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GestãoNotíciaDados com fonte declarada

Índice do Sebrae: uso de ferramentas digitais nos pequenos negócios sobe de 35 para 39 pontos em dois anos

Pequena loja com notebook, maquininha e celular no balcão, ao lado de uma escada de blocos subindo com um degrau faltando
Imagem ilustrativa

Em resumo

O Sebrae divulgou em 23 de outubro de 2026 o Índice de Maturidade Digital dos Pequenos Negócios, que mede de 0 a 80 o uso de recursos digitais na gestão e nas vendas. Em dois anos, a média nacional ganhou 4 pontos e chegou a 39 em 2026 (eram 35 em 2024). Vender por plataformas digitais e por loja virtual própria segue entre os itens com nota mais baixa.

Os pequenos negócios brasileiros usam mais ferramentas digitais do que há dois anos, mas ainda vendem pouco pela internet. É o que mostra o Índice de Maturidade Digital dos Pequenos Negócios de 2026, que o Sebrae divulgou em 23 de outubro de 2026 em nota da Agência Sebrae. O índice vai de 0 a 80 pontos. A média nacional ficou em 39 pontos em 2026, contra 35 na edição de 2024: alta de 10%, segundo o Sebrae.

A pesquisa fez 7.182 entrevistas com microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), por telefone, entre 20 de julho e 21 de agosto de 2026. A metodologia foi desenvolvida pelo Sebrae com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), e a margem de erro informada no relatório completo publicado no portal DataSebrae é de 1,16%, com 95% de confiança.

Como o índice é calculado

A nota de cada empresa sai de 20 perguntas, cada uma valendo de 0 a 4 pontos. Elas tratam, entre outros temas, de plano para redes sociais, cadastro de dados de clientes, atendimento automatizado, venda por plataformas digitais, uso de serviço de nuvem, cibersegurança e proteção de dados, e rotina de cópia de segurança (backup) dos sistemas. O Sebrae agrupa as empresas em quatro faixas: iniciantes, emergentes, intermediários e líderes digitais.

Em 2026, 60% dos pequenos negócios ficaram na faixa dos emergentes, de 20 a 40 pontos. Os intermediários somaram 31%, os líderes digitais 9% (eram 5% em 2024) e os iniciantes, 2%.

Quem avançou mais

As empresas de pequeno porte têm a média mais alta, 46 pontos, seguidas das microempresas, com 43. Os MEI têm a menor média, 35 pontos, mas foram os que mais subiram: 12% em dois anos. Segundo o Sebrae, o avanço dos MEI veio do uso de ferramentas digitais de atendimento, da venda por canais online e das redes sociais para falar com clientes.

Entre os setores, o comércio lidera, com 40 pontos. Serviços vêm logo atrás, com 39, e foram o setor que mais cresceu (12%). A indústria tem 35 pontos. Por estado, o Rio Grande do Norte ficou em primeiro, com 42 pontos, seguido do Amazonas (41) e de São Paulo (40). Sul e Sudeste empatam na média regional, com 39 pontos. Empreendedores de até 34 anos chegam a 44 pontos, contra 37 dos que têm 65 anos ou mais.

Vender pela internet ainda é o ponto fraco

Dos 20 itens, o de nota mais baixa é criar produtos ou serviços junto com parceiros de fora da empresa, como startups e centros de tecnologia. O segundo pior é vender por plataformas digitais, como marketplaces, ou por loja virtual própria. O relatório registra que esse item já ocupava a mesma posição em 2024. O de nota mais alta é ter internet rápida em toda a empresa.

O resultado interessa a quem vende para pequenos negócios ou depende deles como fornecedores: a maioria já está conectada, usa redes sociais e atende por canais digitais, mas poucos fecham a venda num canal online. Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o empreendedor já passou da fase da conexão e procura capacitação para profissionalizar a operação. O Sebrae diz oferecer soluções online e gratuitas, e a página de transformação digital do DataSebrae tem uma simulação em que o empresário estima o nível de maturidade digital da própria empresa.

O uso de inteligência artificial pelos pequenos negócios foi tema de outra pesquisa do Sebrae, noticiada pelo ConnectWeek: 52% disseram ter usado IA. Para quem quer medir o próprio ponto de partida nesse tema, há um roteiro de diagnóstico de maturidade em IA para a pequena empresa.

Fonte: Agência Sebrae, Índice de Maturidade Digital dos Pequenos Negócios 2026 (23/10/2026)

Perguntas frequentes

O que mede o Índice de Maturidade Digital do Sebrae?

Mede, numa escala de 0 a 80 pontos, quanto o pequeno negócio usa recursos digitais na gestão, no atendimento e nas vendas. A nota sai de 20 perguntas, cada uma valendo de 0 a 4 pontos, sobre temas como redes sociais, dados de clientes, venda por plataformas digitais, nuvem e cópia de segurança dos sistemas. A metodologia foi feita pelo Sebrae com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Quantas empresas responderam à pesquisa de 2026?

Foram 7.182 entrevistas por telefone com microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte de todas as unidades da Federação, entre 20 de julho e 21 de agosto de 2026. A margem de erro informada é de 1,16%, com 95% de confiança.

Em que ponto os pequenos negócios vão pior?

No relatório, criar produtos ou serviços junto com parceiros de fora da empresa, como startups e centros de tecnologia, teve a nota mais baixa entre os 20 itens. Vender por plataformas digitais, como marketplaces, ou por loja virtual própria ficou em segundo pior lugar, como já acontecia em 2024.

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