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Endeavor levanta US$ 320 milhões em seu maior fundo para coinvestir em startups fora do Vale do Silício
Em resumo
A Endeavor anunciou em 7 de outubro de 2026 o Endeavor Catalyst Fund V, de US$ 320 milhões, o maior da organização. O fundo entra com 10% de rodadas de empresas da rede Endeavor em mercados fora dos grandes polos de tecnologia. Segundo o site Startups, o Itaú Ventures é um dos cotistas e a meta inicial era de US$ 300 milhões.
O anúncio
A Endeavor anunciou em 7 de outubro de 2026 o Endeavor Catalyst Fund V, fundo de US$ 320 milhões. A organização diz que a procura superou a oferta de cotas e que o total sob gestão passou de US$ 850 milhões.
É o quinto fundo do braço de investimento da Endeavor e o maior até aqui. Segundo a organização, ele tem dez vezes o tamanho do primeiro.
Como o dinheiro é aplicado
O Endeavor Catalyst é um fundo de coinvestimento com regras fixas. Ele investe ao lado de outros investidores. Pelo texto da Endeavor:
- Fatia: o fundo entra com 10% de cada rodada;
- Alvo: empresas de empreendedores da rede Endeavor;
- Efeito calculado pela organização: os US$ 320 milhões atrairiam pelo menos US$ 3,2 bilhões de outros investidores.
A tese é investir fora dos polos tradicionais de tecnologia. A Endeavor chama esses mercados de Elsewhere, "outro lugar" em inglês. O texto critica a concentração de capital de inteligência artificial no Vale do Silício e na China.
Os números do histórico
Dados da própria Endeavor, sem auditoria externa citada:
- Mais de 400 investimentos feitos desde o primeiro, na argentina Globant. A página do anúncio diz que o Endeavor Catalyst investe desde 2012;
- 83 empresas da carteira avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais, o equivalente a uma em cada cinco;
- 39 saídas e 11 empresas com ações em bolsa;
- Mais de 900 cotistas em mais de 40 mercados, segundo a página do anúncio, que não diz se o número é só do novo fundo;
- Mais de 120 empreendedores da rede investiram no novo fundo.
O texto cita dois casos de 2026. A italiana Bending Spoons abriu capital avaliada em mais de US$ 20 bilhões. A Altruist foi comprada pela Vanguard por US$ 4,6 bilhões.
A parte brasileira
A Endeavor cita EBANX e Creditas entre os investimentos feitos no Brasil pelos fundos anteriores. Entre os apoiadores do Fund V, menciona fundadores do Nubank. A página do anúncio traz depoimento de Fabricio Bloisi, da Prosus.
Os textos da Endeavor não citam o Itaú. A informação está em reportagem do site Startups, de 7 de outubro de 2026, que reproduz nota do banco. Segundo ela:
- Itaú Ventures: entrou como investidor estratégico. É o primeiro investimento da estratégia de fundo de fundos da unidade, lançada no início de 2026;
- Meta: a captação pretendida era de US$ 300 milhões;
- Já investido: US$ 55,7 milhões em 30 empresas. A previsão é aplicar mais US$ 25 milhões a US$ 30 milhões até o fim de 2026;
- Quem investe: empreendedores da rede são cerca de 30% dos cotistas e respondem por perto de 20% do capital.
O valor aplicado pelo Itaú Ventures não aparece em nenhum dos textos.
Quem já recebeu
A Endeavor cita quatro empresas investidas pelo novo fundo: Cashea, da Venezuela; Midas, da Turquia; Preply, de fundadores ucranianos; e Replit, de fundadores jordanianos. O Startups lista outras cinco entre as 30 já investidas: Moove, Respond.io, HappyRobot, Flash e Lunar Outpost. Os textos não informam o país de cada uma.
O que isso diz a quem empreende
A leitura a seguir é do ConnectWeek, não da Endeavor.
- Não é dinheiro de balcão. O fundo acompanha rodadas de empresas que já estão na rede Endeavor e que já têm um investidor à frente. Para a maioria das startups de varejo, o caminho começa antes, como mostramos em aceleradoras e programas para startups de varejo.
- Dez por cento não fecha rodada. O peso do fundo está em quem ele traz junto. Quem negocia captação deve olhar para o investidor que lidera.
- Varejo segue disputando espaço. O anúncio não muda o quadro descrito em retailtechs em 2026: a maior parte do dinheiro de startups no Brasil tem ido para fintechs.
- Diluição se decide cedo. Antes de aceitar coinvestidor, vale ter clara a divisão de participação. O tema está em sócio ou investidor.
Fonte: Endeavor
Perguntas frequentes
O que é o Endeavor Catalyst Fund V?
É o quinto fundo de coinvestimento da Endeavor, organização de apoio a empreendedores criada em 1997. Foi anunciado em 7 de outubro de 2026 com US$ 320 milhões. Segundo a Endeavor, é o maior fundo que ela já levantou, dez vezes o tamanho do primeiro.
Como o fundo investe?
Pelo texto da Endeavor, o fundo segue regras fixas e entra com 10% de uma rodada de investimento em empresas da rede Endeavor. Por essa conta, a organização calcula que os US$ 320 milhões atrairão pelo menos US$ 3,2 bilhões para essas empresas.
O Itaú investiu no fundo?
Segundo o site Startups, que cita nota do banco, o Itaú Ventures entrou como investidor estratégico. Seria o primeiro investimento da estratégia de fundo de fundos da unidade, lançada no início de 2026. O valor aplicado não aparece nos textos que lemos. Os dois textos da Endeavor não citam o banco.
Há empresas brasileiras na carteira do Endeavor Catalyst?
O texto da Endeavor cita EBANX e Creditas entre os investimentos feitos pelos fundos anteriores. Entre os apoiadores do novo fundo, a organização menciona fundadores do Nubank e traz depoimento de Fabricio Bloisi, da Prosus.
Qualquer startup pode pedir investimento ao fundo?
Os textos não descrevem um processo de inscrição. A Endeavor afirma que o fundo apoia empreendedores da própria rede e investe ao lado de outros investidores.





