pelos MEI para se formalizar foram emitir nota fiscal (32%), ter acesso aos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS (27%) e evitar problemas com a fiscalização (17%).
Entre os donos de microempresas e empresas de pequeno porte, 75% disseram que abrir a empresa aumentou a renda. Amazonas e Piauí (82% cada) e Mato Grosso do Sul (81%) lideram essa resposta. O desejo de ter uma empresa formal foi o principal motivo de abertura nesse grupo (29,5%), à frente da possibilidade de emitir nota fiscal (14%) e de ser dono do próprio negócio (11,7%).
De onde vêm e se voltariam a ser empregados
Antes de virar MEI, 57% deles trabalhavam com carteira assinada, 11% eram empreendedores informais e 9% eram empregados sem carteira. Nas microempresas e empresas de pequeno porte, metade dos donos tinha emprego com carteira, 10% empreendiam na informalidade e 9% já eram MEI.
O Sebrae também perguntou se o dono fecharia a empresa para trabalhar como empregado na mesma área, ganhando o que fatura hoje. Mais de 68% dos MEI recusariam. A resposta muda conforme o motivo de abertura. Entre quem abriu por oportunidade, 18% voltariam a ser empregados. Entre quem abriu por necessidade, 43% voltariam. Nas micro e pequenas empresas, 80% não fechariam o negócio.
Para quem pensa em deixar o emprego com carteira para abrir a própria empresa, o ConnectWeek tem um plano financeiro de 12 meses para a transição. Os números de abertura de empresas também aparecem no levantamento mensal do Sebrae: em setembro, foram 452,6 mil pequenos negócios abertos.
Fonte: Agência Sebrae
Perguntas frequentes
Que parcela dos MEI abriu o negócio por necessidade em 2026, segundo o Sebrae?
Segundo a edição de 2026 da pesquisa Perfil do MEI e da MPE, do Sebrae, 45% dos microempreendedores individuais (MEI) abriram o negócio por necessidade. Na edição de 2024 eram 56%, uma queda de 11 pontos percentuais, a maior entre os três portes de empresa pesquisados.
Qual a fatia de donos de microempresas e de empresas de pequeno porte que abriram o negócio por necessidade, segundo o Sebrae?
A fatia de quem abriu a empresa por necessidade passou de 26% para 24% nas microempresas e de 26% para 23% nas empresas de pequeno porte, entre 2024 e 2026.
A formalização ajuda o MEI a vender mais?
Para 75% dos MEI ouvidos na edição de 2026 da pesquisa, sim. É o maior percentual da série divulgada pelo Sebrae, que teve 71% em 2019, 69% em 2022 e 74% em 2024. O motivo mais citado para se formalizar foi poder emitir nota fiscal (32%).
Como a pesquisa foi feita?
O Sebrae entrevistou mais de 14 mil donos de pequenos negócios em todas as regiões do país. As duas notas da Agência Sebrae, de 9 e 13 de outubro de 2026, não informam o período da coleta nem a margem de erro.




