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Famílias da cidade de São Paulo dão 80,9 pontos ao momento para comprar bens duráveis; ICF cai em setembro

Em resumo
Na cidade de São Paulo, a disposição das famílias para consumir caiu pela sétima vez seguida em setembro de 2026, segundo a FecomercioSP. O índice ficou em 110,7 pontos. A avaliação do momento para comprar bens duráveis (produtos de maior valor e uso prolongado, como eletrodomésticos e móveis) subiu, mas segue abaixo de 100 pontos, faixa considerada insatisfatória.
A intenção de consumo das famílias da cidade de São Paulo caiu pela sétima vez seguida em setembro de 2026. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) ficou em 110,7 pontos. A pesquisa é mensal, feita pela FecomercioSP (federação que representa comércio, serviços e turismo no estado) com 2,2 mil consumidores do município. A queda foi de 0,2% sobre agosto, e a sequência de recuos começou em março. Na comparação com setembro de 2025, o índice subiu 4,6%. Os números estão no levantamento divulgado pela federação em 22 de outubro.
O ICF vai de zero a 200 pontos. Acima de 100, a avaliação das famílias é considerada satisfatória; abaixo, insatisfatória.
Dois itens abaixo de 100 pontos
Dos sete itens que formam o índice, dois ficaram na faixa insatisfatória. O momento para comprar bens duráveis, os produtos de maior valor e uso prolongado, subiu 0,8% no mês, para 80,9 pontos, e acumula alta de 15,6% em 12 meses. O nível de consumo atual caiu 1,3%, para 86,9 pontos, na segunda queda mensal seguida. Em outra pesquisa da FecomercioSP, sobre o estado inteiro, o faturamento real do varejo em julho foi 8,1% menor que em julho de 2025; nas lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, a queda foi de 35,6% na mesma comparação.
Na outra ponta, a perspectiva de consumo subiu 1,1%, para 107,3 pontos, e ficou 12,8% acima de setembro de 2025, a 13ª alta seguida nessa comparação anual. O acesso ao crédito subiu 0,2%, para 112,8 pontos.
Emprego e renda seguram o índice
O emprego atual continua com a maior pontuação, 141,2, mesmo com recuo de 0,1% no mês. A renda atual ficou em 137 pontos. A perspectiva profissional, que mede o que as famílias esperam do trabalho nos próximos meses, caiu 1,7%, para 108,8 pontos, a quarta queda mensal seguida; em 12 meses, a queda é de 9,4%.
Para a FecomercioSP, juros altos e o comprometimento do orçamento com dívidas e despesas essenciais limitam principalmente as compras parceladas. A federação espera que emprego e renda sustentem as vendas do último trimestre, em datas como a Black Friday e o Natal, com o consumidor comparando preços e condições de pagamento.
Confiança sobe, mas cai entre os mais jovens
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), também da FecomercioSP, subiu 0,2% em setembro, para 121,1 pontos, depois de duas quedas mensais. A alta foi sustentada principalmente pela avaliação das condições econômicas atuais, que subiu 0,9%, para 115,6 pontos. O índice de expectativas caiu 0,2%, para 124,8 pontos.
A confiança andou em direções opostas por idade. No grupo de 35 anos ou mais, o índice avançou 4,6% e chegou a 119,5 pontos; no grupo abaixo de 35 anos, recuou 2,2% e foi a 122,1 pontos, ainda acima dos mais velhos. Na comparação com setembro de 2025, todos os grupos da pesquisa tiveram alta, com destaque para quem tem 35 anos ou mais (15,9%), para as mulheres (13,5%) e para os lares que ganham até dez salários mínimos (11,5%).
Fonte: FecomercioSP, ICF e ICC de setembro (22/10/2026)
Perguntas frequentes
O que é o ICF da FecomercioSP?
É o Índice de Intenção de Consumo das Famílias, apurado todo mês desde janeiro de 2010 com 2,2 mil consumidores do município de São Paulo. Vai de zero a 200 pontos: abaixo de 100 é considerado insatisfatório e acima de 100, satisfatório.
Qual item do ICF ficou mais baixo em setembro de 2026?
O momento para comprar bens duráveis, com 80,9 pontos, seguido do nível de consumo atual, com 86,9 pontos. Os dois estão abaixo de 100, a faixa que a FecomercioSP considera insatisfatória.
A confiança do consumidor também caiu?
Não. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), outro indicador da FecomercioSP, subiu 0,2% em setembro, para 121,1 pontos, depois de duas quedas seguidas. No grupo abaixo de 35 anos, porém, a confiança caiu 2,2%.






