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Pesquisa da Serasa com 511 PMEs: descontrole das finanças lidera as causas apontadas para o fim de um negócio
Em resumo
Em pesquisa divulgada pela Serasa Experian em 20 de outubro de 2026, 47% de 511 pequenas e médias empresas (PMEs) clientes da Serasa citaram a má gestão financeira entre os principais motivos para um negócio fechar. Falta de crédito ficou com 29%. Entre microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas, só 54% têm plano para crise de caixa.
A má gestão financeira foi o motivo mais citado por pequenas e médias empresas (PMEs) para explicar por que um negócio fecha as portas. O dado é de uma pesquisa da Serasa Experian com 511 empresas da sua base de clientes, divulgada em 20 de outubro de 2026. Das entrevistadas, 47% apontaram a má gestão financeira como uma das principais causas que levam empresas a fechar.
O que pesa mais, na opinião dos empresários
A carga tributária veio em segundo lugar, com 40% das menções. Depois aparecem a burocracia, com 34%, e a falta de capital ou crédito, com 29%. A pergunta tratava das empresas em geral. Os percentuais somam mais de 100%, e o comunicado não detalha como a pergunta foi feita. A pesquisa mede percepção: mostra o que os donos acham, não a causa registrada dos fechamentos.
Quando a pergunta passou a ser sobre o próprio negócio, 58% concordaram que a gestão do dinheiro está entre os maiores riscos para a continuidade da empresa. A preocupação cresce com o tamanho. Ela aparece em 48% dos microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas, em 62% das pequenas e em 76% das médias.
Plano para crise de caixa falta justamente nas menores
Ter um plano de contingência significa saber de antemão o que fazer se faltar dinheiro para pagar as contas do mês: que despesa cortar, que recebível antecipar, a quem recorrer. Na média, 70% das empresas ouvidas dizem ter plano de contingência para crises de caixa. Nos MEIs e microempresas, a fatia é de 54%; nas pequenas, de 68%; nas médias, de 85%. São 31 pontos percentuais entre o grupo menor e o maior.
Mariana Figueiredo, diretora de produtos e tecnologia para PMEs da Serasa Experian, disse no comunicado que conhecer a situação do caixa, das receitas e dos custos dá ao empresário mais segurança para decidir. Segundo ela, o dono de empresa pequena costuma acumular várias funções, o que torna difícil pôr as contas em ordem. O mesmo texto divulga uma ferramenta da própria Serasa para controle do caixa dessas empresas.
Como a pesquisa foi feita
As 511 empresas são de várias regiões do país e todas já eram clientes da Serasa Experian. As respostas foram recebidas em abril de 2026, seis meses antes da divulgação. A empresa informa margem de erro de 4 pontos percentuais, com 95% de confiança. O comunicado não diz como as respostas foram coletadas nem quantas empresas há em cada porte.
Para montar a rotina financeira que parte dos entrevistados ainda não tem, o ConnectWeek tem um guia de rotinas de gestão financeira para pequena empresa e outro sobre fluxo de caixa. Um bom ponto de partida para o plano de contingência é saber quantos dias de despesas o dinheiro em conta cobre hoje e quanto guardar como reserva de caixa para os meses fracos de venda.
Fonte: Serasa Experian, sala de imprensa: pesquisa com 511 PMEs sobre fechamento de empresas (20/10/2026)
Perguntas frequentes
Quem respondeu à pesquisa?
Responderam 511 PMEs de várias regiões do país, todas já clientes da Serasa Experian. As respostas foram recebidas em abril de 2026. A empresa informa margem de erro de 4 pontos percentuais com nível de confiança de 95%.
Quais motivos de fechamento foram mais citados?
Má gestão financeira (47%), carga tributária (40%), burocracia (34%) e falta de capital ou crédito (29%). Os percentuais somam mais de 100%; o comunicado não detalha como a pergunta foi feita.
As empresas menores estão mais preparadas para uma crise de caixa?
Não. Têm plano de contingência para falta de dinheiro em caixa 54% dos MEIs e microempresas, 68% das pequenas e 85% das médias. Na média das 511 empresas, são 70%.




